postado por Lina Love

Você já quis ser a “Emily” da vida de um cara?
Aquela que ele descobre numa festa assim muito a toa, e ele estava completamente desmotivado a encontrar uma mulher que valeria a pena e, sei lá, o que não é o destino não é mesmo? - Vocês se olham, ele vem chegando perto de você, você não tem nenhuma informação sobre ele, nada, nenhuma amiga sua o conhece, ele não frequenta os mesmos lugares que você, mas ele está lá, naquela festa, com pessoas BEM interessantes… E ele te traz o seu drink preferido (do momento) e te diz que você é definitivamente a mulher mais interessante que ele viu ali, naquela noite.
Pode soar um pouco ‘descompromissado’ demais pra você a primeira vista, mas, veja bem, ele está mesmo falando sério.
É, ganhar na loteria é bem difícil. Achar que você é a Emily também é.
Mas é muito bacana. A vida da gente está cheia de ’surpresas emily’ como você nunca havia esperado. Você confessa?
Eu confesso… Isso porque se meu ex marido lesse meu diário ele talvez quisesse voltar comigo na página 13 e, se a ereção dele deixasse ele continuar, ele terminaria comigo na página 63.
Enfim, continuando na festa, ele te trouxe o drink, ele de fato está muito cansado de todas as meninas que ele conheceu e ele quer mesmo um relacionamento o mínimo diferente do resto que ele está acostumado.
Ótimo. Você tem 33 anos, cansou do papo ‘estou solteira, vou cair na gandaia’ e ele está ali, pronto para um bom relacionamento.
Você se sente um pouco assustada, não é? (a não ser que faça muito tempo que você não faça sexo,aí você realmente nem passou da fase 1, está topando qualquer, você sabe do que eu falo, QUALQUER negócio).
Existem homens que querem algo bem parecido com o que você quer aos 33 anos.
Não existem só os que já casaram e estão com ódio do relacionamento anterior, ou os que nunca casaram e acreditam que as mulheres de hoje só querem sexo… existem aqueles que sim, são uma delícia de companhia… não te prometem casamento, não te prometem amor eterno, mas te fazem rir demais nessa mesma festa e, depois de uma noite bem gostosa, te acordam com um beijo perguntando onde é a padaria mais próxima prá te trazer um pão quentinho, compartilhar a cama um pouquinho mais e quem sabe… aproveitar o filme que vai passar na TV a cabo as 5 da tarde?
Gostoso né?
A vida pode ser assim…

Dia dos namorados

12.jun
2009
postado por Kitty Messy
Hoje é dia de declarar o seu amor.
É dia de ficar abraçadinho até grudar de verdade. Dia de fazer bolo de chocolate. Dia de fazer cafuné. Dia de assistir filme melado. Dia de trazer flores pra casa. Dia de enfeitar os cabelos e se achar a maior namorada do mundo. Dia de tomar banho de banheira juntinho. Dia de dividir um milk shake de caramelo. Dia de segurar na mão e olhar fundo nos olhos. Dia de aguçar os sentidos. Dia de dar risada a toa. Dia de se orgulhar do seu amor. Dia de dormir tarde. Dia de dormir de conchinha.
Dia de deixar tudo de lado. Porque seu amor merece toda a atenção do mundo e pelo menos hoje, parar e dizer: eu te amo.
Feliz dia dos namorados a todos!  :)
postado por Nick Nicks

Tudo começou com fraldas e garrafas. Depois vieram copos, pratos e talheres. Em pouco tempo, a idéia do Descartável virou um sucesso mundial.

Antigamente, quando o salto de um sapato quebrava, você consertava. Quando uma calça rasgava, você costurava. Quando a festa terminava, as pessoas lavavam os copos para a próxima festa.

Hoje em dia é tudo muito mais prático. Ninguém precisa consertar o sapato, porque tem outro igual logo ali na esquina. Ninguém precisa costurar a calça, porque tem um modelo novo logo ali na próxima estação. E ninguém mais precisa lavar a sujeira da festa, porque é tudo feito de plástico.

Tudo feito para não durar. Para poupar nosso tempo precioso e gerar mais vendas, mais consumo.

O Descartável foi uma idéia incrivelmente boa. O problema é que ela girou a economia com tal violência, que acabou girando junto a cabeça das pessoas. E de modelo econômico, passou a ser um modelo de comportamento.

Ninguém mais quer consertar um relacionamento, por exemplo. Quando uma paixão perde o prazo de validade, as pessoas procuram novidade. Um novo modelo para a próxima estação.

Ninguém mais quer limpar a sujeira entre duas pessoas, por exemplo. Conforme a idéia do Descartável, o negócio é jogar tudo fora ou podemos perder muito tempo. E tempo, como todos já sabem, é dinheiro!

