Este texto é uma colaboração de uma grande amiga chamada Dedé. Grande mesmo. Tão grande que é ENORME de grande amiga! Se quiserem deixar mensagem para ela, usem a caixa de comentários do blog. Nós liberamos tudo para ela ver. :]
Eu estava na manicure outro dia e tinha um casal com um filho de uns 2 anos, cortando o cabelo do moleque. O cabeleireiro era lento feito um congestionamento na Paulista às 6 da tarde e a mãe botava terror, dizendo que se ele mexesse, o moço ia cortar a orelha dele fora.
Esta mesma mãe olhava para o pai e dizia: “Ai, as fotos que a gente tira vão ficar muito melhores agora, com o cabelo arrumadinho!” - Porra… É um filho ou um quadro?
Meia hora depois o moleque ainda estava sentado na cadeira, a mãe segurando a cabeça dele com as duas mãos, quase feito uma tortura, e nada de terminar o processo. Nisso, eu puxo assunto com a manicure e ela me diz o seguinte: “Ah, com criança é assim mesmo. Tem que entender que precisa cortar o cabelo e pronto. E tem que ficar quietinho!”
Nesta hora lembrei de algumas frases soltas que aparecem em milhares de palestras motivacionais e entrevistas de emprego, dessas que todo mundo já cansou de ouvir: ” Senhores, a criatividade e a liderança são fundamentais para o sucesso”, “Precisamos aprender a respeitar as diversidades culturais e sociais”. Ou então, a mais batida dos últimos tempos: “Pensando fora da caixa em 10 lições práticas”.
Eu me pergunto se não é uma contradição a forma opressiva como educamos nossos filhos em relação ao que esperamos deles no futuro. Quer coisa mais “pessoal da própria pessoa” do que cabelo? Tomar banho OK, é questão de higiene e saúde. Escovar os dentes também. Mas cortar o cabelo??
O cabelo é do cara, não da mãe. Que diferença faz se ficar maior ou menor? Nenhuma! Além do que, o carinha não aguentava mais.
Por outro lado, como será que a repetição diária desta educação opressiva vai colaborar para a formulação da personalidade dos nossos filhos? Bicho judiado nunca fica livre de novo.







