postado por Lina Love

Vamos lá: quando estou sozinha, quero namorado, quando tenho namorado, quero ficar sozinha.

Simples, né?

Bom, estava eu a conversar com um amigo outro dia quando chegamos à conclusão de que o relacionamento é quase uma religião à qual você se apega. Você tem fé o tempo todo, você faz os rituais, você cede, você agradece, você recebe em troca e você aquieta seu coração (algumas vezes), e outras vezes você questiona tudo e pára prá pensar no que está fazendo. Pensa se está certo, se está errado, leva em consideração a moral e os bons costumes, e quando não leva, pára e pensa se tá indo tudo bem, além disso, amor cura. Quando você está doente, o amor faz você se sentir melhor. Ou então ele faz você sair correndo atrás de cura, o que te leva à cura do mesmo jeito.

Tá. E os ateus? Como eu? O que a gente faz?

As conversas que tenho com esse amigo raramente chegam a alguma conclusão. E por isso a gente é amigo a tanto tempo e por isso, sempre temos assunto. Porque eles voltam e de novo não chegamos a nenhuma conclusão.

Com o tempo eu evolui muito nessa história de relacionar. Mas a minha evolução foi para o lado da ‘aceitação’. Eu aceito viver na dubiedade (existe isso?) da vida. Eu aceito que tem dia que eu quero tudo e no dia seguinte não quero mais nada. Eu aceito que eu quero ser música, artista plástica e escritora e que não vai dar tempo de ser tudo isso trabalhando 14 horas por dia.

Eu aceito que caio na rotina com o homem que eu amo e que por isso às vezes penso em abandoná-lo. Eu aceito que no dia seguinte a isso, eu olho prá ele e para as coisas que construímos com um carinho tamanho que nada nesse mundo me faria largá-lo.

Eu aceito, mas isso não me ajuda, em nada. Isso me faz ser a angústia em pessoa, muito prazer.

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5 Deixaram Recado. Deixe o seu também

  1. Nossa e eu achando que era a única a pensar assim…
    Tem dias em que eu quase morro de culpa porque ainda me imagino solteira. E eu não sou infeliz com meu marido, pelo contrário, somos muito unidos, confiamos um no outro, nos damos super bem e tudo mais… só que as vezes eu tenho uma vontade gigante de ficar sózinha, ter minha vidinha de volta, ir viajar sózinha, fazer os meus planos, sem ele e nem ninguem, eu tenho saudade do que eu era antes dele chegar, sabe? De ter o meu tempo… Mas não tenho coragem de abrir mão desse relacionamente, porque ao mesmo tempo que sinto todas essas vontades, também amo ele.
    Ai to confusa… heheheh
    Espero que um dia a gente se resolva né, sem se magoar e sem magoar ninguem!
    Bjs

    ana, nem pensa em culpa, isso tira da gente alguns dias, meses, quiçá anos de vida… a vida é tão curtinha, que se a gente se culpar, perde tempo demais.
    eu já desisti de ‘resolver’, por que isso implicaria em assumir que tenho um problemasso!… rs…
    já vale seguir a vida, entendendo que nada disso é anormal, e, como vc disse, não magoar as pessoas que a gente gosta tanto né.
    beijooooo
    lina love

    Comentário por Ana |

  2. Prazer, Angústia. Meu nome dos últimos tempos é Tédio. Complicado, viu? Complicadíssimo…

    tédio? puxa, o prazer é todo meu, quer dizer, dos outros, né não?

    Comentário por aninha |

  3. Comparação muito boa dessa de religião e relacionamento, agora fiquei confusa também, mas acho que dá pra conciliar um namoro com liberdade pra cada um fazer as coisas que gostam sem se sentir presa e tal, pq o que deixa o namoro um tédio é tudo o que se faz é junto, tudo mesmo! até ir no banheiro! hehehe..e vc esquece da sua vida social, dos amigos, de se cuidar, das mil coisas que tinha pra fazer quando solteira.. o que não pode é se acomodar e viver na preguiça, deixar pra mudar as coisas amanhã.. tem que fazer hoje! mas é fácil falar né? hehe foda é fazer depois de muitos anos de namoro..

    Bjo

    Pois é Marcela, a coisa toda fica muito complicada quando a gente vive no dia a dia né? Importante é parar prá pensar e escrever e ler coisas assim prá gente ficar com isso fresco na cabeça e não esquecer.
    Valeu!
    Bjs
    Lina Love

    Comentário por Marcela Bragaia |

  4. Ótima comparação sobre religião e relacionamento, e é aquela coisa acabou a fé, vamo embora procurar em outra coisa qualquer que seja, de preferência uma esbórnia bem vivida com direito a ressaca! É bom ser angústia e tbm ser paz, um misto de doses a qual vivemos.

    gostei do blog, parei por acaso e curti!
    beijos

    Tatiana, que máximo, concordo 199% com a esbórnia! No meu caso, a angústia me faz andar todos os dias prá frente.

    Volte mais vezes, tá??
    Beijos
    Lina Love

    Comentário por Tatiana |

  5. Poxa, só eu de homem por aqui? rs

    Então cara, o “problema” é que ficar sozinho é um tédio, e ficar acompanhado é outro, por dois motivos:

    Na primeira situação, você tem a liberdade de fazer o que quiser, na hora que quiser, como achar melhor e ficar com quem bem entender.
    Afinal de contas, está sozinho(a), não deve satisfações a ninguém, e só você mesmo julga seus próprios atos.
    Mas ter liberdade não é tudo.
    Atenção também é importante: você precisa de alguem para pensar quando não está pensando em nada, precisa de alguem para te acolher naquele momento exato em que nem você sabe o motivo, mas sabe que aquela companhia é importante…

    Nós crescemos nos acostumando com a idéia de alguem cuidando da gente e mesmo da gente cuidando de alguem (casos de irmãos mais velhos, por exemplo), e quando crescemos, meio que precisamos destas situações que estão enraizadas nas nossas vidas.
    Isso torna a liberdade de ser sozinho - ou estar sozinho - um fardo em certos aspectos, pois o sexo, o carinho e mesmo a simples companhia não é um estado apenas físico. É intimidade, é ser, estar.
    Por isso, quando se está sozinho, se quer companhia.

    Na segunda situação (voltando às situações, lembra? rs), você está se relacionando com alguém, e a base do relacionamento é que os dois cedam atém que se encontre o equilibrio do casal.
    Este processo te faz abrir mão de uma ou outra coisa, e te faz aceitar mais algumas, em troca do mesmo processo com seu parceiro (eu acredito que sem este processo nenhuma relação prospera).
    Isso é bom, gera a tal intimidade, e em contra-partida, a tal da rotina, aquela que te faz lembrar das pequenas coisas de que teve de abrir mão… que te faz sentir saudades “daqueles tempos”, em que era livre, e podia tudo, de pensar apenas em nada quando voce está pensando em nada…

    E assim cria-se o ciclo… êita bixo complicado o ser humano…

    Abraço!

    ANDRÉ? faz o favor de acrescentar alguma coisa e não embaralhar mais a cabeça?… rs…
    pois é… tá vendo? não se chega a conclusão nenhuma, e o assunto dura muito tempo, principalmente se regado a vinho, ou seja, vamos que vamo.

    bjsssss

    Comentário por André Lembo |

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