postado por Betty Lee

Várias são as campanhas, mas o resultado ainda não é o suficiente.

Doar sangue não dói, não faz mal, pelo contrário, faz um bem enorme.

Esse ano já fui la duas vezes, uma no Hemocentro da Santa Casa de São Paulo, e outra no Centro de Hematotologia de São Paulo.

Eles fazem várias perguntas, as quais devemos responder com seriedade e sinceridade, elas visam salvaguardar a saúde do doador e de quem receberá o sangue. Verificam sua pressão e se o provável doador tem anemia.

Os Hemocentros estão sempre precisando, de todos os tipos de sangue, e até mesmo doação de plaquetas.

Os requisitos básicos estão na lista abaixo:
- Trazer documento oficial de identidade com foto (identidade, carteira de trabalho, certificado de reservista ou carteira do conselho profissional)
- Estar bem de saúde
- Ter entre 18 e 65 anos
- Pesar no mínimo 50 Kg (desconsiderando o peso da roupa)
- Vir alimentado, evitando apenas alimentos gordurosos nas 4 horas que antecedem a doação
- Ter dormido por pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas
- Não ter se exposto a situações de risco para doenças transmissíveis pelo sangue, como:
Diversos parceiros sexuais, uso de drogas e relações sexuais com parceiros não
habituais sem preservativo (camisinha)
.

Situações que impedem temporariamente a doação de sangue:
- Febre
- Ter sintomas de gripe ou resfriado até 1 semana antes da doação
- Anemia
- Gestantes, até 3 meses após parto normal, até 6 meses após parto cesariana,
ou se estiver amamentando
- Aborto impede a doação por 12 semanas
- Doenças sexualmente transmissíveis somente após 12 meses da cura
- Homem que tenha doado sangue há menos de 60 dias ou que tenha doador 4 vezes nos últimos
12 meses
- Mulher que tenha doado sangue há menos de 90 dias ou que tenha doado até 3 vezes nos
últimos 12 meses
- Tatuagem nos últimos 12 meses
- Tratamento dentário: Período variável de 1 à 7 dias
- Cirurgia: Período variável de 2 a 6 meses
- Uso de cocaína inalátoria há menos de 1 ano
- Ter recebido transfusão de sangue nos últimos 12 meses
- Ter algum dos fatores de risco para AIDS e Hepatite, como por exemplo:
relação sexual sem preservativo (camisinha) com parceiro não habitual a menos de 1 ano e
pessoas que estiveram presas há menos de 1 ano
- Alguns tipos de medicamentos

 

Situações que impedem definitivamente a doação de sangue:
- Sorologia positiva para: hepatite B, Hepatite C, sífilis, HTLV, doença de Chagas ou Malária.
- Doença renal crônica
- Diabetes tipo I e tipo II com lesão vascular
- Antecedentes de câncer
- Antecedentes de derrame
- Uso de drogas injetáveis
- Alcoolismo Crônico
- Doença de Chagas
- Epilepsia após os 2 anos de idade
- Hepatite após os 10 anos de idade.

 

 

 A doação tem um limite minimo de intervalos que precisa ser obedecido, mas caso você já tenha doado, fale da doação pros amigos. Tem sempre alguém precisando.

 Procure um hemocentro perto de você!

postado por Nick Nicks

“O povo brasileiro é acomodado”, “O povo brasileiro é ignorante por opção”, “O povo brasileiro não se interessa por conhecimento”, “Não tenho paciência com gente burra”.

Acomodação? O que existe de acomodação em acordar as 4 da manhã, pegar umas 3 conduções e trabalhar do outro lado da cidade pra ganhar 600 reais no final do mês? O que existe de acomodação em ter 2 turnos de trabalho para conseguir pagar as contas de casa e ajudar o povo da família que está desempregado? O que existe de acomodação em chegar tarde do trabalho porque o transporte público é um lixo e ainda ter que fazer comida e cuidar da casa?

Ignorante por opção? O que existe de opção no currículo das escolas públicas? E o que existe de opção no background de uma vida? Por acaso nós podemos escolher nossos pais, parentes, amigos ou os acasos cotidianos que mudam nossos caminhos? Podemos escolher nossa capacidade intelectual?

