postado por Nick Nicks

Em algum momento da história a humanidade inventou a perfeição. Dizem que Deus criou o homem conforme sua imagem e semelhança. Eu já digo: - O homem criou a perfeição sob a imagem e semelhança de Deus. Mas quem consegue ser Deus? Se bobear, nem Ele aguentou o tranco.

Em algum momento os seres-humanos olharam para cima e disseram: ” - Que se faça a Família Divina”. E assim apareceu o primeiro comercial de margarina. Depois disseram: “- Que se faça o amor perfeito” - E veio a Meg Ryan. E a partir daí, a felicidade tornou-se inalcansável, porque nossos parâmetros ficam próximos do infinito - um lugar longe demais para chegar.

Sinto saudades da Grécia. Dos Deuses egoístas, traiçoeiros, vingativos, ciumentos e vaidosos. Estes sim foram criados sob a imagem e semelhança da humanidade. Histórias de traição, corações partidos, medos homéricos, monstros, desgraças familiares. Estes sim seriam parâmetros justos para a satisfação pessoal na Terra. Se tivessem persistido, talvez não estivéssemos sempre esperando pelos nossos espíritos nos Campos dos Sonhos.

Nada contra sonhos, muito pelo contrário. O problema está na palavra Expectativa. É aí que moram as nossas maiores angústias e amarguras. Não esperar por nada? Aceitar o ruim? Não. Mas uma boa dose de realidade nos faria mais felizes. Entender que pais, mães, parentes e amigos são, antes de qualquer definição social, humanos. Entender que qualquer amor é, antes de qualquer romance, imperfeito.

Conscientemente, todo mundo sabe disso. Mas lá no fundo, onde moram a Meg Ryan e o Kevim Costner , ainda esperamos pelo Perfeito e ficamos extremamente frustrados quando não alcançamos o infinito.

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  1. E também entender que antes de tudo somos iguais…mesmo que digamos que nunca vamos fazer algo…sempre fazemos…não adianta …seres humanos complicados e imperfeitos…afinal quem decidiu o que é e o que não é perfeito?! Quem constrói e também destrói para satisfazer a própria vontade?!…temos o livre arbitrio e as vezes não sabemos como usá-lo…então reclamamos apenas do que enxergamos nos outros…mas e o que você faz e que as outras pessoas também acham/julgam ser um absurdo?! Seria o mesmo ou seria apenas conflitos interiores…?!Sinceramente eu tenho medo dos outros…porque eu sei o que penso sobre eles…então logo se pensam o mesmo a respeito de mim…vai saber…rsrsrsrs
    Definindo relacionamento seja qual for…para mim…Ninguém nunca está satisfeito com nada e sempre faz o que acha ser certo …e no final sempre acaba fazendo tudo errado…seria puro egocentrismo, falta de paciência ou mera e simples confusão interior…eu nunca vou entender o que realmente buscamos…afinal as pessoas nunca estão totalmente satisfeitas…

    Pois é, Roberta.

    Esse papo de “eu nunca faria um negócio destes” não cola pra mim também. Nem é por achar que as pessoas mentem para MIM. O problema é que elas mentem para elas mesmas… E nem se dão conta disso. Não espero nem nunca esperei um Conto de Fadas amoroso na minha vida, nem amigos que estejam sempre prontos para me ajudar. Cada um dá o que pode e o que tem para dar. Acho até injusto exigir mais do que isto.

    Outra coisa que você citou e para mim é um ótimo exemplo foi a idéia da criação. Nós temos a mania de criar imagens de perfeição e depois destruir. Colocamos os relacionamentos e as pessoas lá no alto e depois, quando as coisas não correspondem aos nossos ideais, vamos lá e PUFF chutamos o castelinho. Nós somos os Deuses. Deuses malvados. Porque do mesmo jeito que criamos, destruímos. Sem entender que perfeição é responsabilidade demais para qualquer pessoa e qualquer situação.

    Beijo
    Nick Nicks

    Comentário por Robeta |

  2. Buscamos sempre a perfeição mais não alcançamos… estou prescisando de ajuda, meu psicológico está muito confuso amo desesperadamente, parece uma doença sem cura é como se tivéssem arrancando um pedaço de mim, mais eu não posso continuar, eu não posso continuar amando essa pessoa me sinto um nada. Por que? ajudemmmmm por favor

    Oi, leitor.
    Tudo bem?
    Olha, escondi seu nome para preservar a sua privacidade, tá?

