postado por Nick Nicks

A palavra do ano é sustentabilidade.

Existe faz tempo, já era citada aqui e ali por alguns bem intencionados, mas foi só neste ano que ela realmente ficou popular.

Hoje todo mundo fala em sustentabilidade. Bancos, supermercados, o setor farmacêutico, a indústria alimentícia, o pessoal da telefonia, emissoras de TV. Parece que de repente o mundo acordou Obama. Todo mundo querendo revolucionar.

Apesar de estar em tudo que é discurso político e propaganda, a tal da sustentabilidade está longe de ser uma verdade cotidiana. Por enquanto, o que a maioria das empresas (e pessoas) sustenta de verdade, são pensamentos nascidos na Revolução Industrial.

Um destes pensamentos velhos envolve a presença física nas empresas. A maioria dos brasileiros precisa entrar e sair nos mesmos horários todos os dias. São milhões e milhões de pessoas circulando pelas ruas de carro, ôbibus, táxi, lotando metrôs e trens, alimentando o famoso “rush” de manhã e no fim da tarde.

Minha pergunta é: todas estas pessoas precisam estar de corpo presente na empresa?

Hoje nós temos computadores de mesa e laptop, conexão rápida com e sem fio, telefone fixo e móvel, webcam e uma infinidade de sistemas para trocar arquivos. Com tudo isto e mais um monte de tecnologias disponíveis, você vai dizer que não dá pra ninguém trabalhar em casa? Mesmo que sejam 2 dias por semana? Eu mesma poderia trabalhar em casa quase todos os dias e no entanto sou obrigada a marcar presença.

As empresas alegam que os funcionários ficariam vendo TV ao invés de trabalhar. Ah é?… Pois que mandem pra rua quem não cumprir seus prazos. Ou pensem em outras soluções. Pensem! Na verdade, o problema não está nas pessoas em casa, nem nas possíveis reuniões, mas no medo. Todo mundo fala em mudança, mas quase ninguém tem coragem de mudar.

Outra prática insustentável é a diferença absurda de salários em algumas empresas. Enquanto alguns gerentes ganham muito, outros profissionais do mesmo departamento ganham quase nada. O que acontece? Os profissionais evoluem e caem fora. E estas empresas mantem gerentes administrando equipes eternamente inexperientes, pois quando um profisssional começa a evoluir, precisa cair fora para ganhar melhor. (E depois o governo precisa da MINHA grana pra cobrir o buraco de empresas que insistem nesta administração ultrapassada. Isto realmente me deixa MUITO brava. Mas, enfim…)

Insustentável também é a prática de contratar e promover profissionais por amizade, simpatia ou política. Marketing Pessoal não resolve problemas de incompetência, assim como o marketing de campanha não salva um produto ruim. E quem paga por estes profissionais que chegaram no topo por R.P. é a própria empresa, perdendo bons profissionais e, por consequência, perdendo dinheiro e a própria imagem.

Não vou citar todas as práticas insustentáveis do mercado de trabalho, porque eu ficaria aqui escrevendo até o mês que vem. Vou parar por aqui imaginando que, seja por bem ou por mal, estas práticas velhas serão vencidas. Porque, assim como a natureza dá o troco, o mercado também vai dar. Ou já está dando e nós não percebemos?

postado por Nick Nicks

Recebi hoje de uma grande amiga um e-mail que circulou internamente na empresa Eurofarma, informando os funcionários sobre a Gripe Suína. Vou repassar as informações neste post, a quem possa interessar.

Para quem ainda não sabe, Gripe Suína é uma Pandemia (epidemia amplamente disseminada) que já chegou a quase 1.000 casos no mundo todo até o momento em que escrevo este post. A Eurofarma, por sua vez é um dos maiores laboratórios farmacêuticos do Brasil e possui uma equipe de biólogos extremamente competentes na área de infectologia.

Segue o comunicado (com as minhas palavras, ok?):

GRIPE SUÍNA - O QUE VOCÊ PRECISA SABER PARA PREVENIR

O que é:

Uma doença respiratória causada pelo vírus Influenza A - chamado tecnicamente de H1N1 - um vírius que já circula pelo mundo há algum tempo, por sinal. A Gripe Suína, na verdade, é causada por uma “nova versão” do H1N1 que possui material genético de vírus humanos, de aves e de suínos, incluindo elementos de suínos da Europa e da Ásia.

