postado por Lisa Lips

Resolvi fazer uma referência a um artigo do site Ato ou Efeito, o site mais quente da galáxia, em primeiro lugar em homenagem a um colega chato e totalmente tanga. E em segundo lugar, por que o artigo é totalmente polêmico, tipo conversa de mulher no banheiro sacam?

Eu sei que temos preferências assim como os homens, mas raramente vejo casais conversando sobre como gostam do sexo. A mulher muitas vezes tem vergonha de falar e o homem acha, muitas vezes que tá mandando ver e não é bem assim.

As duas meninas que escreveram o artigo falam de uma forma bem legal e acho isso tão imporante. Muitas vezes vemos o sexo como algo sujo, casual, sofrido e é tão bom! Ainda mais se a gente diz: ó aqui é melhor do que ali. Isso não brocha ninguém, pelo contrário, isso é descobrir o sexo. Fazer dele algo muito melhor.

Não adianta os caras se satisfazerem com mulheres gostosas e nem as mulheres com caras saradões, se na hora de mandar bala, a coisa não flui. É preciso conhecer a parceira e o parceiro e conhecer seu próprio corpo.

Não é feio, não é pecaminoso. Pecado não existe, errar é humano e se sexo fosse realmente algo proibido, nasceríamos desse jeito? Perpetuar a espécia é o verdadeiro sentido do sexo? No creio. Creio que o sexo existe para nos ligarmos mais as pessoas. Pecado é mentir, roubar, matar… Pecado é deixar de viver…

Pois então, voltando ao artigo, vale a pena dar uma lida nele. Enfim, segue a sujestão até para os marmanjos de plantão. Conhecer o pensamento dessa mulhereda não é tarefa fácil, mas aqui e ali, tiramos algumas conclusões. =0)

Chumbo mata! OLOLCO!

postado por Nick Nicks

Hoje estava pensando no quanto nós, mulheres, somos bizarras. Quer dizer, não somos bizarras, mas tomamos atitudes e fazemos coisas estranhas.

Gostaria que alguém me dissesse por que:

. Lavamos o rosto para tirar o pó da rua e passamos pó compacto para sair na rua.

. Ficamos de cara lavada durante o dia (que dá para ver tudo) e nos bezuntamos de maquiagem para ficar bonita durante a noite (que não dá para ver nada).

. Nos vestimos com aquelas batas que não marcam o corpo que os homens odeiam, mas mesmo assim, queremos conquistá-los vestindo isso.

. Queremos ter 25 aos 12 anos e 12 aos 25.

. Comemos BigMac super plus cheio de gordura trans e pedimos Coca Zero para beber.

. Perguntamos para o namorado/ marido se estamos bonitas, eles respondem que sim, e nós falamos: mentira, estou gorda!

. Compramos quilos de roupas e só usamos as peças que estão por cima da gaveta.

. E o pior: reclamamos dos homens, mas não vivemos sem eles!

Acho que isso é só um teco das nossas esquisitices. Mas confessem, meninos: não somos adoráveis?

postado por Nick Nicks

“Quem gosta de homem é gay. Mulher gosta mesmo é de dinheiro”. Já ouviu esta frase? 

Vamos começar discutindo este assunto com a história da minha mãe.

Na década de 50 ela entrou na faculdade de Arquitetura. Só tinham 3 mulheres no curso (contando ela) e nenhuma delas terminou. Por quê? Porque mulher querendo fazer carreira profissional era feio. Quase obsceno. E para não contrariar os pais, a sogra, meu próprio pai e toda a sociedade da época, minha mãe largou o curso quando se casou, exatamente do mesmo jeito que as colegas de classe.

Até muito pouco tempo (historicamente falando) as profissões socialmente aceitáveis para mulheres não eram muitas. Professora, enfermeira, costureira, cabeleireira, cozinheira, funcionária de fábrica, secretária, aeromoça… O que mais? Uma tia minha chegou a investir na carreira de artista, mas vocês não têm idéia da fama que ela arrumou por conta disso. E quando meu tio quis casar, adivinha qual foi a condição? Hoje ela é Dona de Casa, como tantas outras daquela época.

Agora, eu pergunto: COMO uma mulher podia garantir o futuro naquela época? Digam pra mim. E não me venham com exemplos de mulheres que enfrentaram o sistema e fizeram carreira ou revolução, ok? Este texto não trata de exceções. 

O que eu quero dizer com tudo isto é que, até muito pouco tempo, a mulher dependia do homem para ter alguma tranqüilidade financeira na vida. E se você fosse mulher naquela época e pudesse escolher entre um cara com dinheiro e um pé rapado, com QUEM você ficaria? Onde você apostaria o futuro dos seus filhos, que eram praticamente obrigatórios?

Sim, as coisas mudaram e hoje uma mulher consegue se virar sem depender financeiramente de um homem. A mudança que a gente vê, no entanto, é só do lado de fora. E DENTRO das pessoas, onde moram os dogmas sociais, até quanto isto mudou realmente? Vocês acham mesmo que a educação dentro dos lares brasileiros não vem com nenhuma mensagem subliminar (ou direta mesmo) baseada nas décadas passadas?

Muitos dogmas sociais ainda persistem sem questionamento e acredito que “casar com um homem que tenha dinheiro” é apenas mais um deles. Sim, existem muheres gananciosas e isto é inegável. Mas também existem os homens gananciosos e, sinceramente, conheço muito mais homens deste tipo do que mulheres. Por que só as mulheres levam a fama de gostar de dinheiro?

Ainda hoje, sem se dar conta, a maioria das pessoas vive de acordo com coisas que foram inquestionáveis por séculos e séculos: mulher tem que casar, mulher tem que ter filhos, homem tem que sustentar a casa, homens não demonstram fraqueza, mulher tem que ser recatada.

