postado por Lisa Lips

Não sei se isso também acontece com algum leitor, mas comigo acontece direto. Estava eu, agora pouco na fila para entrar no banco. Como sou tagarela, logo iniciei uma conversa com uma senhora que estava atrás de mim. Derrepente senhora começo a desabafar sobre a vida dela. Ela contou que o marido havia falecido há 1 ano. Percebi que a senhora estava emocionalmente abalada, compreensível.

O mais incrível de tudo isso é que sempre acontece. Não sei se é porque eu falo muito e gosto de falar com as pessoas, seja no mercado, nas filas, etc, mas as pessoas sempre desabafam.

Não sou perfeita e nem me sinto o máximo, mas eu sinto que posso fazer algo. Talvez esse pensamento ilumidado, sei lá, atraia. Não quero resolver o problema das pessoas e nem posso, mas sinto que posso oferecer um ombro amigo.

A senhora desabafou e senti que foi bom para ela. Foi bom para mim também, pois gosto de poder ajudar de alguma forma.

Depois de 25 anos, perder o marido assim derrepente, um homem de 44 anos, 2 filhos, não é nada fácil. Um companheiro. Ter que retomar a vida sendo pai e mãe ao mesmo tempo, a mulher se abala emocionalmente e portanto, precisa mesmo desabafar. Fico imaginando as mulheres que criam seus filhos sozinhas, que barra. Fica faltando aquela figura masculina ao lado, a figura da força, do alicerce, pois é a sensação que se tem de um pai de família. Claro que há homens que fazem o papel de pai e mãe e portanto, a barra não deve ser diferente.

Essas histórias que ouço nas filas e no mercado, são tão incríveis. Gosto tanto de ouvir o que as pessoas tem a dizer, pois elas são exemplos de força, de vida e até de fracassos. É tão bom saber que existem seres humanos por ai, que não são só números, mas indivíduos. E passam por problemas bem semelhantes aos nossos, seja pobre ou seja rico. A experiência de vida de cada um, nos dá uma noção tão grande do todo. É como abrir um livro e ler aquelas palavras que alguém escreveu. São os pensamentos dele, a forma dele pensar, suas opiniões e sensações, mesmo que sejam ficção.

Falar é muito bom. Não precisamos concordar, apenas ouvir. Podemos e devemos contestar.

Resolvi escrever essa experiência, pois essas situações que vivo, são importantes para mim. Elas me acrescentam e formam minhas sensações sobre o mundo. E eu filosofo.

Por fim, o Melhor Amiga continua oferecendo um ombro amigo, seja aqui no meio virtual ou no mundo real. =0)

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