postado por Nick Nicks

Filmes, livros, revistas de moda, novelas, músicas, contos de fadas… Ao mesmo tempo em que todas estas coisas nos divertem, ajudam a causar tremendas frustrações. 

Não queremos simplesmente um namorado, queremos o homem perfeito. Não procuramos por um relacionamento, queremos um caso igual ao da Meg Ryan com o Tom Hanks. Não queremos ser saudáveis, queremos o rosto da Gisele Bündchen e o corpo da Ivete Sangalo.

Não estou dizendo que é preciso se contentar com pouco, vejam bem. Mas eu tenho a impressão de que os nossos parâmetros estão meio fora da realidade.

Realidade. Palavrinha que pouca gente gosta. E por quê? Porque não sabemos lidar com ela.

Não sabemos aceitar que na vida tem perrenha, celulite, homem chato, mulher ciumenta, barriga de chope, família complicada, amigo que pisa na bola e amor que vai por água abaixo.

Quando nos olhamos no espelho e não enxergamos a mulher da revista, nos achamos a maior baranga do mundo. Quando um relacionamento termina, pensamos que “lá se foi o amor da nossa vida”. Quando não somos aquela mulher poderosa e sempre feliz da propaganda, achamos que temos algum problema.

É, nós realmente temos um problema: acreditar em algum tipo de perfeição. 

Talvez a sua idéia de perfeição seja diferente da minha, mas aposto que ela está aí em algum lugar. Naquele cara meio misterioso esperando o ônibus, no trecho de um poema, no personagem de um filme, ou até mesmo na letra daquela música que você acha o máximo. Mesmo que o seu padrão de perfeição não seja popular, mesmo assim é um padrão. E mesmo que você não tenha mais 15 anos de idade, continua acreditando neles, mesmo sem se dar conta.

Em 2009, eu desejo sinceramente uma boa dose de realidade para todos nós. Para que a gente possa finalmente entender o que é a vida e, assim, ser mais tolerantes com ela e com as outras pessoas que, afinal de contas, são capazes de ser tão legais e tão idiotas ao mesmo tempo…. Como todos nós. :]

Feliz 2009, pessoal!

postado por Nick Nicks

Em algum momento da história a humanidade inventou a perfeição. Dizem que Deus criou o homem conforme sua imagem e semelhança. Eu já digo: - O homem criou a perfeição sob a imagem e semelhança de Deus. Mas quem consegue ser Deus? Se bobear, nem Ele aguentou o tranco.

Em algum momento os seres-humanos olharam para cima e disseram: ” - Que se faça a Família Divina”. E assim apareceu o primeiro comercial de margarina. Depois disseram: “- Que se faça o amor perfeito” - E veio a Meg Ryan. E a partir daí, a felicidade tornou-se inalcansável, porque nossos parâmetros ficam próximos do infinito - um lugar longe demais para chegar.

Sinto saudades da Grécia. Dos Deuses egoístas, traiçoeiros, vingativos, ciumentos e vaidosos. Estes sim foram criados sob a imagem e semelhança da humanidade. Histórias de traição, corações partidos, medos homéricos, monstros, desgraças familiares. Estes sim seriam parâmetros justos para a satisfação pessoal na Terra. Se tivessem persistido, talvez não estivéssemos sempre esperando pelos nossos espíritos nos Campos dos Sonhos.

Nada contra sonhos, muito pelo contrário. O problema está na palavra Expectativa. É aí que moram as nossas maiores angústias e amarguras. Não esperar por nada? Aceitar o ruim? Não. Mas uma boa dose de realidade nos faria mais felizes. Entender que pais, mães, parentes e amigos são, antes de qualquer definição social, humanos. Entender que qualquer amor é, antes de qualquer romance, imperfeito.

Conscientemente, todo mundo sabe disso. Mas lá no fundo, onde moram a Meg Ryan e o Kevim Costner , ainda esperamos pelo Perfeito e ficamos extremamente frustrados quando não alcançamos o infinito.

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