postado por Lisa Lips

Queria parabenizar o Manual do Cafajeste (só para mulheres) pelo belo post sobre traição. Com base em pesquisa entre amigos, ele chegou a 4 “porquês” os homens traem. Digo mais, isso também vale para mulheres insatisfeitas viu cafa? Existem muitas mulheres não satisfeitas com seus relacionamentos, em particular ao sexo. Há muitas mulheres casadas que traem seus maridos, pois também gostam de “variar” o cardápio. Outras, pela confusão emocional, depois de anos de casada. Outras, porque o filho dorme todas as noites na cama com os pais e eles não dão uma escapada par ao sofá da sala.

Creio que a traição (assunto já discutido aqui no blog) seja um assunto delicado, pois implica em saber lidar com a situação. Não creio que quem trai deixe de amar, pois eu creio mesmo que se possa perdoar, caso isso ocorra em nossas vidas. Mas vai de cada um ter o seu limite, o que pode ou não aguentar, então, não podemos ter uma verdade inquestinável aqui. Se você pode perdoar, acho lindo, uma nova tentativa. Vá em frente. Mas se você não perdoa, é algo seu.

Creio que a maioria não perdoaria uma traição. Se alguém está conosco, é porque gosta. Se precisa procurar uma alternativa, ai já não é mais uma relação de verdade. Deve ser essa a preocupação de todos. Eu também não sei se saberia perdoar, creio que procuraria saber o que está havendo. Se a pessoa precisa desafogar em outras paragens, é porque não estou satisfazendo. Ou serão outros os motivos?

Vale a pena dar uma chegada no Manual do Cafajeste (só para mulheres), para saber o que pensam os homens. =0)

Jingles Antigos

17.jun
2008
postado por Lisa Lips

No Brasil a primeira transmissão de rádio foi realizada no centenário da Independência do Brasil, em 7 de setembro de 1922. O presidente em exercídio era Epitácio pessoa.

Através das rádios, além de notícias e música, eram transmitidas radionovelas, ou seja, novelas de locução, com efeitos sonoros precários e tudo mais. Imaginem que coisa doida era ouvir isso sem ver?

Mas o rádio se tornou importante mídia de transmissão, principalmente na época da guerra. Podíamos ter acesso a notícias sobre outros países e ampliar nossas fronteiras.

Junto com o rádio, vieram os comerciais (clique na setinha para ouvir e no link se quiser baixar o jingle para o seu computador):

Quem se lembra do Jingle do Creme Rugol? Sabiam que ainda se vende creme rugol nas farmácias? Tem o da margarina Claybom, Bombril, do falecido Mappin, da Parmalat e do inesquecível das Casas Pernambucanas (esse eu sei cantar inteirinho).

Se quiser ouvir mais Jingles, acesse a página História do Rádio (por Fábio Pirajá), tem Jingles bem antigos e bem legais, alguns produzem boas risadas, mas na época deviam ser o máximo. Há também um site chamado Clube do Jingle bem bacana.

Por Água Abaixo

15.jun
2008
postado por Lisa Lips

Relacionamentos sempre acabam esquentando algumas vezes. Uma vez percebi que essas brigas sempre tem algo de cobrança: Porque você não me avisou, eu faço tudo por você, eu fiz isso, você não fez aquilo e por ai vai. Essa caracerística do ser humano é meio que engraçada e eu fico imaginando os porquês.

Ciúmes também parece mais uma cobrança também, tipo você é meu e ponto, então o tempo todo não podemos nem sequer olhar para o lado, que já estamos sendo cobrados pelo fato de termos os olhos somente para o cobrador.

O Ex dela era assim. Um dia chegou em casa e reclamou que ela não havia trocado o papel toalha do suporte, saca aqueles suportes dependurados na parede? Ele esbravejou, dizendo que sempre “ele” tinha que trocar aquilo. Ela respondeu: Olha, eu limpo o chão que você pisa,limpo a privada e passo suas camisas engomadinhas. Nesse meio tempo eu posso ter esquecido de trocar o papel toalha do suporte, não? Ele calou-se, foi lá e trocou o papel toalha.

Depois desse acontecido ela pensou: Fico em casa o dia todo. Ele sai para trabalhar. Será que ele pensa que fico em casa sem fazer absolutamente nada? Ai ela pensou: Não tenho nem o direito de cobrar o que ele pensa. Mas ele me cobrou uma atitude tão insignificante devia ter me calado, ido lá e trocado o papel toalha, sem sequer dar uma palavra. Mas ai ele não ia saber o motivo pelo qual eu não havia trocado. Tá tudo bem, não temos que ficar justificando as coisas, por que justificar é a resposta a uma cobrança, ou não?

O fato é que o casamento dela já estava indo por água a baixo e ele só estava esbravejando como um “sintoma” disso tudo. A partir dai ele sempre a cobrava, afinal, ele lhe dava tudo e ela tinha que deixar a casa maravilhosa para ele. Ele chegaria do trabalho todos os dias, tudo perfeito, comida gostosa na mesa.

Em 13 anos de casamento, a única coisa que realmente faltou, foi tempo pra dialogar. Na cabeça dela fervilhavam pensamentos. O que eu estou fazendo aqui?

