Rotina X Monotonia

25.fev
2009
postado por Kitty Messy

Tem um monte de casal por aí que diz que terminou por causa da rotina. Mas peralá!

Rotina não é ruim. Muito pelo contrário, é super saudável. Por exemplo, toda manhã, assim que acordo, eu brinco com meus gatos, limpo sua caixinha de areia, dou água e comida. Isso também afeta a rotina deles, que estranham caso eu saia do quarto e não coce suas barriguinhas. E isso é muito bom! É como uma fonte que a gente sabe que não vai secar. É confortável, traz tranqüilidade, parece que as coisas estão no lugar que deveriam estar.

Agora, se você se sente amarrado a isso, como se a situação fosse sufocante, aí é porque, normalmente, virou monotonia. Isso sim, incomoda, e pra caramba. Ter que fazer tudo sempre igual e de maneira chata.

Antes de sair culpando a si mesma e qualquer pessoa, que tal analisar bem a sua relação com a família, os amigos, o companheiro, com o universo, para ver se realmente as coisas tornaram-se “chatas” por causa do passar do tempo ou se simplesmente sua opinião mudou? Se sua opinião mudou, por que isso aconteceu? E se aconteceu de fato, o que deve fazer para melhorar isso?

Certo?

postado por Kitty Messy

Antigamente fazer o “teste” antes de assinar os papéis era inconcebível. Mulher tinha que casar virgem e assinadinho lá. Claro que, muitas vezes, o pai da moça nem sabia onde a filha costumava passar as noites de sábado – dentro do Opalão do noivo, desfrutando loucamente do lanchinho antes do recreio chegar.

Hoje, apesar do mundo se intitular “moderno”, ainda há pais – e filhos – que fazem questão de ter tudo bonitinho. Alguns não ligam para festa, essas coisas, mas querem sim oficializar a união.

Acho as duas coisas muito importantes. Pelo menos para mim é.

Por que acho importante morar junto antes de casar? Para testar na prática se há compatibilidade de gênios ou não. Para ver se a pessoa amada é realmente tudo aquilo que aparenta ou diz ser. Sim, porque simplesmente ficar algumas horas por semana perto do querido não mostra a verdadeira essência do cara. E como mentira tem perna curta e não dura para sempre… A máscara cai, às vezes antes mesmo do primeiro mês acordando juntos.

É, a realidade é dura. Precisa amar muito para aturar os defeitos do outro todos os dias. E não ter para onde correr quando briga. Vai ter que resolver, senão fica insustentável. Nada de correr para a casa da mamãe quando o bicho pega. E uma série de outras coisas, como por exemplo, dividir tarefas. A casa é dos dois, não? Então porque só uma pessoa limpa? Só uma cozinha? Nada disso. Agora tudo é pela metade. Até a cama.

Você acorda antes do moço para trabalhar? Se vira com uma lanterna para achar aquela peça no meio de um mundo de roupas. Tudo para não acordá-lo antes da hora (Vivo isso todos os dias).

Já pensou se você casa com um tipo que dizia que tudo seria lindo e maravilhoso e na hora da verdade, a máscara cai? Seis meses de casamento e divórcio. Melhor ver bem se o cara foi feito para você.

Agora, uma parte muito importante: Respeito. Não é porque agora vocês moram juntos que pode relaxar e só aproveitar. Respeitar o espaço do outro é importantíssimo. E pedir desculpas quando errar em algo – aliás, em qualquer situação da vida – se torna fundamental para a casa não ir abaixo. Desde o “morar junto” até o “até que a morte os separe”.

E por que acho que casar é importante? Porque marca uma etapa importantíssima da vida. Você assume que ama a pessoa e saberá conviver com ela, todos os dias. Prova que os defeitos do outro são coisas que você pode agüentar, sem se descabelar – ou descabelar o cara.

Bom, pelo menos é o que eu acho. E agora que já passei pelo “teste”, estou certa de que o meu namorado é o cara da minha vida. Não sei viver longe nem dos seus defeitos.