Quais são os sintomas? Quando eu fico cabreiro?

. Se você tiver febre alta de repente (maior que 38 graus) e tosse, podendo estes sintomas estarem acompanhados de: dificuldade respiratória, muita dor de cabeça, dor muscular e nas articulaçõess;

. Se você apresentar estes sintomas até 10 dias depois de contato com áreas afetadas pela doença (por enquanto não temos casos confirmados no Brasil);

. Se você apresentar estes sintomas depois de contato próximo, nos últimos 10 dias, com uma pessoa classificada como caso suspeito de contaminação.

Como esta doença é transmitida?

É transmitida do mesmo jeito que uma gripe, de pessoa para pessoa, principalmente pela tosse, pelo espirro, ou por secreções respiratórias de pessoas infectadas. Os sintomas podem aparecer de 3 a 7 dias após o contato com o vírus e sua transmissão acontece, principalmente, em ambientes fechados (ônibus, metrô, escritórios com sistema de ar-condicionado central, etc.)

Existe tratamento para a Influenza Suína?

Sim, existe. Tem um remédio indicado pela Organização Mundial de Saúde que será usado, caso seja preciso. O Ministério da Saúde aconselha que nenhum medicamento seja administrado sem orientação médica.

Posso comer carne de porco e derivados?

Sem problemas! Mande ver na feijoada de quarta e no toicinho do sábado. A Organização Mundial de Saúde Animal e o Ministério da Agricultura não relataram nenhum caso de Inluenza Suína transmitida pela ingestão de carne de porco.

Dicas de Prevenção:

. Lave bem as mãos com água e sabão depois de tossir ou espirrar, depois de usar o banheiro, antes de comer e antes de colocar os dedos nos olhos, na boca e no nariz.

. Evite colocar os dedos nos olhos, na boca ou no nariz depois de tocar em superfícies por aí (mesas, cadeiras, canos e alças de ônibus, balcões, etc.)

. Use lenços de papel (descartáveis).

. Ao tossir ou espirrar, proteja a boca e o nariz com um lenço de papel

. Em caso de suspeita ou confirmação da doença, não saia de casa no período de transmissão (até 5 dias após o início dos sintomas)

. Evite aglomerações e ambientes fechados

. Sempre que possível, mantenha os ambientes domésticos ventilados e recebendo a luz do sol. Estas medidas ajudam a eliminar os possíveis agentes transmissores das doenças respiratórias

. Alimentação balanceada, ingestão de líquidos e atividades físicas são hábitos saudáveis que mantém boa a sua resistência e ajudam a manter a sua saúde

Para terminar, duas perguntas bastante frequentes que não estão neste comunicado:

1. Gripe Suína mata? Pode matar, sim. Mas só se o doente não receber assistência médica ou se houverem outros problemas de saúde que compliquem o caso. Portanto, ao perceber os sintomas de uma gripe forte, daquelas que dão febre repentina e dores no corpo, vá para o hospital.

2. É pra ligar o botão do pânico? Nãããao, não, não. Menos! Ainda não existe nenhum caso confirmado no Brasil. E, caso exista, lembre-se que nem todo mundo pega uma gripe. E que esta daí, mesmo sendo forte, tem cura. É feio, mas é gripe. E se você seguir as dicas de higiene deste post, dificilmente vai pegar

Beijos para todos e saúde! ;]

postado por Nick Nicks

OU:  

REGRAS BÁSICAS PARA ANUNCIANTES.

Sim, nós fazemos anúncios! Até criamos tarjas coloridas para avisar quando um texto é publieditorial.

Nós até deixamos estas propagandas horríveis na nossa página. Olha só estes quadrados coloridos piscando, super cafonas! O pessoal chama de “banners”.

Nós também usamos aquele troço que sublinha  palavras do texto, já viu? Você passa o mouse por cima da palavra e aparece uma frase imperativa do tipo “veja, clique, compre, entre, use, etc.”

Como dá para perceber, não temos absolutamente NADA contra propaganda assumida. Nós nem reclamamos do extremo mau gosto gráfico dos banners e das péssimas idéias de pauta que algumas agências insistem em mandar para os textos comerciais. 

