postado por Nick Nicks

Semana passada fui surpreendida por dois acontecimentos praticamente idênticos. Um deles teve uma super repercussão e o outro ficou só no conhecimento da minha família.

O que causou furor em toda a internet foi o vídeo da última edição do Britain´s Got Talent (algo como o programa Ídolos), com a simpática senhora  Susan Boyle. A platéia do programa fazia caretas e piadinhas quando Susan apareceu. E por quê? Porque ela era simples, não tinha a aparência que um pop star deve ter. A parte do vídeo que me deixou mais fula da vida foi ver a fuça de uma adolescentezinha tirando sarro da senhora. Garanto que a cara dela caiu quando a ouviu cantar (Tentei colocar o vídeo aqui, mas está proibido. Para ver, clique aqui).

O que ficou no meu mundinho foi o que aconteceu com meu tio. Um homem muito simples, mora no meio do mato e é super feliz assim. Não precisa de luxo, embora ele pudesse ter muito. Gerente de banco aposentado, formado em artes plásticas e já deu aula de fotografia. Enfim, um cara muito interessante e curioso a respeito do mundo em que vive.

Pois bem, meu tio foi comprar uma calça. E foi do jeito dele, super simples como sempre. Só que entrou numa loja cara. A vendedora perguntou o que ele queria, e ele pediu alguns modelos que tinha visto na loja. Antes mesmo da mocinha trazer as calças, ela perguntou: “Mas o senhor vai comprar mesmo, tem certeza? É caro, hein?”

AH! É O FIM! Gostaria de saber quando as pessoas vão se tornar menos estúpidas e mais humanas. É claro que todo mundo quer ser aceito. Só que quem disse que precisamos ser todos iguais? Quem disse que medimos o valor das pessoas pelas aparências? Se for assim, seremos tão parecidos e vazios que não teremos mais nada a aprender. Não teremos mais a emoção de descobrir o novo. Não teremos mais a oportunidade de conhecer pessoas maravilhosas. Será tudo igual. Vazio e sem graça.

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9 Deixaram Recado. Deixe o seu também

  1. Pois é, Kitty Messy. Conheço a história do caipira que chegou na Concessionária Ford de Itu e ficou maravilhado com um reluzente Ford Galaxie. Lançamento e lógico, novidade total. Estava o Senhor examinando o carro, quando se aproxima o vendedor: Não pode entrar de botina suja dentro deste carro “caríssimo”. Silêncio e o coitado, meio sem jeito, lhe disse: Tá bom, eu saio, mas que eu vou comprar dois, eu vou. Um prá mim e otro prô meu ermão. Senão ele podi ficá brabo comigo também, quenem o Sinhô tá.

    Olá, Acácio!
    Já ouvi uma história parecida, hihihi!
    Meu namorado mesmo já deixou de comprar um carro com um vendedor de má vontade.
    Quem sabe se tds sabotássemos essa gente mal educada, a coisa melhorasse…
    Beijos
    Kitty Messy

    Comment por Acácio do Tietê |

  2. Já aconteceu comigo estava em trajes de clube, shorts, hawaianas e camiseta…..
    Minha resposta foi a seguinte:

    ” - Vou comprar e não vai ser com você, a gerente por favor!”
    Pedi a gerente outra vendedora e acabei comprando mais peças que pretendia.

    Oi, Marcelo!
    Eu já fui vendedora de uma loja bacanuda. Várias pessoas me chamavam pra comprar comigo, pois graças a Deus minha mãe me deu educação e atendia todo mundo muito bem. E o resultado, todo mundo sai ganhando, né? A cliente saía feliz com suas compras e eu com minha porcentagem garantida. E td mundo contente!
    Fez mto bem em falar isso para o vendedor sem educação!
    Beijos
    Kitty Messy

    Comment por Jaz |

  3. Olá Kitty!
    Ótimo texto!
    Realmente é incrível a ignorância das pessoas com relação às aparências. O video de Susan Boyle nao foi só mais um dos recordes do youtube, mas um exemplo de como o achismo pode enganar bonito! PS: Gostei mto qndo citou a adolescente. Notei o mesmo quando vi o video. É triste, mas é real.