Por Água Abaixo

15.jun
2008
postado por Lisa Lips

Relacionamentos sempre acabam esquentando algumas vezes. Uma vez percebi que essas brigas sempre tem algo de cobrança: Porque você não me avisou, eu faço tudo por você, eu fiz isso, você não fez aquilo e por ai vai. Essa caracerística do ser humano é meio que engraçada e eu fico imaginando os porquês.

Ciúmes também parece mais uma cobrança também, tipo você é meu e ponto, então o tempo todo não podemos nem sequer olhar para o lado, que já estamos sendo cobrados pelo fato de termos os olhos somente para o cobrador.

O Ex dela era assim. Um dia chegou em casa e reclamou que ela não havia trocado o papel toalha do suporte, saca aqueles suportes dependurados na parede? Ele esbravejou, dizendo que sempre “ele” tinha que trocar aquilo. Ela respondeu: Olha, eu limpo o chão que você pisa,limpo a privada e passo suas camisas engomadinhas. Nesse meio tempo eu posso ter esquecido de trocar o papel toalha do suporte, não? Ele calou-se, foi lá e trocou o papel toalha.

Depois desse acontecido ela pensou: Fico em casa o dia todo. Ele sai para trabalhar. Será que ele pensa que fico em casa sem fazer absolutamente nada? Ai ela pensou: Não tenho nem o direito de cobrar o que ele pensa. Mas ele me cobrou uma atitude tão insignificante devia ter me calado, ido lá e trocado o papel toalha, sem sequer dar uma palavra. Mas ai ele não ia saber o motivo pelo qual eu não havia trocado. Tá tudo bem, não temos que ficar justificando as coisas, por que justificar é a resposta a uma cobrança, ou não?

O fato é que o casamento dela já estava indo por água a baixo e ele só estava esbravejando como um “sintoma” disso tudo. A partir dai ele sempre a cobrava, afinal, ele lhe dava tudo e ela tinha que deixar a casa maravilhosa para ele. Ele chegaria do trabalho todos os dias, tudo perfeito, comida gostosa na mesa.

Em 13 anos de casamento, a única coisa que realmente faltou, foi tempo pra dialogar. Na cabeça dela fervilhavam pensamentos. O que eu estou fazendo aqui?

Todo mundo achou o fim ela querer se separar, pois ele dava “tudo” a ela. Tá será que ela é a mulher perfeita, aquela com a barriga no fogão, no estilo cama, mesa e banho? Sabemos que há vários tipos
de mulheres. Existem as que gostam de cuidar da casa. Existem as que não sabem nem sequer fritar um ovo. Em qual estilo ela se encaixava? Ela demorou 13 anos para perceber.

Ela trabalhou a vida toda, desde criança, sempre gostou de fazer arte. Aos 15 anos fazia bijouterias e vendia muito bem. Ela precisava então, fazer algo da sua vida. Ela queria trabalhar. Mas a resposta dele sempre foi: prá que? Eu te dou tudo, você não precisa trabalhar. E ela sempre se sentindo unútil.

O casamento dela acabou, não porque mulher é complicada. Talvez ela quisesse ter uma vida também, ter suas coisas e seus amigos. Ela descobriu a si mesma e queria poder não ter que viver só para ele, mas para ela também. Não queria mais ganhar tudo de mão beijada, queria lutar, se enforçar, usar sua inteligência e conquistar o seu próprio espaço.

As mulheres são as maiores cobradoras do mundo. Parecem estar sempre carentes. Os homens parecem ser mais livres e auto-suficientes. Ela era diferente neste ponto, pois ela descobriu que queria ser livre.

Numa relação, é preciso ceder às vezes, mas não a ponto de acabar com sua própria individualidade. Ela foi feliz, mas ao mesmo tempo, foi morrendo. Ela o fez sofrer por sua confusão e inanimação. o erro dela, foi não enxergar quem ela era. Se ela soubesse antes, não teria se casado. Ela achou que seria feliz para sempre. Ela arranjou um pai. Os dois não souberam levar a relação adiante. Na verdade não há que se culpar por erros, pois erramos o tempo todo. Através dos erros é que temos oportunidade de encontrar os acertos.

