Sangria Inútil

4.ago
2008
postado por Lisa Lips

Os animais, quando entram em atividade reprodutiva, logo se acasalam para perpetuarem sua espécie.
já a mulher, como ser humano e pela lógica, não tem um filho a cada período reprodutivo e portanto, não usamos todos os nossos óvulos, para perpetuarem a espécia.

A mulher de hoje, procura ter seus filhos mais tarde, para aproveitar melhor a sua juventude, bem como se estabilizar profissionalmente, então, não aproveita o melhor período da sua idade reprodutiva. Com isso é levada a sangrar todos os meses. O óvulo mal sucedido é expelido do nosso corpo.

Se formos pela lógica, chegaremos a um pensamento: para que produzimos tantos óvulos, para que
sofremos tantas TPM, cólicas e mal estar?

A decisão da mulher engravidar mais tarde ou não engravidar, traz consigo a endometriose (assunto postado alogo abaixo). A endometriose é uma doença bem nova, justamente por causa da mudança de pensamento e atitudes da mulher. Não se sabe por que a endometriose existe, mas ela está ligada intimamente com o fato da gravidez tardia.

Um endocrinologista baiano chamado Elsimar Coutinho, escreveu um livro chamado “Menstruação, a Sangria Inútil” (editora Gente - 1996) e neste livro, o médico defende a tese de que a menstruação é uma sangria inútil. Quando o Dr. Elsimar publicou o livro, foi um alvoroço na época e até hoje, muitos são os contraditórios a esta , que se analisarmos bem, tem o seu quê de verdade.

Segundo uma entrevista para a IstoÉ , o médico afirma que natural é fecundar o óvulo formado e não expeli-lo, pois significa uma espécie de “mini-aborto”.

Antigamente acreditava-se que o fato de sangrar, aliviava as mulheres de seus mau estares, por conta disso até existia o diploma de sagrador. Hipócrates foi o primeiro a observar o assunto. A sangria era realizada para aliviar desde dores de cabeça até pneumonias. O sangrador era aquele responsável por saber cortar uma veia. O indivíduo expelia seu sangue para purificá-lo, mas muitas das vezes acabava morrendo por causa da anemia.

Mas o que o Dr. Elsimar ressalta, são os fatores favoráveis a interrupção do ciclo menstrual. O primeiro fator é a anemia, pois perdemos uma quantidade razoável de sangue cada vez que entramos no período massacrante. Por incrível que pareça, 20% das mulheres que menstruam regularmente, padecem pela anemia. Além disso, 40% das mulheres no mundo todo, sofrem em demasia por conta da TPM. E hoje o sofriemento é ainda maior por causa da endometriose.

O médico afirma que, mesmo interropendo o ciclo menstrual, a mulher não se torna infértil.

Eu conheço muitas mulheres que se utilizam desta técnica. O ginecologista indica uma espécie de tratamento trimestral, onde é interrompido o ciclo durante 3 meses, retornando o ciclo e novamente é interrompido por 3 meses.

É algo para se pensar bastante. Muitas mulheres se assustam com essa idéia e ao mesmo tempo, outras pensam, para que preciso sofrer tanto, com TPM e cólicas homéricas? Eu realmente não sei, mas gosto de pesar as vantagens e desvantagens e quem sabe, procurar um ginecologista que me aconselhe.

Para saber mais, leiam a matéria do laboratório CETEL.

postado por Lisa Lips

Estatuto da Mulher Casada - Lei nº 4.121, de 27 de Agosto de 1962

Presidente da República:

“Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º; Art. 2º; Art. 3º; Art. 4º”

Brasília, 27 de agosto de 1962; 141º da Independência e 74º da República.

João Goulart

Com a mudança no Estatuto da Mulher Casada, a esposa deixa de ser tutelada pelo marido e pode decidir obre a própria vida.

Essa lei surgiu após a Constituição Federal que assegura igualdade sem distinção de sexo mas, esta conquista foi excluída da Carta de 1937.

Parece que foi ontem, mas a verdade, que há pouco tempo, as mulheres quase não tinham direito a nada. O direto ao voto pela mulher, surgiu em 1932. Foi na década de 70 que as mulheres foram as ruas, queimar seus sutiãs (coisa que dá para entender bem, visto tanto silicone por ai - depois de abandonarem os sutiãs, caiu tudo =0p).