Desculpem, meus caríssimos brasileiros tão inteligentes e especiais, mas acomodação é ficar olhando o Brasil assim de longe, sem noção da realidade, sentado na confortável poltrona da arrogância sem fazer absolutamente nada a não ser alimentar o próprio ego com a pobreza dos outros. Seja esta pobreza material ou de espírito, isto é SOBERBA. Soberba Cultural. Tem muito disso no Brasil.

Sim, existem PRIVILEGIADOS que nasceram sem condições, mas acabaram se interessando pelo conhecimento em algum acaso da vida. Também existem os intelectualmente privilegiados (normalmente chamados de “inteligentes”) e os socialmente privilegiados. Ou você acha que todo europeu nasceu com o dom do interesse? Uma cultura milenar não faz diferença?

Infelizmente, muita gente acha que não. Tenho a nítida impressão de que, para a maioria das pessoas supostamente “esclarecidas”, a história pouco importa - o que me deixa realmente alarmada, já que se não importa para os privilegiados, para QUEM vai importar, não é mesmo? E este é o exemplo que vem de cima, vejam bem.

E outro dia um amigo disse assim:

- Mas eu corri atrás de aprendizado porque eu quis. Eu poderia ter usado a internet só pra ficar no Orkut, mas eu chafurdava conhecimento. Foi opção.

Opção incentivada por uma tia professora. E depois por uma casualidade - um colega de trabalho que sabia demais e acabou incentivando o sujeito. Família E meio.

Falar é fácil. É só colocar uma palavra do lado da outra, formar uma frase e atirar para o mundo. Pensar é que complica. E nenhum livro do mundo, nenhuma enciclopédia, nenhuma biblioteca e nenhuma escola particular, pelo jeito, está fazendo as pessoas pararem para pensar antes de concluir que o povo brasileiro não presta.

Nossos pais, nossa família, o meio em que vivemos, as oportunidades que aparecem no caminho e a POSSIBILIDADE de aproveitar estas oportunidades são apenas algumas das variáveis que levam alguém a se interessar pelo conhecimento, ou não. Mas tem gente que considera simplesmente uma opção. Simples assim: só é ignorante quem quer.

Responda pra mim então: ONDE este país ensina que conhecimento vale a pena? Quanto é o salário de um professor? Vou mais longe: QUANTO vocês acham que ganha um jornalista ou um médico remunerado por convênio? Em compensação, quanto ganha um publicitário? Quanto ganha uma atriz ruim e gostosa que sai na Playboy?

A verdade, caros amigos, é que conhecimento no Brasil há tempos não vale NADA. E se de repente a internet mudou alguma coisa em relação a isto, é uma grande novidade. É uma nova história que começou na década de 90, mas talvez ainda precise de alguns séculos para mudar o povo.

Se você não teve nada, mas nasceu com uma cabecinha abençoada; se você teve a sorte de conviver em algum meio que incentivou seu interesse pelo conhecimento, se pode se dar ao LUXO de dedicar-se a qualquer tipo de estudo em um país de maioria miserável, parabéns. Você é um privilegiado. Pense nisso antes de criticar seu povo e aproveite para pensar bastante antes das próximas eleições - já que você pode.

“Não tenho paciência com gente ignorante”.
Certo. E eu não tenho paciência com arrogância.

postado por Lisa Lips

Estava eu lendo a BBC Brasil hoje e me deparei com esta matéria , segundo uma reportagem da revista New Scientist.

A pesquisa mexicana deparou-se com a preferência feminina, por homens estilo “consquistador”. Achei engraçado, pois estava mesmo pensando em um artigo com estas características. Conheço alguns homens do gênero e queria, meio que, retratá-los aqui e uma palavra não me saiu da cabeça: “Marketing”. Homens que falam muito e olham mulheres dos pés a cabeça, inflam o peito, sugerindo uma conquista pela frente.

O gênero James Bond creio que enche as mulheres de fantasias, no sentido que, eles são “bons de cama”. Imaginem deparar com um cara de mau, agente pronto para matar (em ambos sentidos) e ainda meio que gostosão? Deve dar um piripaque na mulhereda e sim, o gênero atrai. Mas eu creio mais que seja no sentido de aventura, pois um cara desses com uma aliança no dedo, pra mim, é quase que inimaginável.