Foi tudo por água abaixo. E o amor? O amor ainda não existe neste mundo. Amor que acaba, não é amor. Se houvesse amor, ele ainda falaria com ela, mas ele desapareceu, ficou com raiva dela. O altar era alto demais, quando ruiu, a queda foi feia e para isto, parece não existir perdão. O Amor perdoa. Então não era mesmo amor. Triste fim? Quem sabe?

Ela sabe que errou, sabe onde e porque. Não sente culpa como sentia no começo, afinal ela sempre foi muito mimada e geniosa. Hoje ela amadureceu, pois percebeu tudo isso. Ele lhe dava tudo e ela exigia mais. Mulheres mimadas são um perigo para os homens. São mandonas e brigam por tudo. Então ela devia cobrar muito dele. Foi o que ela percebeu no final, mas já era tarde.

Cobrar dentro de uma relação é uma merda. Só não cobramos de nós mesmos. Porque não? Cobrar para sermos mais humildes, mais fortes, para acertar mais vezes, para melhorar o nosso humor, cobrar pelo regime, pelo parar de beber ou fumar. Cobrar dos outros é mais fácil, exige menos esforço e parece nos fazer mais poderosos. Cobramos dos amigos, sempre indagando por que eles não telefonam. Cobramos do pai e da mãe, cobramos até do passado. Somos nós os fazedores da nossa própria existência.

Duas pessoas, tempo errado. Como saber quando é o tempo certo pra se estar com alguém? Acho que é qaundo as coias fluem mais devagar, quando as mentes se encaixam e quando não precisamso cobrar nada do outro. Ela fez poruqe é o jieto dele fazer e ai a gente percebe que existe uma espécie de sexto sentido, pois ele sabe das coisas, sem você precisar falar nada. Ela não cobra masi como fazia. Ainda é um tanto mimada, mas já consegue andar meio que sozinha. Ela se casou novamente com alguém parecido com ela. Está evoluindo na relação e fazendo as coisas que gosta de fazer. Um final feliz? Não existem finais e nem existe o para sempre. Contos de fada só existem nos filmes. Nada é para sempre.

postado por Lisa Lips

Estatuto da Mulher Casada - Lei nº 4.121, de 27 de Agosto de 1962

Presidente da República:

“Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º; Art. 2º; Art. 3º; Art. 4º”

Brasília, 27 de agosto de 1962; 141º da Independência e 74º da República.

João Goulart

Com a mudança no Estatuto da Mulher Casada, a esposa deixa de ser tutelada pelo marido e pode decidir obre a própria vida.

Essa lei surgiu após a Constituição Federal que assegura igualdade sem distinção de sexo mas, esta conquista foi excluída da Carta de 1937.

Parece que foi ontem, mas a verdade, que há pouco tempo, as mulheres quase não tinham direito a nada. O direto ao voto pela mulher, surgiu em 1932. Foi na década de 70 que as mulheres foram as ruas, queimar seus sutiãs (coisa que dá para entender bem, visto tanto silicone por ai - depois de abandonarem os sutiãs, caiu tudo =0p).

Essa luta das mulheres, em sair de uma vida de escravidão, teve como meta, equiparar homens e mulheres numa mesma condição e igualdade. Também temos cabeça, pernas, tronco e cérebro. Podemos fazer coisas incríveis, quem sabe diferentes, quem sabe melhor ou pior, vai de cada um. Não considero essa luta feminista, mas sim uma luta de libertação do estigma “escrava”. Isso se chama dignidade, afinal, um casal significa compartilhar. O marido como “chefe”, tendo que arcar com todas as tribulações do dia-adia, agora pode ter ajuda da mulher, que também se encarrega em aliviar as contas.
O marido agora exerce papel essencial na educação e cuidados dos filhos e até do lar e isso não é vergonhoso, mas digno e louvor. Os dois compartilham o mesmo lar e trocam tarefas.

A mulher sempre teve seu papel meio que secundário. Muitas mulheres foram essenciais na vida de seus homens, pois muitas possuíam e possuem uma inteligência incomum.