Essa luta das mulheres, em sair de uma vida de escravidão, teve como meta, equiparar homens e mulheres numa mesma condição e igualdade. Também temos cabeça, pernas, tronco e cérebro. Podemos fazer coisas incríveis, quem sabe diferentes, quem sabe melhor ou pior, vai de cada um. Não considero essa luta feminista, mas sim uma luta de libertação do estigma “escrava”. Isso se chama dignidade, afinal, um casal significa compartilhar. O marido como “chefe”, tendo que arcar com todas as tribulações do dia-adia, agora pode ter ajuda da mulher, que também se encarrega em aliviar as contas.
O marido agora exerce papel essencial na educação e cuidados dos filhos e até do lar e isso não é vergonhoso, mas digno e louvor. Os dois compartilham o mesmo lar e trocam tarefas.

A mulher sempre teve seu papel meio que secundário. Muitas mulheres foram essenciais na vida de seus homens, pois muitas possuíam e possuem uma inteligência incomum.

O fato é que, de pouco tempo para cá, a mulher vem evoluindo. Ainda acho que há um certo desnivelamento em relação a todas estas conquistas, pois ainda vejo filhos sozinhos em casa, por que a mulher trabalha fora. Creio que isso ainda vá mudar muito, pois os filhos merecem mais atenção, claro que não só da mãe, mas do pai também. Não digo que as mulheres devam ficar em casa, mas que dividam corretamente as tarefas, pois a principal educação dos filhos é realizada dentro de casa e se chama “educação moral”. Como uma criança pode se espelhar em pais ausentes? Elas precisam ter referências para suas atitudes e desta forma, seguir suas vidas com uma base sólida na mente.

Acho bacana ver uma mulher independente. Ela não precisa de mais nada, pois tem seu trabalho, ganha o suficiente para ter uma vida bacana. Muitas destas mulheres nem querem se casar, pois vêem suas amigas sempre reclamando de seus maridos.

Acho que o casamento deveria mudar junto com estas conquistas. Deveria ser uma relação sem fins lucrativos, mas com objetivos em comum: compartilhar, sem perder a indidualidade; sem exigências, pois cada um tem seu tempo para mudar; sem traições, se está junto é porque um gosta do outro, senão termine tudo, pois o tesão acabou há muito; conveniência? Vá a um posto de gasolina, sempre tem uma loja de conveniência por lá; liberdade, ninguém quer viver preso um ao outro, como se as alianças definissem que você não pode sair para dançar com suas amigas enquanto ele vai no boteco com os amigos; confinaça? É a base de tudo, portanto isso exige autencidade e veracidade, coisa difícil de encontrar nos dias de hoje, mas não impossível.

Mulheres, tenho um conselho para vocês: soltem a franga, com moderação. Voltem aos sutiãs, para ver se acaba essa onda e silicone. Não tenham medo de casar, pois somos cidadãs como qualquer outro. Podemos pedir divórcio e retomar nossas vidas. Não tenham medo dos homens, eles são legais. =0p

Ps.: a legislacao esta revogada, o novo codigo civil já esta em virgor desde 2003 e que rege o direito de familia, respeitadas as regras da constituicao de 88 que equiparam homens e mulheres. Palavra de um amigo.

postado por Nick Nicks

Um dia eu acordei com 25 anos e não era mãe. Só que eu ainda tinha muito tempo fértil pela frente e não me preocupei. Dormi de novo, continuei sonhando com a vida e de repente acordei com 35, ainda sem filhos. Mas como eu tinha acabado de tomar um pé na bunda homérico e não dava para pensar em outra coisa além da fossa, dormi de novo e de repente eu tinha 40. Só que daí, acordei com família, parentes, amigos, o padeiro, o porteiro e mais a torcida do Timão perguntando: “Quando você vai ser mãe, hein?!”, “Pôrra, vai rolar neném que horas?”, “Quem precisa de pai? Faz produção independente!”.

Pois é, caras amigas, não vou ser mãe. Na realidade, por mais que isso deixe as pessoas meio chocadas, eu NÃO QUERO ser mãe. Mas como fui criada sob as Leis do “multiplicai-vos”, demorei para entender que isso é normal e não a decisão de uma pessoa ruim, egoísta, uma mulher pela metade ou uma escória da sociedade. Levei anos para entender que não tenho “problemas” por não querer ser mãe, apesar de ser mulher. Mesmo assim, até outro dia mesmo eu ainda encanava que talvez estivesse faltando com o meu dever como ser-humano-fêmea.

Bom… Até outro dia, quando encontrei o vídeo aí embaixo. É uma piscina de ondas em Tókio, Japão. Dê uma olhada e você vai entender porque as minhas encanações terminaram definitivamente. Se Deus baixasse por aqui nos dias de hoje, será que diria “multiplicai-vos”?

