Este texto é mais uma ótima colaboração da nossa grande amiga Dedé.
SOBRE MENINOS E LOBOS
Meu filho ainda não completou 3 anos. Entrou na escola em fevereiro e confesso que isto, vira-e-mexe, me tira o sono.
Tudo bem que eu sou quase compulsiva quando o assunto é estudar. Venho da periferia e fui um dos três únicos alunos da turma que chegou à faculdade. Se não fosse minha quase compulsão pelos livros, poderia ter seguido o destino da maioria dos meus amigos e amigas: gravidez indesejada, casamentos desastrosos, drogas, morte nos rachas…
Posso dizer que a escola me salvou e a faculdade me fez quem eu sou. Aliás, por falar em mim, sou de uma época em que ralar para entrar na faculdade pública era um orgulho e não babaquice ou perda de tempo. E acho que dinheiro pode até comprar a entrada na faculdade, mas não compra o que deveria sair dela.
Enfim… Com estas coisas na cabeça, encontrei para meu pequeno uma escola que pareceu ótima. E aÃ, na semana passada, um amigo que é pai de dois garotos - entre 8 e 12 anos - que estudam em um dos melhores colégios de São Paulo, apareceu com um problema requentado: bulling! Sim, porque isto sempre existiu nos bancos das escolas. A novidade é como isto é feito atualmente.
(Nota da Nick Nicks para quem não sabe: “Bulling” são atos de violência fÃsica ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados com o objetivo de intimidar ou ridicularizar uma pessoa. É um tipo de abuso moral mesmo. Em inglês o termo “Bully” significa “valentão”. Lembra dos filmes americanos? Daqueles caras babacas no vestiário masculino ridicularizando os mais fracos? Aquilo é um tipo de “bulling”.)
Hoje o bulling é tecnológico e acontece com invasão aos perfis virtuais. E não me espanta a habilidade para invadir um perfil, porque a galerinha nasce plugada e aos 12 já sabe fazer um monte de coisas na internet - boas e ruins. O que me espanta realmente é o linguajar das crianças para desvirtuar o perfil dos outros.
Eu não sou puritana, muito pelo contrário. Mas me aterroriza o fato destas crianças (ou pré-adolescentes, que seja) estarem falando tão aberta e despudoradamente as frases que nós só escutávamos em filme pornô. E não estou me referindo apenas aos palavrões, mas à s frases sobre sexo explÃcito mesmo. Se fosse na TV aberta, a transcrição do que estava no perfil do menino teria 30 segundos de piiiiiiiiiiiiii…
A questão é: como que estes anjinhos, que até pouco tempo estavam assistindo ao Rá-tim-bum, foram iniciados neste mundo da putaria? (ai, desculpem minha gente, nem eu me aguentei).
Que armadilhas estamos esquecendo abertas, para que de repente a gente se espante com o comportamento dos nossos filhos? Que portas estamos esquecendo de fechar, permitindo que a vida sexual dos pequenos seja desvirtuada tão cedo?
Não venham falar que isso é normal, que está tudo bem, que é assim mesmo, porque não é!! E também não venham dizer que eu que estou “por fora”. Porque se ficar “por dentro” for contribuir para esta sexualização atravessada, deturpada, antecipada e equivocada dos pequenos, eu prefiro mesmo continuar onde estou.






















Programas de TV da globo com suposto “humor” tipo o Toma lá da cá cheio de pornografia indireta ou nem tão indireta. Caceta & Planeta tosco e sem graça com a mesma linha entre outros de outras emissoras também.
- Ah, será que essa carne atolada de hormônios não ajudam nessa velocidade sexual?
o/
Comment por Róger |
A verdade é que o problema é a Educação.
São os pais. Se pai não educa, não tem como a escola educar.
Por que na escola aprendemos a avançar o que aprendemos em casa, e se for ruim, piora.
Bjs
A escola, quando é MUITO boa, ajuda em alguma coisa. Mas não substitui a conversa franca, os valores transferidos pela famÃlia e, principalmente, a atenção - coisa que os pais não dão mais hoje em dia, porque não têm tempo.
Beijos
Nick Nicks
Comment por Betty Lee |
Muito bem escrito seu texto, é realmente vergonhoso perceber como crianças aprendem tão cedo a falar palavrões “impronunciáveis”, a ridicularizar os colegas e a ter atitudes também vergonhosas. Quanto ao bulling acho que todas as escolas devereiam ter um programa de “desestÃmulo” a isso, talvez com o auxÃlio de psicopedagogos e com o incentivo da colaboração entre colegas.’
