postado por Nick Nicks

Até ontem mesmo eu estava péssima por causa do trabalho. Chorei, discuti com algumas pessoas, perdi o sono, deixei de sair com meu namorado porque estava chateada.

Hoje, às 5 da tarde, minha irmã ligou dizendo que meu pai estava na UTI do INCOR (Instituto do Coração aqui de São Paulo). Desliguei o telefone, juntei as coisas e saí correndo. Larguei tudo do jeito que estava sem pensar duas vezes e sem dar a mínima para a situação em volta de mim. 

Em questão de 15 segundos, que foi o tempo da ligação, o stress profissional perdeu a importância na minha vida. De um “problema” que tirou meu sono, de repente ele virou uma mera futilidade cotidiana.

Infelizmente, não é a primeira vez que isto acontece com meu pai. E infelizmente também, estes recados que a vida manda nunca são suficientes para mostrar o quanto a gente se preocupa com coisas idiotas.

Eu poderia ficar dois dias aqui falando sobre o que realmente importa nesta vida e não adiantaria nada para quem está puto com algum amigo ou com a profissão. Da mesma forma, quando o dia de hoje se ver longe de mim, eu também vou esquecer, mais uma vez, do real significado das coisas.

A massacrante maioria das pessoas, assim como eu, precisa doer para sentir o valor das coisas. Ao mesmo tempo, parece que a Dona Dor é uma péssima professora, porque nenhuma lição é o bastante para que a gente realmente aprenda, nem serve de exemplo para outros alunos.

Se Deus fez o homem conforme sua imagem e semelhança, ele deve ser um cara masoquista.

postado por Lisa Lips

Não sei se isso também acontece com algum leitor, mas comigo acontece direto. Estava eu, agora pouco na fila para entrar no banco. Como sou tagarela, logo iniciei uma conversa com uma senhora que estava atrás de mim. Derrepente senhora começo a desabafar sobre a vida dela. Ela contou que o marido havia falecido há 1 ano. Percebi que a senhora estava emocionalmente abalada, compreensível.

O mais incrível de tudo isso é que sempre acontece. Não sei se é porque eu falo muito e gosto de falar com as pessoas, seja no mercado, nas filas, etc, mas as pessoas sempre desabafam.

Não sou perfeita e nem me sinto o máximo, mas eu sinto que posso fazer algo. Talvez esse pensamento ilumidado, sei lá, atraia. Não quero resolver o problema das pessoas e nem posso, mas sinto que posso oferecer um ombro amigo.

A senhora desabafou e senti que foi bom para ela. Foi bom para mim também, pois gosto de poder ajudar de alguma forma.

Depois de 25 anos, perder o marido assim derrepente, um homem de 44 anos, 2 filhos, não é nada fácil. Um companheiro. Ter que retomar a vida sendo pai e mãe ao mesmo tempo, a mulher se abala emocionalmente e portanto, precisa mesmo desabafar. Fico imaginando as mulheres que criam seus filhos sozinhas, que barra. Fica faltando aquela figura masculina ao lado, a figura da força, do alicerce, pois é a sensação que se tem de um pai de família. Claro que há homens que fazem o papel de pai e mãe e portanto, a barra não deve ser diferente.

Essas histórias que ouço nas filas e no mercado, são tão incríveis. Gosto tanto de ouvir o que as pessoas tem a dizer, pois elas são exemplos de força, de vida e até de fracassos. É tão bom saber que existem seres humanos por ai, que não são só números, mas indivíduos. E passam por problemas bem semelhantes aos nossos, seja pobre ou seja rico. A experiência de vida de cada um, nos dá uma noção tão grande do todo. É como abrir um livro e ler aquelas palavras que alguém escreveu. São os pensamentos dele, a forma dele pensar, suas opiniões e sensações, mesmo que sejam ficção.

Falar é muito bom. Não precisamos concordar, apenas ouvir. Podemos e devemos contestar.

Resolvi escrever essa experiência, pois essas situações que vivo, são importantes para mim. Elas me acrescentam e formam minhas sensações sobre o mundo. E eu filosofo.

Por fim, o Melhor Amiga continua oferecendo um ombro amigo, seja aqui no meio virtual ou no mundo real. =0)

postado por Nick Nicks

Segundona. A pobre da garota chega com o visual diferente, feliz mas insegura ao mesmo tempo, porque afinal de contas ela saiu na sexta com uma juba esplêndida até a cintura e voltou com o cabelo no ombro.

Ela entra desviando o olhar das pessoas, tentando fazer cara de paisagem, constrangida de doer, quase pedindo desculpas pela própria existência. De repente, do silêncio absoluto de uma segunda às 9 da manhã, uma voz lá da geral grita com tudo: “CREEEEDO! O QUE VOCÊ FEZ COM O SEU CABELO???”

Então…

Dizem que as mulheres não são sinceras. As más línguas até insistem no termo “falsas”, afirmando que a gente tem mania de elogiar até as coisas que detesta.

Não conheço todas as mulheres do mundo, mas pelo menos em volta de mim o que rola não é exatamente falsidade, mas apenas a percepção da sutil diferença entre Sinceridade e Joselitagem. 

Para quem não nasceu com Senso de Noção, vou deixar aqui uma orientação básica e fácil, que não requer prática nem habilidade, baseada em uma pergunta que sempre deve ser feita entre um espírito e o porco:

Quem perguntou?  

Simples, não? Antes de extravasar o seu excesso de sinceridade publicamente, assim de forma tão fantástica, é só fazer esta pergunta para o fundo do seu coraçãozinho palmeirense. Se ninguém te passou a bola, deixe quicando. A não ser que você tenha alguma coisa boa para dizer.  

Se perguntarem… Bom, se perguntarem você responde, sem esquecer que entrar com os dois pés no peito, chutar a canela, o pau da barraca, o balde ou qualquer artefato da auto-estima alheia, é falta. Principalmente se a alheia for do sexo feminino, tímida e delicada, sem condições de dar uma resposta digna de Tarja Preta na Rede Globo.

postado por Lisa Lips

Sensasional o trabalho do fotógrafo Matthias Willi, que capta as imagens após os shows de rock. A atriz e integrante da banda Juliette and the Links, Juliette Lewis, mostra bem o que se espera de um músico após um show: cansaço, cabelos molhados e cara de quem está com vontade de tirar um mês de férias. Bem bacana, confiram o site do fotógrafo Matthias Willi (no menu, clique em FOUR - depois é só clicar nas fotos para ver mais).

postado por Lisa Lips

Gadgets: utilitários? Ou seriam inutilitários???

A mania dos gadgets não para. Vi umas luvas esses dias, que você pluga no usb e elas ficam quentinhas. Achei o máximo, pois o maior problema para quem trabalha direto no PC, são as mãos geladas no inverno. Buscando mais sobre as luvas, encontrei milhares de coisinhas que podem ser plugadas na porta usb do computador. Clique nas imagens para ampliar (todas as imagens foram devidamente referenciadas):

Esta Gadget Mania já vem preocupando. Segundo matéria do blog Last Feeling uma pesquisa feita por uma investigadora britânica, apontou o uso dos gadgets como viciantes. EU tenho que concordar, é realmente viciante. Mas um dos maiores problemas, são o afastamento da pessoa viciada do seu círculo social e familiar e o fato das pessoas acordarema noite para conferir se receberam emails ou sms.

Buenas, usa-se então, o bom senso. Use mas não abuse… agora eu vou correndo comprar as luvas e as pantufas (huhuhu) =0

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