PS.: Quem encontrar a água da piscina ganha 1 ano de anticoncepcionais, 10 caixas de camisinha e o direito de adotar uma criança abandonada pelo mundo.

postado por Nick Nicks

Já passou, eu sei. O Dia da Mulher foi dia 8, mas era sábado. E no sábado eu costumo passar o tempo com joguinhos idiotas de computador, daqueles fáceis e viciantes que transformam o seu cérebro em Geléia de Jabuticaba (eu sou mineira, o que justifica a Jabuticaba. No seu caso poderia ser Morango, vai saber. Cada cérebro com a geléia que lhe apetece).  Mas, continuando… Como a vida não é feita só de Jabuticabas, deixo aqui os meus protestos pessoais em defesa de certos direitos que tenho visto perdidos por aí:

1. Eu quero ter o direito de não me arrumar a não ser que eu PRECISE (por questões sociais) ou que eu ESTEJA A FINS. Esse papo de que “mulher tem que estar sempre impecável” deve ter sido inventado pela indústria de cosméticos ou então foi divulgado em alguma propaganda de Shopping Center. SEMPRE impecável? É ruim, hein?

2. Eu quero de volta o meu direito de GOSTAR de ser uma mulher ”do lar” sem ser menosprezada por isso. De uns tempos para cá parece que ficou feio você gostar de cozinhar, arrumar as coisas, regar as plantas e cuidar das pessoas. Cara, EU GOSTO DE COISAS DE MULHERZINHA! E pronto. E se meu marido pudesse me sustentar, eu trabalharia só em casa mesmo, sem medo de ser feliz, CURTINDO todas essas coisas que, de repente, não mais do que de repente, viraram vergonha pública. 

3. Ao mesmo tempo em que eu quero o direito de ser uma “Dona de Casa feliz”, também quero que as mulheres tenham o direito de DETESTAR tarefas domésticas. Resumindo os itens 2 e 3: não grudem rótulos na minha testa porque eu sou mulher. Antes de ser mulher eu sou um ser-humano com vontade própria, independentemente do que as novelas e os comerciais querem que eu acredite.

4. Eu quero de volta o meu direito de ser tratada conforme os hormônios que correm no meu sangue e conforme a minha biologia. Abrir porta de carro, ajudar a carregar as coisas, mandar flores, pagar um jantar de vez em quando (se o cara puder, claro) e outras delicadezas do gênero são LEGAIS, não frescura. Se alguma mulher não gosta mais disso, que fale por si e não pelo todo, muito menos por mim. A diferença que existe entre o jeito de uma mulher e de um homem é claramente perceptível desde a infância. Já percebeu como meninos e meninas brincam diferente e sentem as mesmas coisas de maneira diferente? Pois é… Não nasci com hormônio de macho. Sorry, guys.  

5. Eu quero de volta o meu direto de não ser um protótipo da Lara Croft. Essa hitória de mulher onipotente que consegue trabalhar fora, cuidar do corpo e cuidar da casa com perfeição é BALELA de propaganda. Ninguém que sai de casa às 6 da matina e chega às 7 da noite consegue fazer todas estas coisas direito sem surtar de vez em quando. Então, caros amigos, o negócio é o seguinte: ou vocês ajudam, ou não reclamam quando eu pisar na bola ou me dão o direito de surtar. Escolham. Lara Croft, só no PS2 ou naquele comercial do desodorante (Aquele em que a mulher sempre cai com o suvaco na cara dos sujeitos. Já viu?) 

6. Eu quero de volta o meu direito à TPM.  Esta questão sempre foi compreendida pela humanidade, mas de uns tempos para ca cá virou modinha dizer que “TPM é psicológico”. Variação hormonal é algo FÍSICO, caros amigos. Freud não resolve. Auto-controle, sim, lógico. Nada de escândalos desnecessários.  Mas é sempre bom compreender que em períodos de variação hormonal o saco fica menor e a vida é um pouco mais dramática (vide os adolescentes). Vale um esforço do outro lado para adiar discussões e reclamações para outro momento. O próximo ignorante que vier falando que “TPM é psicológico” vai levar um soco psicológico na fuça.

7. Eu exijo o direito de NÃO ficar com ninguém na balada, sem precisar ouvir coisas do tipo: “Tá se achando muita coisa, é?” Não sei em que momento da história virou obrigação você ir na balada para ficar com alguém. Quem quiser que fique e seja feliz, inclusive porque eu não tenho nada contra. Só que as vezes você quer simplesmente dançar e beber com os amigos. Acreditem, meninos! Muitas vezes uma mulher vai para a balada SÓ para ouvir um som, beber um pouco e dançar.  E ponto (final!)

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