postado por Betty Lee

Corrupção tem em toda parte, isso é liquido e certo.

Acontece que aqui no Brasil somos acostumados a achar errado no governo, mas não exigir que isso pare.

No Brasil temos as situações:

- Renan voltou (com bois ou nào);
- Ze Dirceu, e a galera do mensalão… voltando;
- Collor voltou;
- Temos a farra das passagens (todo mundo viaja na conta da câmara), ninguem pagou;
- Farra dos Desfibriladores (ok, de quem foi comprado? Cadê as notas fiscais? Quem falou q precisava de tanto?);

Nos EUA, cada semana tem um escandalo…:

- Caras da Chapa Obama que não entraram por problemas no fisco, contas e etc..
- Governadores sendo cassados ou sob investigaçào por conta de prostitutas, crime organizado, ou venda de favores do governo.
- Sarah Palin, não decolou como vice, só como sósia da Tina Fey;

E qual a diferença?

A diferença é que la nos EUA, a justiça é mais rapida, e a pressão pública existe. Quando os fatos de corrupção divulgados, os caras renunciam e são julgados. Seus pares não os apóiam públicamente, e ninguém vem com aquela boa: “Eu nao soube de nada.”

Aqui? Bem, os caras não são julgados, são acobertados!

As investigações acabam com um laranja sendo preso, com falta de provas… com vários: “Não sei”s.

O Brasil precisa que nos informemos mais, que reclamemos mais.

Então pessoal, quando a notícia te virar o estomago, mande um e-mail pro Senado, pra Camara, pro seu governador, pro seu prefeito, pro seu partido (seja você filiado ou não). Mas faça-se ouvir!

Por que temos que por a boca, não dá só pra reclamar na frente da TV.

postado por Betty Lee

Já ouvimos muito a respeito dos cartões corporativos, mas entender o porquê dessa confusão inteira é a maior questão. Veja, toda empresa tem um cartão corporativo. Toda.

Por exigência de uma determinação do Banco Central, lá pro ano de 2000, toda empresa deveria receber e pagar, utilizando-se de uma conta corrente própria. Dessa forma a receita e o Banco Central poderiam fiscalizar melhor as empresas, numa tentativa também de diminuir os “caixas dois”.

Parecido com um cartão de pessoa física, os cartões corporativos podem ser de débito e/ou crédito, e quem determina sua utilidade é o dono da empresa. Com ele, o proprietário pode comprar material para a empresa, máquinas, fazer compras em supermercados e até mesmo pagar almoços e jantares.

A prestação de contas é feita junto com a contabilidade da empresa na apresentação de notas fiscais dos gastos. Assim, o dono sabe onde foi gasto o dinheiro e tudo fica certo.

O que aconteceria se um funcionário gastasse, com o cartão, em um restaurante? Muito fácil, temos três situações bem definidas, a meu ver:

- Funcionário pagando um almoço para o cliente: Ele deve apresentar a nota com a justificativa do almoço;

- Funcionário pagando seu próprio almoço, num fim de semana, ou fora de seu horário normal de trabalho, estando em “hora extra”: Ele deve apresentar a nota fiscal com a justificativa do trabalho e, é claro, autorização do chefe imediato;

- Funcionário pagando seu próprio almoço, sem estar em serviço: Se ele não for o dono, deve apresentar a nota fiscal e também o ressarcimento do dinheiro gasto;

A adoção do cartão corporativo pelo governo veio, assim como nas empresas, para gerar um controle maior sobre os gastos e, dessa forma, fazer com que todas as contas fossem mais transparentes.

Então, onde ocorreu a confusão?

Tudo começou com os gastos que podem ser feitos com saques em dinheiro, com a não necessidade de apresentar notas fiscais para qualquer uso do cartão e pelo sigilo que alguns dos portadores podem ter. Este sigilo serve para salvaguardar as pessoas de possíveis ações contra sua vida. Isso é bem bacana, mas não é justificativa para que segmentos de controle do governo não vejam estas notas fiscais.

Uma CPI foi criada e, em minha opinião, foi só pra continuar aquela briguinha sem sentido entre governo e oposição.

As contas devem ser transparentes, todas, mesmo que não sejam levadas todas a público, e devem ser auditadas por órgãos existentes e competentes para isso. E, acima de tudo, assim como quando alguém usa um cartão de uma empresa tem que prestar as contas pro patrão, no governo, o povo é o patrão e dele nada deve ser escondido.

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