Mas voltando as pessoas que conheço, elas fazem este estilo “pronto para matar”. Falam que “comeram” muitas mulheres, deixam a entender que são ótimos de cama. Não digo que todos são assim, mas o ‘marketing” pessoal, dá bons resultados. Um bom papo vale mais do que uma boa aparência e pode dar até um certo charme na hora da conquista. Se for bonito, ganha na hora. Se for rico então, nem se fala.

Segunda a pesquisa, esses homens estilo James Bond tem relacionamentos mais curtos, sim, pois o que vale é a quantidade e segundo meus amigos, vale perpetuar a espécie, afinal, são os genes que mandam na hora do sexo. E segundo a pesquisa “homens com essas características são uma estratégia da espécie humana para perpetuação da espécie sendo que, neste caso, tendem a não se envolver com a paternidade”. É verdade, o não se envolver é importante para esse tipo de homem. Ele não se preocupa com a mulher em si, tipo, procurar não ter nenhuma intimidade maior, para não cair no afeto.

A pesquisa concluiu que de 35 mil pessoas entrevistadas, o James Bond se reproduz muito mais. Essa é pra rir, mas enfim, é uma constatação um tanto lógica, pois o James Bond não pode ver uma mulher que cai matando. Então, caro internauta, se você está neste momento sozinho, é hora de ir a locadora e pegar todos os filmes do James Bond. Aprenda a arte da conquista, mas pelo amor de Deus, nada de Pierce Brosnan ou Daniel Craig (argh) e nada de chegar na mulher dizendo “meu nome é Bond, James Bond (rá´rá´rárá´raa).

O Marketing pessoal é tudo. Não é uma regra, creio que seja apenas uma constatação natural de todos os seres. Os que brigam melhor, os mais fortes etc etc, acabam ganhando a parada, na maioria das vezes, pois estes “machos” tem um objetivo. Que vença o melhor , mas por favor, faça bonito =0)

Anos 90 Music Tour

21.jun
2008
postado por Nick Nicks

Nirvana e a gang de Seattle, a viagem eletrônica do Chemical Brothers, o punk-pop do Green Days e Offspring, Oasis e a galera da Invasão Britânica, Deee-Lite e a onda das DJ Bands, Cypress Hill, Planet Hemp, o Mangue Beat do Chico Science, Smashing Pumpkins, o ápice do Red Hot Chilli Peppers e do REM, Living Colour, o nonsense do Mamonas Assassinas, C&C Music Factory, Poperôs, o eletrônico deprê do Radiohead, É o Tchan…

Todo mundo aí marcou os Anos 90. Vem dizer que não? E eu fico aqui me perguntando de onde veio inspiração para tanta coisa diferente estourar em uma década só.

A influência do Nirvana, sei lá, deve ter sido o colapso do comunismo. O Radiohead foi inspirado no Hello Word do primeiro HTML e o Chemical Brothers deve ter nascido com o Linux. O Oasis foi influenciado pela Dolly (no caso a clonagem foi dos Beatles), o Cypress Hill pelo Mandela, o PlaySation foi responsável pelo movimento das DJs Bands e o incrível É o Tchan só pode ter nascido sob influência do Collor, que colocou o Tchan de todo mundo na boca da garrafa. Faz sentido?

Como a Internet é culpada por todas as coisas boas e ruins que acontecem nos últimos tempos, resolvi aceitar a teoria: é culpa da Internet! E por culpa do YouTube, separei alguns hits que marcaram os meus Anos 90. Tentei selecionar os menos conhecidos hoje em dia. Vai que alguém descobre alguma coisa “nova”?

School of Fish - Three Strange Days

Segundo consta, estes caras foram classificados como “US Modern Rock” - uma categoria do “Rock Alternativo” onde também encaixaram o Green Days, REM e Foo Fighters (formado em 95, mas só bombou aqui no Brasil a partir de 2.000).

Happy Mondays - Kinky Afro

Estes caras nasceram na década de 80, mas só chegaram aqui em 90 com a tal da “Invasão Britânica”. Curiosidade: o cara de preto que fica dançando é só um doidão amigo da banda. Ele não toca nada, mas participa de todos os shows.