O fato é que, de pouco tempo para cá, a mulher vem evoluindo. Ainda acho que há um certo desnivelamento em relação a todas estas conquistas, pois ainda vejo filhos sozinhos em casa, por que a mulher trabalha fora. Creio que isso ainda vá mudar muito, pois os filhos merecem mais atenção, claro que não só da mãe, mas do pai também. Não digo que as mulheres devam ficar em casa, mas que dividam corretamente as tarefas, pois a principal educação dos filhos é realizada dentro de casa e se chama “educação moral”. Como uma criança pode se espelhar em pais ausentes? Elas precisam ter referências para suas atitudes e desta forma, seguir suas vidas com uma base sólida na mente.

Acho bacana ver uma mulher independente. Ela não precisa de mais nada, pois tem seu trabalho, ganha o suficiente para ter uma vida bacana. Muitas destas mulheres nem querem se casar, pois vêem suas amigas sempre reclamando de seus maridos.

Acho que o casamento deveria mudar junto com estas conquistas. Deveria ser uma relação sem fins lucrativos, mas com objetivos em comum: compartilhar, sem perder a indidualidade; sem exigências, pois cada um tem seu tempo para mudar; sem traições, se está junto é porque um gosta do outro, senão termine tudo, pois o tesão acabou há muito; conveniência? Vá a um posto de gasolina, sempre tem uma loja de conveniência por lá; liberdade, ninguém quer viver preso um ao outro, como se as alianças definissem que você não pode sair para dançar com suas amigas enquanto ele vai no boteco com os amigos; confinaça? É a base de tudo, portanto isso exige autencidade e veracidade, coisa difícil de encontrar nos dias de hoje, mas não impossível.

Mulheres, tenho um conselho para vocês: soltem a franga, com moderação. Voltem aos sutiãs, para ver se acaba essa onda e silicone. Não tenham medo de casar, pois somos cidadãs como qualquer outro. Podemos pedir divórcio e retomar nossas vidas. Não tenham medo dos homens, eles são legais. =0p

Ps.: a legislacao esta revogada, o novo codigo civil já esta em virgor desde 2003 e que rege o direito de familia, respeitadas as regras da constituicao de 88 que equiparam homens e mulheres. Palavra de um amigo.

postado por Lisa Lips

Ontem dia 10, foi celebrado o primeiro casamento gay no Brasil. Primeiro, pois os noivos assinaram um documento (contrato de parceria) oficializando a parte civil do enlace. A parte religiosa, foi orientada pelo candomblé.

Ao procurar sobre o ocorrido na internet, li muitas críticas negativas, do tipo ” se a moda pega “. Qual o problema? Se as pessoas se amam e querem viver unidas, oficializando um documento, não há nada de errado. Não creio que este fato vá machucar ninguém e nem tornar-nos todos homossesuais, transexuais ou sei lá mais ou que. Cada um é do jeito que gosta de ser e não temos que criticar. Vamos olhar para o nosso umbigo mal lavado e nos tornar pessoas melhores, para que assim, possamos “enxergar” e “compreender” o verdadeiro amor.

Tudo bem, é a minha opinião. Não sei se é a certa, mas é a que eu tenho e ofereço neste momento. Só tenho que aplaudir a coragem e a vontade de estar juntos, digam o que disserem. Temos o preconceito, vindo de sei lá onde, contra muitas coisas bem piores. Preconceitos de cor de pele por exemplo. É de tal forma monstruoso, que chegamos a nos achar os bam bam bans do mundo. Não sou melhor do que ninguém, sou necessária sim, mas isso não me dá o direito de julgar a vida dos outros.

Certas irregularidades são tão comuns hoje em dia, parecem menos importantes, mas são bem “cabeludas”. Casar por interesse, manipular e enganar, trair e outras coisinhas são bem piores.

Esse dois são pessoas como nós, querem ser felizes como nós e não temos nada que enfiar o dedo no bolo deles. Vamos lavar nosso umbigo fedido primeiro antes de fazer qualquer comentário. Eu lavei o meu e você?

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