postado por Lina Love

Como pode uma frase, uma simples perguntinha e uma simples respostinha ter tamanhos desdobramentos entre as pessoas, não é?

É uma pergunta simples. Mas vamos às possibilidades:

- O que você tem? (eu gosto de você e vi que hoje você está com uma carinha triste)
- O que você tem? (eu gosto de você e vi que hoje você chegou em casa com muita raiva de alguma coisa e foi o jeito mais tranquilo que eu descobri para te perguntar)
- O que você tem? (eu gosto de você e estou com raiva de você e não sei como começar uma conversa)
- O que você tem? (eu não gosto mais de você e não tenho mais paciência, mas insisto no relacionamento, então, a mínima cara ruim sua merece um ‘o que você tem’)
- O que você tem? (eu não gosto mais de você e percebi que você também não me quer mais, mas não sabe como me dizer isso, então eu resolvi chutar o balde e começar o fim do relacionamento)
- O que você tem? (você de fato reclamou que não está bem e eu te perguntei o que é)
- O que você tem? (eu te perguntei algo, você me respondeu de maneira atravessada e eu quero saber o que eu te fiz, mas como com essa pergunta você me mataria, então eu corro para a opção ‘o que você tem’)

e as respostas:
- Nada. (sim, estou triste mas morta de preguiça de te explicar o que é porque tem coisas que eu odeio conversar com você, mas eu sabia que seria assim, então não vou dar pano para a manga)
- Nada. (estou morrendo de raiva do dia que eu tive no trabalho, mataria qualquer pessoa que me perguntasse isso, você me conhece e sabe disso, mas insiste em perguntar o que é, por isso, eu digo ‘nada’ e saio andando - não insista)
- Nada. (eu de fato não tenho nada, se você me perguntou é porque você quer falar alguma coisa e não sabe como começar. não faça isso, NUNCA, fale logo do que se trata, isso só desgasta o relacionamento entre duas pessoas)
- Nada. (só estou com vontade de ir ao banheiro logo, pelo visto aconteceu alguma coisa com você e está sem paciência, acertei?)
- Nada. (estou de saco cheio da sua cara e você da minha, é a hora de começar uma discussão?)
- Nada. (reclamei mais uma vez que a empregada não lavou direito o banheiro e é só isso, de verdade)
- Nada. (odeio quando você me pergunta isso quando na verdade queria perguntar ‘o que foi que eu te fiz’; o egocentrismo me deixa extretamente irritada)

É, comunicação é um problema sério, seríssimo. Juro que eu tento amenizar, mas nem sempre (na maioria nas vezes) eu consigo.

postado por Lisa Lips

Existem muitas pessoas que tem um jeito de ser mais calado ou sossegado. Não são de falar muito ou são tímidas. Parece algo não normal, visto que a palavra é o melhor meio de comunicação entre seres humanos. Muitas vezes é um problema sério e exige até tratamento psicológico, pois a expressão através da palavra é essencial nos relacionamento sociais. Creio que algumas pessoas até sentem vontade de expressar suas idéias e de alguma forma buscam outras maneiras de fazê-lo.

Muitas mulheres sofrem deste problema. Vemos casos de mulheres que mantém um relacionamento ou casamento, com homens que as dominam e abusam deste poder, utilizando de violência. O medo é o inimigo da expressão. Outras mulheres também se calam, para não perderem seus amores. Nunca falam o que sentem ou o que pensam, com medo da relação terminar. Outras vivem uma vida inteira com seus maridos, tendo péssima relação sexual, pois não falam sobre como gostam desta relação, com medo do parceiro não gostar.

Não acho que devemos falar tudo o que nos vem a cabeça, pois cada pessoa receberá a nossa palavra de uma forma diferente, dependendo até do tom da nossa voz. Estas pessoas assimilam as coisas da forma que querem, pois naquele momento estão propícias a entenderem isso ou aquilo. Ai vem as brigas. Para cada pessoa, há uma forma de se falar as coisas. É preciso então, analisar como cada pessoa recebe o que estamos tentando expressar e procurar mudar a forma de se comunicar, para não magoar ninguém.

Pensamento é uma coisa doida. Ele é só nosso, ninguém mais sabe o que está dentro da nossa mente. Através da palavra podemos tentar expressar estes pensamentos, seja amor ou ódio, estes extremos ou são melosos demais ou então ferem mais do que uma pancada na cabeça.

Ás vezes preferimos que algumas pessoas se calem. Eu por exemplo, falo demais e preciso me conter e procurar não atravessar a conversa de ninguém. Mania desagradável, que faz muitas inimizades. Muitas vezes é bem melhor ser calado do que ser tagarela. Os tagarelas sempre falam o que lhes vem a cabeça e sempre acabam sendo mal-interpretados.

Dialogar é bom, mas “discutir relação” não é nada legal. Nem discutir sobre política, religião ou time de futebol. Isso sempre acaba em briga, pois não sabemos respeitar as opiniões alheias. Se sou do partido tal, torço para o partido X e pertenço a determinada religião, poderei ser excluída de um grupo, como se eu não servisse para partilhar idéias.