Poderíamos até dizer que fazemos qualquer negócio neste blog, caros anunciantes. Só que tem um detalhe: isto não é verdade. Tem coisas que nós NÃO vamos fazer. Nem hoje, nem amanhã, nem quando uma vaca holandesa tossir feito Dog Alemão. Enfim, que fique claro: NUNCA!

E para que os Senhores Anunciantes e suas Excelentíssimas Agências de Propaganda não percam tempo com propostas idiotas, vamos listar as práticas comerciais mais EXECRÁVEIS que conhecemos: 

1. “Será que vocês podem divulgar o meu filme? A resenha é assim, ó…”

Caros amigos, é assim, ó…

Vocês indicam filmes que não viram? Vocês falam sobre livros que não leram? Vocês fazem resenha de banda que nunca ouviram? Tenham a Santa Paciência! 

Se vocês quiserem que eu fale do seu filme, MANDEM UM INGRESSO, seus idiotas! Porque sair de casa para enfrentar uma pré-estréia lotada não é um favor que VOCÊS fazem para nós. É um favor que NÓS fazemos por vocês. Percebem? Ou vocês acham que é TÃO legal assim passar stress para assistir um filme comendo pipoca fria e refri sem gás?

E tem mais: o seu ingresso será uma TENTATIVA de pauta. Ele NÃO GARANTE a resenha. Vocês já deveriam saber disto. Perfeitamente compreendido? Next…

2. “Estamos enviando o produto X para que vocês indiquem”

Então… Nós vamos experimentar, ok? Mas só vamos indicar o produto, se realmente GOSTARMOS dele.

Este blog é tipo a sala da casa da sua tia, sabe como? BEM PESSOAL!  Indicação de produto aqui é que nem propaganda de cartão de crédito: Não tem preço!  Se a gente não gostar, não rola nem pagando com uma caixa de ovos de chocolate Lindt!  (Opa! Anúncios grátis!  OH !!!!  Alguns anunciantes devem ficar confusos com estas coisas! Provavelmente nunca se interessaram pelo papo entre as tias depois do almoço… Tadinhos!)

3. “Você deve falar como se não soubesse o que é!”

MENTIR, né?  Eu nem posso avisar que é Publieditorial com a tarja de ESPAÇO DO ANUNCIANTE, certo? Claro que entendi! Vamos fazer assim? Eu vou ali na esquina morrer, peço pra nascer de novo em uma casa que prega a mentira como base de relacionamento e aí SIM eu faço este post. Combinado!

4. “A nova campanha do produto X mostra uma família feliz comendo junta. SUPER original. Estamos enviando o vídeo para divulgação.”

Da próxima vez que eu receber um e-mail deste tipo, vou responder assim:

“O blog Melhor Amiga ensina as pessoas a usar o computador, indica links educacionais na internet e conversa por e-mail com gente que precisa de ajuda psicológica. Caso vocês queiram divulgar nosso blog no seu próximo comercial de TV ou revista, o link é www.melhoramiga.com

Não é uma boa resposta?

Caro amigo anunciante, eu fico aqui me perguntando: POR QUE você ia querer anunciar o meu blog assim, a troco de nada? E se eu faço esta pergunta para mim mesma, vocês também deveriam fazer: POR QUE um blog vai querer anunciar o seu produto assim de graça?

Quer anunciar? PAGUE! Como funciona qualquer propaganda neste mundo.

Quer divulgação? MANDE SEU PRODUTO! Se a gente gostar, vai indicar. 

RESPEITO! Por favor.

Um diploma de jornalista  não garante ética profissional. Assim como um rótulo idiota de “blogueiro” também não significa “falta de ética”. E, finalmente:

Ao contrário do que alguns anunciantes pensam, não é uma honra para nós blogueiros anunciarmos o seu produto. Muito pelo contrário! É uma honra para VOCÊS que o seu produto seja aceito na casa de um consumidor. Porque o blog é uma casa de consumidor. Não uma corpopração.

ENTENDAM ISTO! De uma vez por todas.