Todo mundo achou o fim ela querer se separar, pois ele dava “tudo” a ela. Tá será que ela é a mulher perfeita, aquela com a barriga no fogão, no estilo cama, mesa e banho? Sabemos que há vários tipos
de mulheres. Existem as que gostam de cuidar da casa. Existem as que não sabem nem sequer fritar um ovo. Em qual estilo ela se encaixava? Ela demorou 13 anos para perceber.

Ela trabalhou a vida toda, desde criança, sempre gostou de fazer arte. Aos 15 anos fazia bijouterias e vendia muito bem. Ela precisava então, fazer algo da sua vida. Ela queria trabalhar. Mas a resposta dele sempre foi: prá que? Eu te dou tudo, você não precisa trabalhar. E ela sempre se sentindo unútil.

O casamento dela acabou, não porque mulher é complicada. Talvez ela quisesse ter uma vida também, ter suas coisas e seus amigos. Ela descobriu a si mesma e queria poder não ter que viver só para ele, mas para ela também. Não queria mais ganhar tudo de mão beijada, queria lutar, se enforçar, usar sua inteligência e conquistar o seu próprio espaço.

As mulheres são as maiores cobradoras do mundo. Parecem estar sempre carentes. Os homens parecem ser mais livres e auto-suficientes. Ela era diferente neste ponto, pois ela descobriu que queria ser livre.

Numa relação, é preciso ceder às vezes, mas não a ponto de acabar com sua própria individualidade. Ela foi feliz, mas ao mesmo tempo, foi morrendo. Ela o fez sofrer por sua confusão e inanimação. o erro dela, foi não enxergar quem ela era. Se ela soubesse antes, não teria se casado. Ela achou que seria feliz para sempre. Ela arranjou um pai. Os dois não souberam levar a relação adiante. Na verdade não há que se culpar por erros, pois erramos o tempo todo. Através dos erros é que temos oportunidade de encontrar os acertos.

Foi tudo por água abaixo. E o amor? O amor ainda não existe neste mundo. Amor que acaba, não é amor. Se houvesse amor, ele ainda falaria com ela, mas ele desapareceu, ficou com raiva dela. O altar era alto demais, quando ruiu, a queda foi feia e para isto, parece não existir perdão. O Amor perdoa. Então não era mesmo amor. Triste fim? Quem sabe?

Ela sabe que errou, sabe onde e porque. Não sente culpa como sentia no começo, afinal ela sempre foi muito mimada e geniosa. Hoje ela amadureceu, pois percebeu tudo isso. Ele lhe dava tudo e ela exigia mais. Mulheres mimadas são um perigo para os homens. São mandonas e brigam por tudo. Então ela devia cobrar muito dele. Foi o que ela percebeu no final, mas já era tarde.

Cobrar dentro de uma relação é uma merda. Só não cobramos de nós mesmos. Porque não? Cobrar para sermos mais humildes, mais fortes, para acertar mais vezes, para melhorar o nosso humor, cobrar pelo regime, pelo parar de beber ou fumar. Cobrar dos outros é mais fácil, exige menos esforço e parece nos fazer mais poderosos. Cobramos dos amigos, sempre indagando por que eles não telefonam. Cobramos do pai e da mãe, cobramos até do passado. Somos nós os fazedores da nossa própria existência.

Duas pessoas, tempo errado. Como saber quando é o tempo certo pra se estar com alguém? Acho que é qaundo as coias fluem mais devagar, quando as mentes se encaixam e quando não precisamso cobrar nada do outro. Ela fez poruqe é o jieto dele fazer e ai a gente percebe que existe uma espécie de sexto sentido, pois ele sabe das coisas, sem você precisar falar nada. Ela não cobra masi como fazia. Ainda é um tanto mimada, mas já consegue andar meio que sozinha. Ela se casou novamente com alguém parecido com ela. Está evoluindo na relação e fazendo as coisas que gosta de fazer. Um final feliz? Não existem finais e nem existe o para sempre. Contos de fada só existem nos filmes. Nada é para sempre.

postado por Nick Nicks

O pudim que você conhece, leva ovos. Este daqui não leva. E aí você pergunta: “Mas então como é que ele ganha consistência?” Aí que está, não ganha. Seguindo a receita original, fica parecendo mais um creme do que pudim.

Um belo dia, naquelas de fazer experiências, resolvi acrescentar Ricota na receita original para ver o que acontecia. Resultado: o gosto ficou delicioso e o pudim ficou mais consistente.  Ainda não é a consistência do pudim que você conhece, mas também não é um creme. Dependendo da quantidade de Ricota que você colocar, dá até para cortar em pedaços.

Outra coisa que eu resolvi acrescentar à receita original foi Leite de Côco. E também fiz uma Calda de Laranja azedinha para jogar por cima no final.

