postado por Lina Love

Vamos lá: quando estou sozinha, quero namorado, quando tenho namorado, quero ficar sozinha.

Simples, né?

Bom, estava eu a conversar com um amigo outro dia quando chegamos à conclusão de que o relacionamento é quase uma religião à qual você se apega. Você tem fé o tempo todo, você faz os rituais, você cede, você agradece, você recebe em troca e você aquieta seu coração (algumas vezes), e outras vezes você questiona tudo e pára prá pensar no que está fazendo. Pensa se está certo, se está errado, leva em consideração a moral e os bons costumes, e quando não leva, pára e pensa se tá indo tudo bem, além disso, amor cura. Quando você está doente, o amor faz você se sentir melhor. Ou então ele faz você sair correndo atrás de cura, o que te leva à cura do mesmo jeito.

Tá. E os ateus? Como eu? O que a gente faz?

As conversas que tenho com esse amigo raramente chegam a alguma conclusão. E por isso a gente é amigo a tanto tempo e por isso, sempre temos assunto. Porque eles voltam e de novo não chegamos a nenhuma conclusão.

Com o tempo eu evolui muito nessa história de relacionar. Mas a minha evolução foi para o lado da ‘aceitação’. Eu aceito viver na dubiedade (existe isso?) da vida. Eu aceito que tem dia que eu quero tudo e no dia seguinte não quero mais nada. Eu aceito que eu quero ser música, artista plástica e escritora e que não vai dar tempo de ser tudo isso trabalhando 14 horas por dia.

Eu aceito que caio na rotina com o homem que eu amo e que por isso às vezes penso em abandoná-lo. Eu aceito que no dia seguinte a isso, eu olho prá ele e para as coisas que construímos com um carinho tamanho que nada nesse mundo me faria largá-lo.

Eu aceito, mas isso não me ajuda, em nada. Isso me faz ser a angústia em pessoa, muito prazer.

O Gene Humano

6.jun
2008
postado por Lisa Lips

Mulheres e Homens têm apenas 30 mil genes, o mesmo número que os camundongos que caçamos nas ratoeiras. A divulgação desse dado pelo Projeto Genoma foi um balde de água fria no orgulho humano. Imáginávamos que tivessemos pelo menos 100 mil genes.
A bem da verdade, já sabiamos que 99% de nosso gene são idênticos aos dos chimpanzés. Mas os chimpanzés são seres mais humanos, formam comunidades com cultura própria, utilizam instrumentos rudimentares. Mas admintir que nosso genoma é formado pelo mesmo número de genes dos ratos e que somente 300 genes são responsáveis pelas diferenças entre nós e eles é uma humilhação inaceitável.
A visão antropocêntrica, segundo a qual a vida na terra teria sido evoluída dos seres unicelulares para indivíduos cada vez mais complexos até chegar ao homem, é um mal entendimento das leis da natureza.

No ranking evolucionário não existe primeira posição. A prova é que as bactérias foram os primeiros
habitantes do planeta. E não só ainda estão aqui, como representam mais da metade da biomassa terrestre.
Quer dizer, se somarmos o peso de todas as bactérias, obteremos mais da metade da massa de todos os seres vivos somados, incluindo nós, as árvores e os elefantes. o HomoSapiens é somente uma entre milhões de espécies. Nascemos á 5 milhões de anos. Um segundo evolucionário comparado aos 4 bilhões de anos da existencia das bactérias. Não fizemos nenhuma falta á vida na terra durante praticamente toda a existencia dela. E se um dia fomos extintos, nenhuma formiga, cigarra ou besouro chorará a nossa ausência. A evolução continuará seu caminho inexorável de competição e seleção natural, como ensinou Charles Darwin.

Entrevista com Dráusio Varella (Rádio Bandeirantes - veiculado em 05/06/2008)

Não concordo com tudo o que diz o Dr. Dráusio, pois nosso amados animais domesticados, chorarão e não viverão no meio desta competição evolutiva. E digo mais, genes são genes e não são eles que constroem o pensamento. Há algo mais que nos faz diferentes de ratos e macacos. Senão, como construirímos tantas coisas e tantos pensamentos divergentes. Enfim eu digo, há homens que são ratos, outros macacos, mas só alguns genes dessa espécie chamada “homem” sobreviverá. E a complexidade da coisa não reside na “quantidade”, mas na “qualidade”.

Essa constatação de número de genes só nos faz pensar mais longe. A matéria é realmente incrível. Desta matéria que vemos nosso planeta, no universo, saem todas as coisas que existem. Se isso é Deus, eu realmente não posso afirmar. Só posso fisolofar: Existe alguma inteligência que consegue esculpir coisas incríveis, como um artesão que modela o barro que é esssencialmente a mesma matéria, matéria de trabalho. O Artesão faz vasos, esculturas, da matéria simples à complexidade.

E a complexidade está apenas no barrro. Então o que nos faz ser tão especiais? A alma? Quem sabe seja na alma que reside a complexidade. São tantas possibilidades, que me aguça o pensar e o repartir essas dúvidas. O que vocês acham?

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