Comment por Gi |
Oi Nick, o texto da sua amiga é muito bom, acredito que todos nós temos algumas razões pra que essa situação tenha chegado aonde chegou. A educação dos pais eu acho que faz parte sim, mas também acredito na personalidade e caráter de cada pessoa, se essa combinação der certo,provavelmente vai conseguir sair fortalecido dessas armadilhas da vida. O problema da educação familiar hoje e que cada vez menos existe “famÃlia” na história, as meninas tem filhos cada vez mais cedo e sem preparo nenhum. A questão da pornografia explicita, obviamente piorou com o avanço da tecnologia, não precisa ser nenhum gênio da informática é só usar o google e palavras chaves pra ver o que quer e o que não quer. A sexo sempre foi explorado como atrativo, porem não no horário “nobre” na TV como hoje, nossa…da pra ficar discutindo dias né..bj
Comment por Sidão |
Ainda nem tenho filhos, e nem devo ter nos próximos anos, mas essa história de internet realmente me preocupa. Imagino se não há um modo de desencorajar (não proibir, veja bem) o uso de orkut e redes sociais entre as crianças… acho que seria a melhor solução.
Comment por Fabio Ciccone |
A educação tem que vir de casa, do berço! A escola, mesmo que seja MUITO boa, não tem a menor obrigação de educar.
A obrigação da escola é cumprir o currÃculo escolar, pra que essas criança, depois de se tornarem adolescentes, entrem numa faculdade e desenvolvam suas habilidades profissionais. E mesmo com isso a escola não está tão preocupada, querem só cumprir seu papel e o resto é problema do resto.
Sempre pensei assim e o curso que estou fazendo (Letras) só reforçou meu pensamento.
Volto a dizer, se não vier de dentro de casa, não há escola que mude qualquer comportamento.
Comment por Ana Carolina |
Tem razão. Depois que assisti ao filme “Christiane F. — 13 anos, drogada e prostituÃda” (tÃtulo sugestivo, não?) eu fiquei traumatizado. Não sei se quero ter filhos um dia.
Comment por Eduardo Marques |
Só mais uma coisa, o certo é “bullying”. Pode apagar este comentário.
Comment por Eduardo Marques |
Infelizemente, pagamos por deixar nossos filhos soltos com internet “total”…
Pensamos que eles estão bens apenar por estarem em casa e não pensamos no que eles estão acessando em casa.
Fiquem com Deus, meninas.
Um abraço.
Comment por Daniel Savio |
só pra complementar o que já foi dito, com relação a internet, o problema é grave, a baixaria tá institucionalizada. Essa semana estava lendo uma reportagem no uol, sobre a Claudia Leite e o filho no hospital, e desci um pouco a página pra ler os comentarios. Qual não foi minha surpresa, quando encontrei no uol-noticias um comentário de baixissimo nivel, falando sobre sexo explicito. Com certeza foi eliminado depois pelo moderador, mas se eu fosse uma criança, com acesso apenas a sites de noticias, eu já teria lido…….
[]´s
Comment por Dede (Nicks) |
Na minha opinião a questão é a educação dos pais. A educação vem de berço, eu sou uma adolescente com menos de 18 anos e nem por isso eu saio por ai praticando atos violentos ou com palavras sujas na boca. Não gosto de gÃrias, é um crime à lÃngua.
O que estava dizendo era sobre educação de casa. Eu sou criada só pela minha mãe, meu pai não contribuiu em nada para minha formação e nem por isso sou igual aos outros adolescentes.
Comment por Dayane |
dayane adoreii Poxa Queroo imagresser too Prescisandoode ajuuda
Comment por nayara |
Bom, tenho 17 anos e agradeço a Deus por ele ter me dado a famÃlia que tenho.
Se fossemos abordar todos os ‘tópicos’ desse tema iriamos discutir dias né? mas claro que é ótimo encontrarmos essas opiniões aqui pela net pois assim ajuda mais a conscientização das pessoas.
Na minha opinião a base de tudo é uma infância bem formada, e para isso é preciso ter uma familia que de atenção carinho e que imponha limites, as vezes ocorre problemas no casamento ou no relacionamento do pai e da mãe, são coisas da vida e o filho por mais que more com o pai ou com a mãe ou se for órfão morar com tio, tia, vó, independente de quem seja é possÃvel ter uma boa formação sim, porem quem não tem uma familia com pai e mãe juntos deve de se trabalhar um pouco mais talvez, mas nada que seja fora do normal, pois acredito que a criança se criando sem o pai ou sem a mãe inconscientemente ela tem uma tendência a ligar sua formação familiar como uma ‘familia normal’ e de repente pode virar um adulto que ache que tudo é brincadeira não se importando em dar a seu(s) futuro(s) filho(s) uma familia tradicional com seus valores de pai e mãe, digo isso não no sentido maldoso pois tem mae e pai que dão conta de uma ótima educação a seus filhos sozinhos e eu acho que eles são muito mais guerreiros por isso, mas é uma pena que nem todos sabem educar seus filhos mostrando o valor de uma familia, mostrando o valor de uma confiança entre PAIS E FILHOS, tem pais que não dão chance de existir confiança no relacionamento de seus filhos, desde criança deve-se ensinar a VERDADE para que a criança se torne alguém honesto, vou dar um exemplo:
*em uma tarde a criança brincava com seu primo no quarto, jogava seus brinquedos por todo canto, sem a criança perceber o seu primo pega um dos brinquedos e o guarda em sua mochila, mais tarde o primo vai embora, sua mãe vê o quarto bagunçado e junto ao filho vai guardar e da a falta do tal brinquedo, pergunta ao filho e o filho diz que não o pegou, a mãe começa a brigar com o filho pensando que é mentira.*
A criança se sente só sem um apoio, sem voto de confiança, existem pais que confiam demais também, mas desde pequenos temos que aprender a falar a verdade e nossos pais devem de acreditar.
