Vou começar este texto com o resultado de uma pesquisa que saiu na Revista Época, transcrita pelo jornalista Ivan Martis em matéria recente:
“Desde 1972, ano após ano, um percentual cada vez maior de mulheres se diz infeliz com a própria vida, enquanto um número cada vez maior de homens se diz feliz com a deles. Quando a pesquisa começou, logo depois da revolução social e sexual dos anos 60, as mulheres eram muito mais felizes e esperançosas do que os homens. Agora a situação se inverteu. Pior: as mulheres ficam cada vez mais tristes à medida que envelhecem, enquanto os homens ficam mais satisfeitos.”
Há um ano mais ou menos, publiquei um texto aqui falando sobre a inversão de valores que as mulheres estão vivendo nos últimos tempos.
Chorar é frescura, sinal de fraqueza. Mulher contemporânea tem que ser forte e aguentar tudo de cabeça em pé. Temos que viver como personagens de uma aventura adolescente - Tomb Raiders - que trabalham, ganham dinheiro e são 100% resolvidas.
Ciúmes? Nem pensar! Este é um sentimento igualmanete ultrapassado, morto e soterrado na Revolução Sexual. Mulher que sente ciúmes tem problema, é chata, inconveniente e insegura demais (como se insegurança fosse defeito, aliás. Mas tudo bem, vai. Não vou entrar em todas as questões).
Sonhar em casar e ser mãe? Bobagem! Porque um cara só na nossa vida, se tem tantos peixes no mar e agora podemos pescar feito homens?
A resposta para esta pergunta é muito simples: Porque não somos homens. Porque a maioria massacrante das mulheres não quer mil homens. Quer um só.
(Antes que alguma mulher sinta-se ofendida, deixo claro: a felicidade NÃO ESTÁ, obviamente, em um homem. Entendam que esta crítica é a respeito de uma OBRIGAÇÃO que estes tempos nos tem colocado. Uma OBRIGAÇÃO de ser emocionalmente independente. Uma OBRIGAÇÃO de não se importar em viver sem um companheiro. Respeito quem não quer, mas quero o meu direito de querer. Enfim… Segue o texto).
E enquanto um bando de mulheres segue tentando viver conforme padrões de comportamento masculinos, os homens que se dizem “modernos” vivem confortavelmente, sempre disponíveis no mercado, começando e terminando relacionamentos descartáveis assim que a Princesa vira Sapo, e depois lançando poemas de Vinícius de Morais para assim se dizerem românticos e sensíveis.
Bom… Desculpem se eu estraguei a sua fantasia Viniciana, mas Vinícios gostava mesmo era de peito, bunda, perna, buceta e saia balançando.
Quem gosta de mulher de verdade, na minha opinião, é o Paulinho da Viola, que não faz Odes a Xoxotas, mas está com a mesma mulher há 26 anos - com todas as diferenças que devem ser comuns entre os dois, com todos os cabelos brancos e as carnes murchas que marcam a velhice da mulher. Isso sim, é gostar de mulher.







