Segundona. A pobre da garota chega com o visual diferente, feliz mas insegura ao mesmo tempo, porque afinal de contas ela saiu na sexta com uma juba esplêndida até a cintura e voltou com o cabelo no ombro.
Ela entra desviando o olhar das pessoas, tentando fazer cara de paisagem, constrangida de doer, quase pedindo desculpas pela própria existência. De repente, do silêncio absoluto de uma segunda à s 9 da manhã, uma voz lá da geral grita com tudo: “CREEEEDO! O QUE VOCÊ FEZ COM O SEU CABELO???”
Então…
Dizem que as mulheres não são sinceras. As más lÃnguas até insistem no termo “falsas”, afirmando que a gente tem mania de elogiar até as coisas que detesta.
Não conheço todas as mulheres do mundo, mas pelo menos em volta de mim o que rola não é exatamente falsidade, mas apenas a percepção da sutil diferença entre Sinceridade e Joselitagem.Â
Para quem não nasceu com Senso de Noção, vou deixar aqui uma orientação básica e fácil, que não requer prática nem habilidade, baseada em uma pergunta que sempre deve ser feita entre um espÃrito e o porco:
Quem perguntou? Â
Simples, não? Antes de extravasar o seu excesso de sinceridade publicamente, assim de forma tão fantástica, é só fazer esta pergunta para o fundo do seu coraçãozinho palmeirense. Se ninguém te passou a bola, deixe quicando. A não ser que você tenha alguma coisa boa para dizer. Â
Se perguntarem… Bom, se perguntarem você responde, sem esquecer que entrar com os dois pés no peito, chutar a canela, o pau da barraca, o balde ou qualquer artefato da auto-estima alheia, é falta. Principalmente se a alheia for do sexo feminino, tÃmida e delicada, sem condições de dar uma resposta digna de Tarja Preta na Rede Globo.







