Uma leitora do Melhor Amiga se apaixonou pelo melhor amigo dela e mandou um e-mail perguntando o que fazer. As amigas dela aconselharam uma carta contando tudo e agora ela está naquele dilema… Manda a carta? Não manda? Se expõe? E se o cara não sentir a mesma coisa?
Cara amiga:
Você não tem idéia de quantas vezes eu já me apaixonei por um amigo meu. Sério. Identificação total com a sua situação. O que eu fiz na época? Bom, eu contei. E aà você pergunta: “E foi legal pra você?” Hum… Sinceramente? Foi legal e não foi.
Porque não foi legal: Porque em nenhuma das vezes o lance deu certo pra mim (pelo menos não para mim). Nenhum dos caras se afastou nem deixou de ser meu amigo, mas a situação ficou constrangedora, sabe? E depois de contar eu começava a ficar meio encanada com tudo o que o cara fazia, achando que ele estava me evitando ou que tinha falado pra alguém. No final das contas, quem atrapalhou a amizade mesmo foi a minha própria cabeça cheia de minhocas depois da declaração.
Porque foi legal: Porque eu senti um alÃvio enorme contando pra eles. E porque depois que eu ouvia o não da boca deles, sabia que não tinha jeito e conseguia partir pra outra. Não ficava perdendo tempo com a minha imaginação. Sabe aquelas coisas de “hummmm… acho que ele me lançou um olhar de interesse”? Pois é, estas coisas acabavam e eu ficava aberta para novidades (e elas sempre vêm - as novidades - quando a gente consegue olhar para outros lugares).
Não estou dizendo que o seu caso vai ser igual aos meus. Na verdade, o que eu fiz aqui foi mostrar pra você o pior cenário possÃvel, que é o caso do não. Pode ser que o seu amigo goste de você também, e aÃ?
Na boa? Se fosse hoje em dia eu mandava um e-mail anônimo. Na época que aconteceu comigo não existia este recurso e carta anônima pra amigo não rola, porque eles conhecem a nossa letra. Então, graças às maravilhas da tecnologia, hoje eu poderia dar uma de Cupido Digital com um e-mail dizendo algo do tipo:
“Olha, eu gosto de você mas não vou falar quem eu sou, porque você pode não sentir a mesma coisa e aà a situação vai ficar meio chata. Então, só pra me ajudar, por acaso você está gostando de alguém? Por acaso está interessado em alguma pessoa que você conhece? Não precisa dizer o nome se não quiser, mas só me dê uma dica. Responde pra mim e quem sabe a gente pode ficar juntos?”
Babaca demais? Tudo bem, pode até ser. Mas pelo menos eu não colocaria minha cara pra bater nem arriscaria perder a amizade. Eu tentaria descobrir o que ele pensa sobre mim de longe, sabe? Sem me expor. E se o cara não quisésse nada com ninguém, se ele gostasse de outra pessoa ou se ele achasse aquele meu e-mail uma grande babaquice, nunca saberia que fui eu quem mandou. Se alguém desconfiasse, dane-se. Eu negaria até a morte =P
Ah, importante: caso você decida fazer isto, tem que deixar claro que não é trote, nem vÃrus e estas coisas. De repente com alguma informação pessoal a respeito do cara, pra ele se ligar que é com ele mesmo. Algo do tipo “adoro quando você usa aquela blusa rôxa de bolinhas amarelas”. Sei lá.
Bom, isto é o que eu faria hoje. Mas não foi o que eu fiz. E só para constar algo muito importante nisso tudo: hoje eu não me arrependo. Porque, por pior que tenha sido ouvir o não, por pior que tenham sido as encanações depois, eu fiz exatamente o que eu queria fazer naquele momento.
Como diria aquela marca de tênis famosa: Just do it! Seja anônimo ou escancarado. Depois conta pra gente o que você decidiu e o que aconteceu.