Urban Dance Squad - Deeper Shade of Soul

Estes caras são holandeses e misturam hard rock, funk, soul, hip hop, reggae, jazz e ska. Tá bom pra você? Como ninguém sabia como classificar os manos, meteram eles lá com o pessoal do Rock Alternativo, variando entre Rap Rock e Funk Rock (dependendo da revista) ;]

Pizzivato Five - Twiggy Twiggy

Esta banda é japonesa, faz parte da turma que eu chamo de “DJ Bands” e foi formanda em 85, mas também só chegou aqui na década de 90. Aproveito para deixar em homenagem ao Centenário da Imigração Japonesa no Brasil. ;] Quem quiser também pode conferir a música Baby Love Child, um dos hits mais românticos (e ingênuos) dos meus Anos 90. *sight* (como diria o Charlie Brown)

Rollins Band - The End of Something

Mais um que não souberam classificar. Rolllins Band você encontra por aí como Hard Rock, Heavy Metal, Punk, pós-punk e noise. O Henry Rollins (vocal) foi do Black Flag (Hardcore da Califórnia), é ativista, escritor, ator, comediante e locutor (fez várias vozes de games). Pessoalmente, gosto bastante das letras do Henry Rollins. Esta, por exemplo, é sobre o fim de um relacionamento (provavelmente um cara que foi traído) e diz mais ou menos o seguinte:

“Quando as lágrimas secarem e você não tiver mais nada pra falar, Quando você se ligar que o nosso tempo juntos não significou nada e não é o suficiente para eu ficar, lembre-se de mim e dos meus olhos olhando pra você, Lembre-se de mim e da minha voz dizendo: Acabou. Agora não tem mais nada. É o fim. O fim de alguma coisa.

- Refrão: Enfrente seu medo. Não exite. É só o fim de alguma coisa. É tão frio! É o fim.

Agora que as risadas terminaram eu sei que a piada fui eu, Agora que um vento frio passa pelas minhas roupas e eu não tenho ninguém, nada e nenhum ligar pra ir, Agora que a minha carne está apertada nos ossos, Eu penso “Cara! Era melhor estar dopado” , Mas eu sei, ah eu sei, eu sei que é só o fim. O fim de alguma coisa. Enfrente seu medo!” *ai* :(

Só para terminar, eu queria dizer que a década de 90 foi a melhor fase da minha vida até agora. Foi quando eu mais saí, dancei, viajei, bebi com os amigos, arrisquei e conheci algumas das pessoas mais importante na minha vida hoje e sempre. Um brinde aos Anos 90 (só para constar, estou tomando uma taça de vinho) ;]

postado por Lina Love

Vamos lá: quando estou sozinha, quero namorado, quando tenho namorado, quero ficar sozinha.

Simples, né?

Bom, estava eu a conversar com um amigo outro dia quando chegamos à conclusão de que o relacionamento é quase uma religião à qual você se apega. Você tem fé o tempo todo, você faz os rituais, você cede, você agradece, você recebe em troca e você aquieta seu coração (algumas vezes), e outras vezes você questiona tudo e pára prá pensar no que está fazendo. Pensa se está certo, se está errado, leva em consideração a moral e os bons costumes, e quando não leva, pára e pensa se tá indo tudo bem, além disso, amor cura. Quando você está doente, o amor faz você se sentir melhor. Ou então ele faz você sair correndo atrás de cura, o que te leva à cura do mesmo jeito.

Tá. E os ateus? Como eu? O que a gente faz?

As conversas que tenho com esse amigo raramente chegam a alguma conclusão. E por isso a gente é amigo a tanto tempo e por isso, sempre temos assunto. Porque eles voltam e de novo não chegamos a nenhuma conclusão.

Com o tempo eu evolui muito nessa história de relacionar. Mas a minha evolução foi para o lado da ‘aceitação’. Eu aceito viver na dubiedade (existe isso?) da vida. Eu aceito que tem dia que eu quero tudo e no dia seguinte não quero mais nada. Eu aceito que eu quero ser música, artista plástica e escritora e que não vai dar tempo de ser tudo isso trabalhando 14 horas por dia.

Eu aceito que caio na rotina com o homem que eu amo e que por isso às vezes penso em abandoná-lo. Eu aceito que no dia seguinte a isso, eu olho prá ele e para as coisas que construímos com um carinho tamanho que nada nesse mundo me faria largá-lo.

Eu aceito, mas isso não me ajuda, em nada. Isso me faz ser a angústia em pessoa, muito prazer.

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