    Parabéns!

    Bjao*

    Oi, Maira!
    Muito obrigada pelos elogios!
    Menina, essa adolescente foi o que mais me irritou em todo o vídeo. O triste retrato de uma grande parte dos jovens…
    Beijokas
    Kitty Messy

    Comment por Mah! |

  4. Kitty,

    Isso me lembra quando tive dinheiro pra comprar minha primeira televisão. Ela custaria R$ 350,00, 14 polegadas, com fone de ouvido.
    Era um sabado de sol, eu estava de shorts, camiseta da faculdade, uma bolsinha cruzada no corpo e meu boné do time de baseball da faculdade.
    Pois bem, tive que ir a 3 lojas e na terceira, interrompi uma animada discussão sobre futebol (nenhum dos vendedores torciam pro mesmo time que eu, argh!), e um deles super malcriado me atendeu.
    Só não fui embora por que queria minha TV para ver o jogo do meu time no dia seguinte e já estava cansada de andar.
    Fui direta, disse qual que eu queria, e escutei: “Vai pagar como, crediario? Cheque? Carto?”. Farta da esnobação eu disse: “A vista, em dinheiro. Tem pra levar agora?”
    E pronto, desde momento em diante o cara era o mais carismático, amável e quase q ia torcer pro meu time, humptf!
    Ganhei um desconto e ele ainda queria me vender um liquidificador…
    Aparências…

    Comment por Betty Lee |

  5. O que aconteceu comigo foi até matéria no Segundo Caderno da Zero Hora anos depois do acontecido.

    Havia o show da banda gaúcha Bandaliera (rock) num lugar que era super “in” na minha cidade. Eu, na fila VIP aguardava minha hora de entrar quando uns playboys se posicionaram atrás de mim:

    - Não sei o que ‘essa gente’ faz aqui (se referiam a mim, a única negra de qualquer uma das filas)
    - Vai ver que vieram para limpar o chão…
    - Mas não está muito cedo para limpar o chão, não?
    - Ou acham que vai ser show de pagode…

    E começaram a rir de mim.

    Eu, quieta.

    Lá dentro, como tinha combinado um local para esperar uma amiga, não poderia sair dali nem se aquele local pegasse fogo. O azar era que era próximo a uma mesa onde os mesmos caras da fila estavam sentados, com CDs da banda.

    Ainda continuavam falando de mim:

    - Este lugar já foi mais bem frequentado… agora entra qualquer um.

    E eu? Quieta.

    De repente, do nada, aparece o vocalista da banda no hall de entrada. Sei lá porque ele estava ali. Passou, simplesmente pra buscar algo ou chamar alguém. Era meio surreal a parada.

    Nisso, os garotos levantaram e foram em direção ao cara pedindo autógrafos nos CDs. Ele educadamente parou, e fez o protocolo de autógrafo:
    - Ah, legal.. qual teu nome?

    Antes de ele dizer, o vocalista, Alemão Ronaldo, me viu parada próximo e, como já tinha me visto antes em uma rádio local, disse aos meninos:

    - Só um minutinho que eu vou cumprimentar uma amiga minha…

    E veio na minha direção: “Cler, que bom que tu veio… legal mesmo. E o vô, como está. Manda abraço pra ele. Depois, se der, passa lá no camarim no final do show.”

    Preciso continuar a história?

    Como sempre fui envolvida com música, sempre gostei de rock, nunca curti pagode, sendo negra, sempre fui minoria nesses locais. Histórias iguais a essa eu tenho coleção. Mas essa foi especial. Muito do preconceito se dá na forma como as pessoas te olham, nem tanto com palavras… um olhar tipo: “o que esta daí quer na porta do camarim? Acha que vão dar bola?”. QUando a porta abria eu era a primeira a entrar por conhecer os caras de outros carnavais.

