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Melhor Amiga » 2008 » março
postado por Nick Nicks

Um dia eu acordei com 25 anos e não era mãe. Só que eu ainda tinha muito tempo fértil pela frente e não me preocupei. Dormi de novo, continuei sonhando com a vida e de repente acordei com 35, ainda sem filhos. Mas como eu tinha acabado de tomar um pé na bunda homérico e não dava para pensar em outra coisa além da fossa, dormi de novo e de repente eu tinha 40. Só que daí, acordei com família, parentes, amigos, o padeiro, o porteiro e mais a torcida do Timão perguntando: “Quando você vai ser mãe, hein?!”, “Pôrra, vai rolar neném que horas?”, “Quem precisa de pai? Faz produção independente!”.

Pois é, caras amigas, não vou ser mãe. Na realidade, por mais que isso deixe as pessoas meio chocadas, eu NÃO QUERO ser mãe. Mas como fui criada sob as Leis do “multiplicai-vos”, demorei para entender que isso é normal e não a decisão de uma pessoa ruim, egoísta, uma mulher pela metade ou uma escória da sociedade. Levei anos para entender que não tenho “problemas” por não querer ser mãe, apesar de ser mulher. Mesmo assim, até outro dia mesmo eu ainda encanava que talvez estivesse faltando com o meu dever como ser-humano-fêmea.

Bom… Até outro dia, quando encontrei o vídeo aí embaixo. É uma piscina de ondas em Tókio, Japão. Dê uma olhada e você vai entender porque as minhas encanações terminaram definitivamente. Se Deus baixasse por aqui nos dias de hoje, será que diria “multiplicai-vos”?

PS.: Quem encontrar a água da piscina ganha 1 ano de anticoncepcionais, 10 caixas de camisinha e o direito de adotar uma criança abandonada pelo mundo.

postado por Lisa Lips

Esse tal “celulá” é realmente um negocinho maravilhoso. Não canso de reparar no ônibus, que todo mundo teu o seu. Seja grande, pequeno, antigo ou novo, não importa, a musiquinha sempre toca. Às vezes toca “puns”, “gritos”, “pagode”, “clássicos da MPB”, enfim, para todos os gostos.

Além do “celulá” ser um telefone, percebi que é multifuncional, como aquelas impressoras que escaneiam, imprimem e copiam. Celular serve para ouvir música, bater fotos, filmar momentos, jorgar, receber e-mails e também para coisas que nem imaginamos. Digo nem imaginamos, por que dia desses li algo impressionante! “Celulá” no vibracall serve também como vibrador! Isso mesmo! É só você ensacar o bicho, deixar no modo vibracall e ligar para você mesma! Fascinante! Talvez eu não esteja contando novidade, mas me preocupo: e se na hora “H” a coisinha explodir?

Certa vez no supermercado, vi um homem com o celular na mão, perguntando a alguém do outro lado da linha (deveria ser a esposa do sujeito), que a marca que ela (ou ele) queria não estava disponível. Passei uma hora e meia no mercado e esbarrei com o camarada, ainda com o celular na mão.

É neste ponto que afirmo e creio, que o celular é a maravilha da tecnologia moderna. Uma coisinha que cabe no bolso, nos fornece diversão, comunicação e faz com que os maridos comprem exatamente o que a gente quer no supermercado.

postado por Nick Nicks

Já passou, eu sei. O Dia da Mulher foi dia 8, mas era sábado. E no sábado eu costumo passar o tempo com joguinhos idiotas de computador, daqueles fáceis e viciantes que transformam o seu cérebro em Geléia de Jabuticaba (eu sou mineira, o que justifica a Jabuticaba. No seu caso poderia ser Morango, vai saber. Cada cérebro com a geléia que lhe apetece).  Mas, continuando… Como a vida não é feita só de Jabuticabas, deixo aqui os meus protestos pessoais em defesa de certos direitos que tenho visto perdidos por aí:

1. Eu quero ter o direito de não me arrumar a não ser que eu PRECISE (por questões sociais) ou que eu ESTEJA A FINS. Esse papo de que “mulher tem que estar sempre impecável” deve ter sido inventado pela indústria de cosméticos ou então foi divulgado em alguma propaganda de Shopping Center. SEMPRE impecável? É ruim, hein?

2. Eu quero de volta o meu direito de GOSTAR de ser uma mulher ”do lar” sem ser menosprezada por isso. De uns tempos para cá parece que ficou feio você gostar de cozinhar, arrumar as coisas, regar as plantas e cuidar das pessoas. Cara, EU GOSTO DE COISAS DE MULHERZINHA! E pronto. E se meu marido pudesse me sustentar, eu trabalharia só em casa mesmo, sem medo de ser feliz, CURTINDO todas essas coisas que, de repente, não mais do que de repente, viraram vergonha pública. 