Pensar dá trabalho. Questionar é perda de tempo. Just do it! Namoros, casamentos e amizades. Tudo de plástico! Tudo de acordo com as leis do Descartável, para facilitar a nossa vida.

Contrariando Lavoisier, hoje em dia tudo se perde, nada se transforma.

postado por Nick Nicks

Este texto é uma colaboração de uma grande amiga chamada Dedé. Grande mesmo. Tão grande que é ENORME de grande amiga! Se quiserem deixar mensagem para ela, usem a caixa de comentários do blog. Nós liberamos tudo para ela ver. :]

Eu estava na manicure outro dia e tinha um casal com um filho de uns 2 anos, cortando o cabelo do moleque. O cabeleireiro era lento feito um congestionamento na Paulista às 6 da tarde e a mãe botava terror, dizendo que se ele mexesse, o moço ia cortar a orelha dele fora.

Esta mesma mãe olhava para o pai e dizia: “Ai, as fotos que a gente tira vão ficar muito melhores agora, com o cabelo arrumadinho!” - Porra… É um filho ou um quadro?

Meia hora depois o moleque ainda estava sentado na cadeira, a mãe segurando a cabeça dele com as duas mãos, quase feito uma tortura, e nada de terminar o processo. Nisso, eu puxo assunto com a manicure e ela me diz o seguinte: “Ah, com criança é assim mesmo. Tem que entender que precisa cortar o cabelo e pronto. E tem que ficar quietinho!”

Nesta hora lembrei de algumas frases soltas que aparecem em milhares de palestras motivacionais e entrevistas de emprego, dessas que todo mundo já cansou de ouvir: ” Senhores, a criatividade e a liderança são fundamentais para o sucesso”, “Precisamos aprender a respeitar as diversidades culturais e sociais”. Ou então, a mais batida dos últimos tempos: “Pensando fora da caixa em 10 lições práticas”.

Eu me pergunto se não é uma contradição a forma opressiva como educamos nossos filhos em relação ao que esperamos deles no futuro. Quer coisa mais “pessoal da própria pessoa” do que cabelo? Tomar banho OK, é questão de higiene e saúde. Escovar os dentes também. Mas cortar o cabelo??

O cabelo é do cara, não da mãe. Que diferença faz se ficar maior ou menor? Nenhuma! Além do que, o carinha não aguentava mais.

Por outro lado, como será que a repetição diária desta educação opressiva vai colaborar para a formulação da personalidade dos nossos filhos? Bicho judiado nunca fica livre de novo.

postado por Lina Love

Tem gente que acha que sexo não separa. Outro dia eu estava vendo um filme, desses bobos, de solteiros acima dos 30 perdidos pelo mundo. Entre um clichê e outro, um dos caras disse uma coisa que me fez parar prá pensar.
A frase foi a seguinte: ’se a gente de fato se aproximasse de cada pessoa com quem a gente faz sexo, não nos sentiríamos tão solitários’.

É, ele tem toda a razão. Se a gente se dispõe a esses pequenos momentos de intimidade e entrega (e hoje em dia, tá bem fácil fazer isso), porque ainda assim a gente se sente solitário?

Não tem regra quando se fala em sexo. As escolhas que as pessoas fazem são sempre definidas por uma série de situações que no fim podem terminar numa cama, ou coisa que o valha. Mas acho que, ao longo do tempo, enquanto a gente fica mais seletivo, a gente deveria pensar um pouco mais sobre o fato de se entregar ou não a qualquer pessoa. Sim, porque não se entregar também é uma escolha difícil de fazer muitas vezes, em algumas situações mais difícil do que se entregar sem pensar.

Todo mundo já sentiu aquele abismo depois que se faz sexo com alguém que de fato não rola mais nada. Ou então o abismo depois de um sexo mal feito, deixando claro que não existe química entre as pessoas. E aí eu digo… o sexo pode separar, ao mesmo tempo que é um momento de elo significativo, aquela sensação de que algo deu errado é um nó na garganta, um soco no estômago.

Acho mesmo que trocar fluídos com estranhos pode ser uma experiência bacana, dependendo sempre do que se espera, se procura. Tanta gente reclama que só atrai pessoas erradas… as pessoas são espelhos de nós, nos mostram pedaços de nós que muitas vezes achamos difícil de encarar.

Quando se deparar com esse pedaço seu, veja se está mesmo preparada para encará-lo. Culpar o outro pelas nossas frustrações não nos leva a lugar nenhum, nunca. Seja reclamando que o cara não ligou, seja reclamando que a mulher é fácil porque transou na primeira noite ou difícil porque não transou.

Podemos encarar estarmos sós sem nos sentirmos solitários. Porque a verdade é uma só: todo mundo é sozinho, mesmo.

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