Este texto eu escrevi há alguns anos no dia primeiro de abril, o famoso Dia da Mentira. Mas hoje eu li um post no blog do Carlos chamado Doença de Amor e lembrei dele. Achei a visão parecida. Obrigada ao Carlos do Guardião por me trazer esta lembrança.Â
Primeiro de Abril
O amor é uma espécie de perturbação meio absurda que domina a alma dos distraÃdos - evidentemente tipos fracos e fantasiosos, influenciados por uma laia de românticos que cultiva a demência em prosa, verso, papel-de-carta colorido, Meg Ryan e bom-bom de chocolate.
Devidamente intoxicados, os fanáticos sucumbem. Eros é um duende vermelhinho que vende maçãs na bilheteria da roda-gigante e troca sua sanidade por sonhos de perfeição - delÃrios nauseabundos esculpidos em torrões de açúcar queimado e calda de caramelo puxa-puxa.
Quem ama perdoa, cede, entende, doa, aceita, acredita, cuida, fala fino, faz biquinho - é um nojo. E a lambança se derrete em babas de moças e moços que se esparramam por aà melecando a vida com juras totalmente incoerentes.
Todo idiota que ama é um mentiroso compulsivo. Inclusive eu.