3. Ao mesmo tempo em que eu quero o direito de ser uma “Dona de Casa feliz”, também quero que as mulheres tenham o direito de DETESTAR tarefas domésticas. Resumindo os itens 2 e 3: não grudem rótulos na minha testa porque eu sou mulher. Antes de ser mulher eu sou um ser-humano com vontade própria, independentemente do que as novelas e os comerciais querem que eu acredite.

4. Eu quero de volta o meu direito de ser tratada conforme os hormônios que correm no meu sangue e conforme a minha biologia. Abrir porta de carro, ajudar a carregar as coisas, mandar flores, pagar um jantar de vez em quando (se o cara puder, claro) e outras delicadezas do gênero são LEGAIS, não frescura. Se alguma mulher não gosta mais disso, que fale por si e não pelo todo, muito menos por mim. A diferença que existe entre o jeito de uma mulher e de um homem é claramente perceptível desde a infância. Já percebeu como meninos e meninas brincam diferente e sentem as mesmas coisas de maneira diferente? Pois é… Não nasci com hormônio de macho. Sorry, guys.  

5. Eu quero de volta o meu direto de não ser um protótipo da Lara Croft. Essa hitória de mulher onipotente que consegue trabalhar fora, cuidar do corpo e cuidar da casa com perfeição é BALELA de propaganda. Ninguém que sai de casa às 6 da matina e chega às 7 da noite consegue fazer todas estas coisas direito sem surtar de vez em quando. Então, caros amigos, o negócio é o seguinte: ou vocês ajudam, ou não reclamam quando eu pisar na bola ou me dão o direito de surtar. Escolham. Lara Croft, só no PS2 ou naquele comercial do desodorante (Aquele em que a mulher sempre cai com o suvaco na cara dos sujeitos. Já viu?) 

6. Eu quero de volta o meu direito à TPM.  Esta questão sempre foi compreendida pela humanidade, mas de uns tempos para ca cá virou modinha dizer que “TPM é psicológico”. Variação hormonal é algo FÍSICO, caros amigos. Freud não resolve. Auto-controle, sim, lógico. Nada de escândalos desnecessários.  Mas é sempre bom compreender que em períodos de variação hormonal o saco fica menor e a vida é um pouco mais dramática (vide os adolescentes). Vale um esforço do outro lado para adiar discussões e reclamações para outro momento. O próximo ignorante que vier falando que “TPM é psicológico” vai levar um soco psicológico na fuça.

7. Eu exijo o direito de NÃO ficar com ninguém na balada, sem precisar ouvir coisas do tipo: “Tá se achando muita coisa, é?” Não sei em que momento da história virou obrigação você ir na balada para ficar com alguém. Quem quiser que fique e seja feliz, inclusive porque eu não tenho nada contra. Só que as vezes você quer simplesmente dançar e beber com os amigos. Acreditem, meninos! Muitas vezes uma mulher vai para a balada SÓ para ouvir um som, beber um pouco e dançar.  E ponto (final!)

postado por Lisa Lips

Existe algum tipo de receita para sermos felizes? Creio que felicidade é como preparar uma refeição, cada uma de nós coloca o tempero da forma que sabe e gosta. Se felicidade é preparar uma boa macarronada? É claro que sim, nas coisas mais simples ou mesmo nas mais grandiosas, estamos realizando e existindo. Realizar é trabalhoso, mas nos faz capazes de existir. Existir é o princípio da felicidade.

A receita da felicidade está dentro de cada um, precisa ser descoberta, aflorada ou melhorada.

Trocar receitas, dar dicas de temperos, também é uma forma de buscarmos a felicidade. Chamam isto de compartilhar. Cada um dá o seu pitaco, às vezes não funciona muito bem, mas em outras, melhora bastante o caldo.

Esperamos que você encontre aqui, algum tempero a mais para sua receita da felicidade e que este tempero possa ajudar você a quem mais desejar.

Penso logo existo! Existo logo posso ser feliz!

Testando

5.mar
2008
postado por Nick Nicks

O primeiro passo é sempre o mais difícil. Tantas, tantas opções. No intervalo entre o “sim” e o “não”, há tantos talvez… Mas, como ensinou o poeta Pablo Neruda, escrever é fácil: basta começar com uma maiúscula, terminar com um ponto final e colocar algumas idéias no meio. ;) Que assim seja! Para dar a bênção inicial, pego emprestados alguns versos da maravilhosa Adélia Prado.

Com licença poética

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.

Boa sorte para todas nós. :D

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