Lei do Call Center

29.nov
2008
postado por Lisa Lips

A nova lei para o atendimento telefônico entra em vigor nesta segunda-feira e as empresas dizem estar prontas para a nova lei.

As novas regras valem para empresas sujeitas à regulação por agências ou órgãos federais, como as de telefonia fixa, móvel, Internet, TV a cabo, bancos comerciais, água, energia, cartão de crédito e empresas aéreas.

Quando você discar o número do call center, que deverá sem uma ligação gratuita, o atendimento não poderá passar de 1 minuto e a primeira opção, deverá ser contato direto com um atendente. Além disso, a opção de cancelamento de serviços deverá constar das opções do menu.

Chega de aperte 1 para isso, 2 para aquilo e em nenhum momento a opção aperte 3 para falar com um de nosso atendentes.

Buenas, maravilha, tudo lindo! As empresas estão dizendo que vão repassar os prejuízos para os consumidores. Mas que prejuízo? O diretor de assuntos corporativos da Claro, Antônio Brito, ponderou que o problema das novas regras é que as empresas são cobradas a ter “qualidade da Suécia, preço da Índia e carga tributária do Brasil”.

Mas a carga tributária já existia né? Essa nova modalidade de atendimento gasta tanto assim? Tudo bem, precisa educar o povo do call center e contratar mais gente. Será mesmo? Não bastaria apenas “educar” o pessoal?

Eu acho um absurdo. Durante uma semana inteira tentei ligar para o atendimento da vivo e em nenhum momento encontrei a opção “fale com um dos nossos atendentes”. E olha que eu estava querendo comprar serviços. Perderam a venda por falta de atendimento. Então precisa mesmo reeducar os atendentes.

A empresa que se diz provedora de serviços, pelos quais pagamos, ainda querem aumentar seus valores, sendo que a obrigação deles é prover uma certa qualidade ao seu cliente. Que porcaria de empresa é essa que não se importa com o seu cliente? Que carga tributária nada, isso é mais uma onda pra poder ter mais lucro. Não abre uma empresa quem não tem capacidade de fornecer ajuda aos seus clientes. Isso é básico. Só querem vender e o povo que se exploda.

É obrigação da empresa, afinal pagamos. Se adquirimos um telefone, nós pagamos uma mensalidade para ter este telefone em nossa casa. E olha que não é barato. Multiplique 39,90 por milhões de pessoas. Cada banco tem suas taxas. É obrigação do banco fornecer ajuda aos clientes não? Seria melhor deixar o dinheiro embaixo do colchão.

Isso vai virar baderna. Aliás, já é uma baderna. Pois bem, eu não quero nem saber, vou cronometar cada ligação e quero que as empresas se ferrem se não me atenderem. Vou exigir cada segundo, pois quero meus direitos, isso é cidadania, coisa que nenhuma empresa tem.

Quanto ao atendimento da vivo, não adianta me atenderem em 1 minuto, desisti de comprar o serviço. Continuo com meu pré-pago sem créditos e boas. Sem falar sobre a novela que foi com o speedy.

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