Agradeço pela compreensão de quem é capaz. Mando à merda os idiotas! Porque graças a Deus esta mídia aqui não depende de anunciantes para sobreviver. Nem precisa de regras para seguir em frente. Se cagar regra funcionasse, mídias como Veja e Rede Globo não teriam ajudado a eleger o Fernando Collor.

postado por Nick Nicks

Este texto é uma colaboração de uma grande amiga chamada Dedé. Grande mesmo. Tão grande que é ENORME de grande amiga! Se quiserem deixar mensagem para ela, usem a caixa de comentários do blog. Nós liberamos tudo para ela ver. :]

Eu estava na manicure outro dia e tinha um casal com um filho de uns 2 anos, cortando o cabelo do moleque. O cabeleireiro era lento feito um congestionamento na Paulista às 6 da tarde e a mãe botava terror, dizendo que se ele mexesse, o moço ia cortar a orelha dele fora.

Esta mesma mãe olhava para o pai e dizia: “Ai, as fotos que a gente tira vão ficar muito melhores agora, com o cabelo arrumadinho!” - Porra… É um filho ou um quadro?

Meia hora depois o moleque ainda estava sentado na cadeira, a mãe segurando a cabeça dele com as duas mãos, quase feito uma tortura, e nada de terminar o processo. Nisso, eu puxo assunto com a manicure e ela me diz o seguinte: “Ah, com criança é assim mesmo. Tem que entender que precisa cortar o cabelo e pronto. E tem que ficar quietinho!”

Nesta hora lembrei de algumas frases soltas que aparecem em milhares de palestras motivacionais e entrevistas de emprego, dessas que todo mundo já cansou de ouvir: ” Senhores, a criatividade e a liderança são fundamentais para o sucesso”, “Precisamos aprender a respeitar as diversidades culturais e sociais”. Ou então, a mais batida dos últimos tempos: “Pensando fora da caixa em 10 lições práticas”.

Eu me pergunto se não é uma contradição a forma opressiva como educamos nossos filhos em relação ao que esperamos deles no futuro. Quer coisa mais “pessoal da própria pessoa” do que cabelo? Tomar banho OK, é questão de higiene e saúde. Escovar os dentes também. Mas cortar o cabelo??

O cabelo é do cara, não da mãe. Que diferença faz se ficar maior ou menor? Nenhuma! Além do que, o carinha não aguentava mais.

Por outro lado, como será que a repetição diária desta educação opressiva vai colaborar para a formulação da personalidade dos nossos filhos? Bicho judiado nunca fica livre de novo.

453 espinhas

21.jan
2009
postado por Lina Love

Pessoas! Uma amigona minha mandou esse texto, especial pro MelhorAmiga, espero que gostem! Podem deixar comentários que ela responde todos, todinhos, tá? Divirtam-se!

453 espinhas
de Nina Flower

Depois de viver anos longe de São Paulo, voltar carregando um namoro à distância, depois de chorar, espernear, pensar em suicídio, pensar “nunca mais vou me apaixonar na vida”, “éramos tão felizes” e todas as merdas que a gente pensa quando ouve do namorado à distância “já não quero uma relaçao a distância…” (e o implícito - “porque tenho outra dez anos mais nova que você”), eu decidi desencanar e viver São Paulo.

Descobri que em São Paulo para ser feliz você precisa:
- morar perto do trabalho;
- ganhar uma boa grana por mês;
- fazer yoga, nataçao, pilates, esteira, terapia, acupuntura;
- usar florais de bach;
- e ir a algum xama (com til que não sei aonde é).

Além de ter que:
- sair com os amigos e falar que está trabalhando muuuuuuito;
- que não tem tempo pra nada;
- que descobriu uma nova banda óóóóótima;
- que está feliz com o namorado-marido-amante ou felizeeerrrrima sozinha;
- comer sushi uma vez por semana;
- se segurar para não chegar em casa morrendo de fome e matar a caixa de bis e comer um pão com salame;

- decidir se domingo você:

- visita a afilhada;
- ajuda a amiga;
- vai no pai;
- dá conselho pra prima;
- passa o dia no hospital cuidando da avó;
- arruma a casa;
- finalmente corta o cabelo se achar algum salão aberto;
- vai dar uma caminhada;
- vai na exposiçãoo que quer ir desde sempre e não foi;
- entra no chat com o namorado, ex namorado , namorado, ex-namorado. Uepa!

E termina que você tem que ir para a produtora acabar o video que é para amanhã. EBA!

E, chegando em casa, cansada, sem sushi, come pão com salame, e percebe que o salário é bem pouco, mesmo.

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