A usina de Itaipu é um marco Binacional em muitos sentidos. Foi construÃda por dois paÃses vizinhos em plena ditadura militar em ambos ─ Paraguai e Brasil ─ considerada uma das Sete Maravilhas Modernas, por sua estrutura, complexidade e inovações tecnológicas. Outro marco diplomático foi a assinatura do acordo Tripartite conjunto entre os dois paÃses e a Argentina, pois naquela época, havia o temor que, caso houvesse um conflito entre Brasil e Argentina, o primeiro abrisse as comportas de Itaipu, inundando, assim, a cidade de Buenos Aires.
Itaipu é uma das maiores do mundo, ficando atrás apenas de uma hidrelétrica chinesa, mas em fornecimento, é a maior.
Pelo acordo de criação, cada paÃs tem direito a metade da energia gerada. No caso de excedente, os sócios têm prioridade de compra no valor de mercado estipulado em contrato. O Brasil ainda recebe desconto, pois o Paraguai ainda deve dinheiro da construção, e vender ao Brasil com desconto está sendo o meio de quitar a dÃvida.
Tudo isso previsto no contrato que completou 35 anos no último sábado, dia 26/04/2008.
E porque levanto esta questão? Não é pelo seu aniversário, mas pela contrariedade declarada do presidente recém eleito do Paraguai, Fernando Lugo, de que os preços pagos pelo Brasil estão defasados e que este mesmo contrato deve ser revisto.
Não cabe neste caso, como foi o caso das refinarias da Petrobras na BolÃvia, o medo de que o governo paraguaio tome bens brasileiros, pois a usina foi construÃda em terras de ambos os paÃses, com administração e regras definidas.
Só tenho medo que a conta desta água e energia seja paga por nós, como já estamos pagando pelo gás boliviano e pela energia emprestada a Argentina.
Veja mais informações no Wikipédia e em Itaipu.