Olha, não sei se a aparência na foto está bonita, mas o sabor é delicioso. E como todo pudim que se preze, este aqui também é fácil de fazer: você joga os ingredientes no liquidificador, coloca no forno e depois na geladeira. Simples. Se eu consegui fazer, você também consegue. ;]

Ingredientes:

 . 1 lata de Leite Condensado

 . 1 xícara de leite integral tipo A (saquinho)

 . 1 copo de iogurte natural sem açúcar    (integral e daqueles mais consistentes)

 . 1 colher de sopa cheia de Leite de Côco

 . 1/4 de uma Ricota com +/- 450g (com esta quantidade a consistência parece de uma Ambrosia, só que um pouco mais densa. Para ficar mais durinho, coloque mais Ricota)

Como Fazer:

Coloque todos os ingredientes no liquidificador. Bata até a mistura ficar homogênea e coloque em uma forma. Leve ao forno na temperatura máxima por 20 minutos. Se em 20 minutos você achar que o pudim ainda está muito mole, deixe mais um pouco. Eu já deixei até meia-hora. Depois de pronto, jogue a Calda de Laranja por cima, deixe esfriar um pouco, coloque na geladeira e espere até que ele fique gelado para comer.

Calda de Laranja Azedinha

. Suco de 4 laranjas

. 1 xícara de açúcar

. Tirar lascas da casca de 1 laranja

Joque o açúcar na panela e acrescente o suco aos poucos. Depois de jogar todo o suco, acrescente as lascas da casca da laranja. Deixe ferver, mechendo de vez em quando. Ao perceber que a cor do suco escureceu, prove. A calda deve ferver até você sentir que o gosto está azedinho.

Bom Apetite  :]

postado por Nick Nicks

Comigo aconteceu várias vezes, mas teve uma pior que todas. Era sábado. O Dia Internacional dos Solteiros na Balada. Só que todo mundo estava ocupado pra sair comigo. Nem de tarde eu tive uma chance, porque quando o Dia dos Namorados cai no sábado também acontece a Tarde Oficial do Presente de Última Hora.

Tá, eu poderia acompanhar minhas amigas aos shoppings lotados e brincar de Via Sacra pelas lojas, ouvindo coisas como “Ele adora isso, ele é fôfo, o amor é lindo”. Deixa pra lá. Preferi arrumar o armário e tentar esquecer a sensação de encalhada. Sim, porque se existe coisa pior do que Dia dos Namorados no sábado é Dia dos Namorados em Semana Oficial da Sensação de Encalhada. E eu estava justo nesta semana.

Meias pra cá, calcinhas pra lá. Minhas calcinhas estavam meio feinhas e sem cor. “E daí? Ninguém vê mesmo” - argumento destruidor, típico de uma Semana Oficial da Sensação de Encalhada.

E depois vieram as roupas penduradas, com aquelas coisas que não cabem mas a gente insiste em manter para alimentar o armário de esperanças magrelas. “Tô gorda. Não é à toa que eu estou sozinha” - mais um argumento típico da Semana Oficial…

Depois veio a TV e aquele monte de especiais e comédias românticas. Era o Dia Nacional da Meg Ryan. E de repente, zapeando, eu tive a nítida impressão de que todas as criaturas da Galáxia E região andavam em dupla, menos eu. Até o Charlie Brown deveria estar dando uns beijos naquele momento. 

Fugi pra internet. Coraçõezinhos popando, ofertas de presentes, banners com casais. Era um tipo de conspiração. O Universo não queria que eu esquecesse a sensação de encalhada. As Casas Bahia não queriam que eu esquecesse o Dia dos Namorados. E quem sou eu perante o Universo e as Casa Bahia? Nada. Só uma gorda com calcinhas velhas na gaveta.

O telefone não tocou. Nem a Telefônica ligou para oferecer Speedy naquele dia. Quase liguei perguntando se estava tudo bem, mas eu corria o risco de ouvir uma mensagem do tipo: “Nossa equipe de atendimento está namorando. Por favor deixe o seu recado. Sua ligação é muito importante para nós” [trilha sonora do Ghost, na melhor das hipóteses]

Última tentativa de resistência aos ímpetos suicidas: Playstation - Resident Evil. Mortos Vivos pareciam a melhor opção. E fiquei jogando até de madrugada, concentrada em salvar a humanidade, esquecida da minha situação de Semana Oficial da Sensação de Encalhada no Sábado dos Namorados.

No dia seguinte todas as pessoas reapareceram do nada: família, amigos, colegas, conhecidos… Até o cara do Speedy ligou. Parecia que eu realmente tinha salvado o mundo de alguma peste e estavam ligando para agradecer.

“E ontem, como foi?” - Pergunta básica para os comprometidos - ”Tava tudo lotado. Não conseguimos jantar, desistimos do cinema e do motel, trânsito insuportável. Acabamos pedindo pizza em casa.”

Hoje, anos depois, terça-feira, Dia dos Namorados, 23:30. Cá estou eu sozinha, enquanto meu namorado está trabalhando na casa dele. Decidimos não sair porque hoje não vale a pena. Se eu tivesse alguma amiga precisando de companhia, estaríamos juntas comendo pizza, jogando Resident Evil, questionando a vida amorosa do Charlie Brown e rindo das calcinhas velhas. Fica então já marcado para o próximo 12 de Junho: Dia Nacional da Diversão com Amigas Solteiras.

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