até agora venho dando esses pequenos exemplos que parecem que não tem muito a ver com a gravidez precoce, mas pensem, qual é a garota que tem um dialogo ‘aberto’ (claro não explicito e nem vulgar mas um dialogo sadio) com sua mãe sobre sexo? muitas garotas tem medo de falar sobre isso pois a PRÓPRIA mãe não sabe ouvir e nem dar conselhos, e assim acontece com palavroes também, os pais não explicam a seus filhos a perceber a diferença de pessoas educadas de nivel com pessoas ‘povão’ como dizem, os pais não explicam o que o filho vai encontrar pela escola, os pais não são AMIGOS DE SEUS FILHOS, tem pais que acham bonitinho pegar o seu filho e juntar com a filha de seu amigo, mandar pegar na mãozinha e dizer que são NAMORADOS, tem pais que não explicam que vai chegar um dia em que seus filhos vão se APAIXONAR por alguém e não explicam que não é na primeira paixão que devemos ficar cegos, sofrer de mais, POIS O TEMPO PASSA E ENCONTRAMOS MUITAS PESSOAS PELO CAMINHO, tem filhos que se MATAM por um ‘amor’ mal resolvido.
tem pessoas que não tem amor próprio.
Valores são dados em casa, não importa por quem, se é pai, mae, tio, vó…
mas são dados desde zero ano de idade.
É isso… poderia ficar escrevendo dias aqui…
EU TENHO NOJO DESSE MUNDO =/
ainda bem que existe algumas pessoas que
tem consciência disso.
Oi, Cah!
Tudo bem?
Aqui é a Nick Nicks, mas quem escreveu este post foi uma amiga nossa chamada Dedé. Como a Dedé (autora do post) não pode rsponder por aqui, eu vou responder, tá?
No texto, a Dedé se pergunta “Que armadilhas deixamos abertas para que estas coisas aconteçam”. E eu acho, Cah, que você - na sua posição de FILHA - está mostrando para a Dedé onde estão algumas armadilhas.
Falta de conversa, falta de paciência, falta de carinho. Estas são as mais tradicionais. Mas também existe a falta de “Noção de Realidade”, que você colocou na sua mensagem. Porque as mães e os pais não nos preparam para a realidade desde cedo?
Bom, não sei, Cah. Mas eu acho que, mesmo se nossos pais explicassem a “teoria” das paixões, mesmo assim nós sofrerÃamos com elas. Porque sentimentos não se explicam. Eles precisam ser vividos e sentidos. É este o sentido da tão usada palavra “experiência”. Você só entende perfeitamente alguma coisa, depois que já sentiu. Neste caso, Cah, eu acho que os pais não podem fazer milagre.
Quanto aos pais que não são amigos, aà também existe um ponto interessante. Porque os pais vão ser amigos dos filhos, exatamente da forma que são amigos dos SEUS amigos pessoais. Ou seja: se uma mãe acha que uma garota só pode sair com 15 anos, é isto que ela vai falar pra todo mundo. Esta amizade pode ser ótima entre as mães amigas, mas pode não ser tão legal assim na relação mãe/filha. Porque, obviamente, a filha não vai concordar com isto… principalmente se ela quiser sair.
Acho que o papo é muito importante sim, Cah. Mas acho importante também entender que pais e mães são seres-humanos que erram também - exatamente igual a nós. As vezes, existe uma distância gigantesca entre as gerações, e isto dificulta um pouco a relação de amizade sincera e aberta. Não é por mal, mas é porque o mundo muda muito e as vezes é complicado acompanhar.
Beijo grande
Nick Nicks
Comment por Cah |
oi estou muito precupada com a educacao do meu filho, estou criado ele sem o pai estou passado por muitas dificuldades principalmente na escola ele esta com muitas dificuldades de aprender a ler não sei o que faze mas, o pai ñ me ajudar em nada.
Oi, Dani
Tudo bem?
Olha, você passa por uma situação parecida com a da minha irmã. Ela também mora sozinha com 2 filhos e o pai não tem tanto tempo para ajudar. No caso, minha irmã procura orientação de psicólogos. Na escola do seu filho tem psicólogos?
Se não tiver, procure um hospital-escola perto da sua casa. Toda faculdade de medicina tem obrigação (por Lei) de fornecer serviços ao público. Serviços de psiquiatria, por exemplo. As faculdades de psicologia também oferecem serviços gratuitos ao público. E as vezes, existem até mesmo os prixólogos dentro do hospital, que estão ali para servir a população.
Eu acho que um profissional pode ajudar você, Dani.
Beijo
Nick Nicks
Comment por dani |