    Bom, vamos lá. Pelo que eu entendi, você está indo ao psicólogo. É isso? Mas você diz que seu psicólogo anda meio confuso. Não entendi muito bem esta parte. Isto quer dizer que você acha que as sessões não estão adiantando?

    Quanto a não esquecer, vou contar uma história para você. Eu namorei 8 anos com um cara e ele terminou assim meio de repente. Independentemente do motivo, foi um “fim” que eu precisei encarar. E, olha, a última coisa que eu queria no mundo naquela época era este fim.

    Sabe quanto tempo eu levei para esquecer a história? Dois anos. Não pedi ajuda a psicólogos porque não tinha condições de pagar na época e, portanto, tive que enfrentar sozinha mesmo.

    O que eu fiz? Tudo o que você pode imaginar.
    Comecei tentando conhecer gente nova pela internet. E conheci. Um monte de gente bacana, com quem eu conversava e também conheci muita gente que estava passando pela mesma dor que eu.

    Parei de ouvir todas as músicas que eu gostava e ouvia nos últimos 8 anos. TODAS. Eu fui bem radical neste ponto, principalmente porque eu costumo associar as músicas que eu gosto com situações da vida. Comecei a pesquisar novas bandas e até novos tipos de música que eu não estava acostumada a ouvir.

    Cheguei ao cúmulo de mudar de emprego. Isto mesmo. Procurei outro lugar, comecei do zero e acabei conhecendo mais um monte de pessoas bacanas que, inclusive, hoje ainda são grandes amigos (uma delas é a Biss Lee, que também escreve neste blog).

    Comecei a me forçar a sair. Me forçar mesmo. Porque eu não tinha vontade de fazer nada. Mas no começo eu forçava e, de repente, percebi que estava gostando de sair novamente.

    Pra você ter uma idéia de como eu fiquei, leitor, eu emagreci 17 quilos naquela época. Eu também não tinha vontade de comer, sabe? Comia por obrigação mesmo, só para não passar mal.

    Enfim, leitor, passei por mal pedaços, mas hoje estou ótima de novo. Como eu cheguei ao ponto de ficar ótima de novo? Bom, aí a pergunta é difícil, inclusive porque eu não sou psicóloga. Mas acredito que tenha sido a soma de duas coisas: tempo e força de vontade.

    O tempo, leitor, cura tudo. Pelo menos eu acredito nisto. Veja as pessoas que perdem parentes queridos, por exemplo. Existe o sofrimento, mas um dia este sofrimento vira uma boa lembrança. E assim eu acredito que o tempo também trabalha para os amores não-correspondidos.

    Se hoje dói muito, amanhã não vai mais doer. E o que você pode fazer para ajudar o tempo é fugir das lembranças.

    Não estou falando para você mudar de emprego como eu fiz, mas você pode fazer um exercício diário de controlar os seus pensamentos. Como é isto? Bom, eu fazia assim: toda vez que o ex aparecia na minha cabeça, eu me forçava a pensar em outra coisa. E o termo é FORÇAR mesmo. É quase uma “academia mental”. Um esforço que a princípio parece inútil, mas com o tempo começa a dar resultados. E de repente, sem perceber, você começa a fazer isto automaticamente.

    Outra coisa que eu fiz na época, leitor, foi procurar um hobbie. Comecei a investir em coisas que eu gostava, mas não fazia, e coloquei parte dos meus pensamentos ali. Por exemplo: comecei a tirar fotos e montar um álbum na internet. Comecei a estudar coisas pela internet também e, inclusive, por conta disto hoje eu trabalho na área.

    Enfim, leitor. É basicamente isto que eu posso te dizert. Que o tempo cura tudo e que, com a sua ajuda, ele cura ainda mais rápido. No entanto, é preciso ter um pouco de paciência com estas épocas ruins na vida, sabe? É importante entender que você pode aprender muito, muito mesmo com esta situação, se você dirigir as suas energias para o aprendizado.

    A cabeça da gente é como um “rádio”, leitor. Praticando todos os dias, persistindo, você consegue viver sintonizado nas melhores estações.

    Não sei se ajudei, mas desejo felicidade e paz de espírito para você.
    Se quiser conversar mais, para desabafar e coisa e tal, mande outra mensagem.
    Vou continuar mantendo seu nome em sigilo, tá?

    Beijo
    Nick Nicks

    Comentário por [leitor] |

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