    Mas como já disse o Metallica… Sad, but True.

    Oi, Cler!
    Meu, que história é essa?
    Adoraria ter visto a cara dos panacas qdo o músico foi conversar com vc, acho q foi impagável!
    Eu já sofri preconceito pelo contreario, sou azeda de branca. Dá pra imaginar o que um branquelo passa num país tropical, né?
    Como eu já disse num outro comentário, difícil lidar com a ignorância alheia…
    Beijokas
    Kitty Messy

    Comment por Cler Oliveira |

  6. Que história tristemente comum. Uma das melhores lembranças que eu tenho de morar no Japão é justamente a de ser bem tratada como consumidora em todos os lugares onde fui. Se eu entrava na loja é porque tinha alguma intenção de compra - e lá há um padrão de vida minimamente justo, as pessoas poderiam comprar se quisessem.
    Já uma das piores foi, na volta ao Brasil, ir de havaianas no shopping porque era verão e eu estava grávida e ser mal-atendida porque eu queria pagar (algo bem caro) em dinheiro. Os vendedores me tratavam muito mal porque eu tinha notas de dinheiro e não cheques ou cartões!
    Enfim, nosso país precisa melhorar muito, mas começa por nós, que devemos sinceramente forçar a sociedade a nos aceitar, ao invés de nos travestir de acordo com a reação negativa que esperamos que os outros tenham!

    Oi, Sam!
    Que coisa mais chata… Infelizmente temos que conviver com a ignorância dos outros. Sinceramente, não sei no que a gente poderia mudar para que isso se revertesse… Gostaria de saber. :S Se alguém tiver sugestões, são bem aceitas aqui nos coments.
    Beijokas
    Kitty Messy

    Comment por Sam Shiraishi |

  7. Realmente, Kitty, um absurdo isso!

    Fico me lembrando de um caso que aconteceu com meu professor de Geografia do cursinho, ele andava parecido com um hippie, mas ganhava mais de 12 mil reais mensais (isso em 1999, detalhe). Um dia ele foi barrado pelo segurança de um shopping.

    Pode uma coisa dessas? E o pior é que quase nada mudou de lá pra cá, né?! Complicado…

    Beijos e sucesso!!!

    Oi, Sa!
    Meu, que história triste…
    Infelizmente tem pessoas tão cabeça oca que não enxergam as pessoas pelo que são. Pena.
    Quem sabe um dia isso muda??
    Beijos
    Kitty Messy

    Comment por Sabrina Mix |

  8. Seres humanos vazios tem valores vazios (pois só são capazes de verem o dinheiro), já pessoas mais elevadas, preferem avaliar pelo o que pessoal realmente é.

    Fique com Deus, meninas.
    Um abraço.

    Oi, Daniel!
    Tem toda razão, mas infelizmente essas pesoas de cabeça pequena podem interferir na vida dos outros… Uma pena.
    Beijos
    Kitty Messy

    Comment por Daniel Savio |

  9. Hoje mesmo aconteceu algo parecido com meu pai. Ele é profº de Educação Física e LOUCO por futebol. Hoje de manhã ele foi até a padaria, e a mulher do caixa, reparando que o chaveiro que ele usa pra chave do carro é uma bola de futebol, solta um “Ah, pra Copa do Mundo você não vai, mas a bolinha você já tem”, ou seja, chamou meu pai de pobre. E, pra “ajudar” (notem as aspas), ele é mulato. AFF existe muita gente sem-noção no mundo, que se esquece que a 1ª impressão NÃO é a que fica, ainda mais se falarmos de aparência.
    Aliás adorei o blog! Descobri hoje à tarde e já estou lendo tudo =).
    Beeijos

    Oi, Gabi!
    É mto chato qdo coisas assim acontecem com a gente, infelizmente tem um povo ignorante que não tem noção!
    Mas obrigada pelo elogio ao blog, volte sempre! :)
    Beijos
    Kitty Messy

    Comment por Gabi |

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