Não dá para ler pensamentos, portanto, não dá para termos pré-conceitos a respeito das pessoas. Tudo bem que conhecemos as pessoas através das atitudes delas, mas sem as ouvir também, não poderemos montar uma idéia em relação a este ser.

A partir da palavra conhecemos pessoas e formamos nosso círculo social de afinidades. As pessoas nos conhecem não porque lemos pensamentos, mas por que sabemos ouvir e falar.

Ouvir ainda é a melhor forma de nos comunicarmos aos pensamentos dos outros, pois é ouvindo que conhecemos. Assim saberemos o que dizer, quando e onde dizer. Fale sempre quando algo não está de acordo com a sua liberdade, pois ninguém tem o direito de invadir os nossos limites de individualidade.

Existe uma regra chamada “as 7 peneiras da razão” que diz assim: Antes de falar, passe esse pensamento que você quer exprimir, pelas 7 peneiras da razão. A primeira peneira, filtra os pensamentos mais grosseiros, aqueles que com certeza ofenderão alguém. As peneiras seguintes, tem a malha mais fina e filtrarão os pensamentos conforme a razão: Esse pensamento ofenderá alguém? Esse pensamento é realmente necessário, acrescentará algo realmente útil? No final dessa filtragem, muitas vezes perceberemos que o pensamento que tivemos, nem precisará ser exprimido. Então conclui-se que falar de menos é bem melhor.

As crianças são um bom exemplo de pessoas que falam tudo o que lhes vêem a cabeça. São autênticas e muitas vezes falam coisas que não deveriam. Conforme crescem, vão aprendendo a falar o que lhes convém e até manipulam as palavras de acordo com suas vontades. Inventam histórias e choram, seja para conseguir atenção ou aquilo que desejam. Elas não fazem isto por maldade, pois são apenas crianças. Já pessoas adultas que se utilizam do mesmo artifício, é racionalmente inaceitável.

Usemos a palavra com moderação. Tenhamos em mente, que já somos crescidos e que nossa mente possui um grau de razão e consciência suficientes para conseguir alcançar metas, por méritos próprios e autênticos. Usemos a palavra para nos comunicar de verdade. Não é “Penso, logo falo” mas, “Penso, Repenso, dai eu falo.

postado por Nick Nicks

Pais e filhos discutem, melhores amigos discutem, parentes, colegas de trabalho, vizinhos e casais discutem. E no meio de tanto bafafá, muitas vezes o problema poderia ter sido resolvido com uma coisa chamada Comunicação.

Muita gente acha que Comunicar é simplesmente dizer alguma coisa. Engano! Porque a Comunicação só acontece de verdade quando alguém manda uma mensagem e o outro lado entende. Quando você diz alguma coisa e as pessoas entendem errado, não houve comunicação. Justamente ao contrário, o que aconteceu foi uma Falha de Comunicação.

Toda vez que alguém diz alguma coisa, por mais simples que pareça, o entendimento da mensagem pode se perder no caminho de várias formas. Até mesmo com uma simples palavra. Porque, apesar do significado das palavras ser exatamente o mesmo em todo dicionário, elas têm um tipo de “força própria” que muda muito conforme a cultura, a história de vida e a educação de cada um. Uma palavra ou expressão que não tem muita força na sua vida, de repente pode ofender profundamente outra pessoa.

Outra coisa que gera muitas falhas de comunicação é o tom que nós usamos para falar. Por exemplo, leia as frases abaixo em voz alta e, quando falar, acentue as palavras marcadas em negrito. A frase é exatamente a mesma, mas perceba a diferença no que você está dizendo. Eu explico o que dá para entender em cada caso:

. Eu não disse que você está me traindo. - (Neste caso, provavelmente outra pessoa disse isso, ou deu a entender, mas não você)

. Eu não disse que você está me traindo. - (Neste caso você está negando com todas as forças. Definitivamente, você não fez uma acusação dessas).

. Eu não disse que você está me traindo. - (Você pode até ter perguntado, ou até desconfiado, mas você não afirmou).

. Eu não disse que você está me traindo. - (Neste caso, dá a entender que outra pessoa está traindo você).

. Eu não disse que você está me traindo. - (Aí dá impressão de um certo medo. A outra pessoa não está te traindo - com ênfase no tempo presente - mas pode ter traído no passado ou você desconfia que ainda pode trair).

. Eu não disse que você está me traindo. - (Neste caso, você não se sente traída. Mas parece que está acusando a outra pessoa de trair alguém).

. Eu não disse que você está me traindo. - (Neste caso, parece que tiraram conclusão errada com alguma coisa que você disse).

Deu pra entender? É exatamente a mesma frase. A única coisa que muda é o tom que você coloca nas palavras quando está falando. E, conforme o tom que você usa, passa uma impresão diferente.

E como a gente evita confusões com esse tal de “não foi bem isso que eu quiz dizer” ou com o famoso “você entende tudo errado”? Conversando mais. Tentando fazer a outra pessoa entender a sua mensagem com MUITA calma e paciência, porque Comunicação é um negócio complicado mesmo e ninguém neste mundo vive, absorve ou compreende as coisas exatamente do mesmo jeito que você.

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