Exagero? Ah, tá bom. Então por que a maioria das pessoas fica chocada quando eu digo que não quero ser mãe? E por que as meninas que ficam com vários caras são chamadas de vagabundas? E por que a maioria dos homens que eu conheço não ajuda dentro de casa, mesmo quando os dois trabalham fora? E por que ainda tão poucas mulheres se interessam por política e economia? E por que tantos homens não admitem que uma mulher pague a conta do jantar?

Vou parar por aqui, porque a lista poderia levar uns três dias para ficar pronta. Encerro com ênfase em uma coisa que disse lá em cima: GENTE gananciosa é uma verdade inquestionável. Mulheres gostam de dinheiro é uma afirmação baseada em dogmas e em propagandas idiotas que, por sua vez, também são baseadas no comportamento social da década de 50.

postado por Lisa Lips

Queria parabenizar o Manual do Cafajeste (só para mulheres) pelo belo post sobre traição. Com base em pesquisa entre amigos, ele chegou a 4 “porquês” os homens traem. Digo mais, isso também vale para mulheres insatisfeitas viu cafa? Existem muitas mulheres não satisfeitas com seus relacionamentos, em particular ao sexo. Há muitas mulheres casadas que traem seus maridos, pois também gostam de “variar” o cardápio. Outras, pela confusão emocional, depois de anos de casada. Outras, porque o filho dorme todas as noites na cama com os pais e eles não dão uma escapada par ao sofá da sala.

Creio que a traição (assunto já discutido aqui no blog) seja um assunto delicado, pois implica em saber lidar com a situação. Não creio que quem trai deixe de amar, pois eu creio mesmo que se possa perdoar, caso isso ocorra em nossas vidas. Mas vai de cada um ter o seu limite, o que pode ou não aguentar, então, não podemos ter uma verdade inquestinável aqui. Se você pode perdoar, acho lindo, uma nova tentativa. Vá em frente. Mas se você não perdoa, é algo seu.

Creio que a maioria não perdoaria uma traição. Se alguém está conosco, é porque gosta. Se precisa procurar uma alternativa, ai já não é mais uma relação de verdade. Deve ser essa a preocupação de todos. Eu também não sei se saberia perdoar, creio que procuraria saber o que está havendo. Se a pessoa precisa desafogar em outras paragens, é porque não estou satisfazendo. Ou serão outros os motivos?

Vale a pena dar uma chegada no Manual do Cafajeste (só para mulheres), para saber o que pensam os homens. =0)

postado por Lisa Lips

De hoje em diante, quem visitar o blog, verá alguns artigos referentes a personalidades femininas que fizeram história. Não estarão em ordem cronológica e nem todas serão referentes a mulheres brasileiras. A intenção destas pequenas biografias, é informar grandes feitos, por vezes esquecidos, mas de grande inspiração, não só para as mulheres.

Bertha Maria Júlia Lutz (Bertha Lutz) - 1894 a 1976

Bertha Lutz

Bertha Lutz era paulistana filha da enfermeira inglesa Amy Fowler e do cientista e pioneiro Adolfo Lutz. É conhecida como a maior líder na luta pelos direitos políticos das mulheres brasileiras e foi ela quem garantiu o direito ao voto pelas mulheres.

Bertha foi educada na Europa e foi na Sorbonne (França) que ela formou-se como Bacharel em Ciências (Ciências Naturais). Em 1918 retornou ao Brasil, ingressando no Museu Nacional, através de concurso público, sendo a segunda mulher a ingressar no serviço público brasileiro.

Neste mesmo ano, um jornal carioca publicou um artigo dizendo que o Brasil não sofreria nenhuma influência pelos direitos feministas defendidos na Inglaterra. Bertha que já havia tido contato com as lutas feministas na Europa e Estados Unidos, ficou indignada com tal artigo e em seguida iniciou seus esforços para lutar pelo voto feminino no Brasil. Bertha tinha na época 24 anos e era também advogada. Formou-se então um movimento de luta pelos direitos femininos.

Em 1919, com o apoio de outras mulheres, Bertha criou a Liga para a Emancipação Intelectual da Mulher, e esta Liga, gerou a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, com a sigla FBPF, a qual também foi fundada por Bertha.

Durante sua luta pelo direito ao voto feminino, Bertha representou as Brasileiras, na assembléia geral da Liga das Mulheres Eleitoras, nos Estados Unidos, sendo eleita vice-presidente da Sociedade Pan-Americana. Somente 10 anos depois dela ingressar na Liga, é que, por decreto-lei, em 1932, Bertha viu o Presidente Getúlio Vargas aprovar o novo Código Eleitoral contendo o direito de voto para as mulheres.

Em 1936, após duas tentativas de ingressar na política, Bertha assumiu a cadeira de deputada na Câmara Federal, atuando através de propostas de mudanças na legislação, referentes ao trabalho da mulher e do trabalho infantil, tais como: licença das gestantes, redução da jornada de trabalho, igualdade salarial e outros.

Em 1937, com a entrada da Ditadura e o fechamento das casas legislativas, Bertha perde o mandato e entra como chefe de botânica do Museu Nacional, aposentando-se deste, em 1964. Apesar de atuar na política, jamais se afastou da ciência, marcando assim sua vida, com inúmeras descobertas científicas, em especial, na área de zoologia (anfíbios anuros).

Seu último ato público em defesa da mulher, foi em 1975, no Ano internacional da Mulher, realizado na capitaldo México.

Bertha também foi incansável na luta pela preservação do grande espólio deixado pelo pai, Adolfo Lutz, delegando até um testamento à poseridade, para realizar a materialização dos seus projetos em manter o trabalho do pai.

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