postado por Nick Nicks

Começa o dia. Você se levanta e vai se arrastando até o banho. Depois de quase dormir no chuveiro quentinho, gostoso, se dá conta que só faltam 10 minutos para sair. Sai voando do banheiro, se desespera em frente ao guarda-roupa e, como não tem tempo, veste a primeira coisa que aparece. Toda trabalhada no estilo espantalho.

Na hora do almoço, dando uma voltinha pelo shopping ao lado do seu trabalho, seus olhos brilham ao ver aquelas plaquinhas vermelhas, lindas, reluzentes, anunciando: LIQUIDAÇÃO. Claro, você não resiste e entra, só pra dar uma “olhadinha”. Essa olhadinha acaba te custando um terço do seu salário. Pior. Um terço do salário do mês que vem.

Essa cena é familiar para você? Pra mim, infelizmente, é. E acho que para muitas mulheres, mesmo fora da temporada de promoções.

Pensa comigo: Se muitas pessoas não têm tempo nem para escolher entre as peças do próprio guarda-roupa, pra quê levar mais coisa pra casa? Meio ilógico, não? Ai… Mas tá tãããããão baratinho. Ai… Mas tá tãããããão na moda. Ai… Mas é tããããão… Nossa! Agora que notei, é parecida com aquela calça que comprei ano passado… Tinha es    quecido dela! Bom, agora já foi. Promoção não aceita troca (um absurdo).

Não tô querendo dizer que não é para comprar. Ainda mais mulher, que gosta de acompanhar as tendências da moda. Mas quero dar algumas dicas que foram muito úteis pra mim, porque já cansei de comprar peças “repetidas” e que acabaram encostadas:
. Faça uma limpa no seu guarda-roupa. Doe o que não usa mais (não usou em dois anos, não usará nunca mais) e arrume o que precisa ser consertado (botão caindo e calça sem barra não são nada elegantes).

. Anote em um papel o que está faltando no seu armário (peças básicas, langeries e sapatos), com cores desejadas e tudo o mais. Quanto mais detalhe, melhor.

. Leve esse papel junto com você. Na próxima vez que der de cara com aquela blusinha linda, vermelha de lacinhos você olha para o seu papel e diz: NÃO! Não anotei nada vermelho aqui, então, não preciso. E quando encontrar o casaco de malha cinza que você achou que combinaria demais com muitas peças que você já tem, compre, sem dó. É um investimento. ;)

. Quando surgir algo na vitrine que não estava no seu papel, mas que te faça virar os olhos meeeeeesmo, pense: vai afetar meu orçamento? Tenho peças que combinam com isso?

Enfim, tudo nessa vida é questão de parar e pensar. Se for tomada por impulso e comprar tudo o que vê pela frente, vai acabar como a Becky Bloom, do filme.  Não viu? Vale a pena. Eu me identifiquei tanto que morri de vergonha de mim mesma.

Saia das dívidas

10.jul
2009
postado por Nick Nicks

Estou escrevendo um livro para pessoas com problemas de organização. Não que eu seja um primor de organização, mas pelo menos gosto do assunto, gosto de dar dicas e sou virginiana. :P

Nele falo sobre os perrengues que passei e como saí deles. Um dos capítulos é sobre dívidas e gostaria que vocês dessem a opinião de vocês, pode ser? E espero que possa ajudar!

Aí vai:

Saindo da caverna do dragão

De princesa a plebéia (mas com muito orgulho)

Ninguém melhor do que eu para falar sobre dívidas. Eu já fui endividada até a ponta do cabelo. E sou filha única. O que isso tem a ver? Tudo. Quer dizer que todo mundo vai querer te ajudar e aí o problema só piora. Você sabe que pode fazer burrada de novo que alguém vai salvar sua vida.

Não sei o que havia comigo. Não podia passar em frente a nenhuma loja. De livrarias a lojas de eletrônicos. Qualquer coisa. Mas sempre tudo muito caro. Maldito bom gosto. Herdei do meu pai, que já comprou uma Mercedes por telefone. Tipo delivery: “Oi, por favor, me vê uma Classe E? Com Coca grande, por favor.”

Era assim: Eu fazia um buraco na conta, alguém cobria. Mas chegou um belo dia, como em qualquer conto de fadas, que a princesa tomou juízo. Tá, não foi assim tão simples. Na verdade, chegou esse belo dia em que a princesa recebeu uma correspondência do Serasa. E ela se descabelou. Tirou a coroa e falou: “AGORA FU***!”

Nesse mesmo belo dia a princesa ficou com vergonha. Vergonha de ter chegado a esse ponto, vergonha da família, vergonha dela mesma. Aí é que entra a vergonha na cara. E foi a melhor coisa que aconteceu a ela.

Sua decisão (a minha, claro, para quem ainda não percebeu, a princesa sou eu. Momento Me Achando Mode: On) foi que ela precisava sair dessa sozinha. Só assim ela iria sair dessa com dignidade e orgulho. E de lambuja, aprendendo o valor do dinheiro e a se controlar.

Encarando o dragão

Começou encarando a fera. A hora da verdade é a pior de todas, a hora em que você precisa tirar um extrato.  Depois de se assustar com o rombo extraordinário e acordar numa maca do SUS depois de ter desmaiado, ela foi de ônibus para casa (dinheiro pro táxi, nem pensar) e arrumou um caderninho.

Nesse caderninho, anotou todos os valores que precisava quitar. Ligou para a gerente e pediu a taxa de juros do cheque especial e do cartão de crédito. Desmaiou de novo e retomou a operação Conta Vermelha Nunca Mais.

Começou anotando os valores da conta negativa (o que devia para o banco) e do cartão de crédito. Logo após, anotou os valores de cheques a cair e as datas. Depois, fez uma lista de gastos fixos mensais. Uma coisa em cada página (nessa hora não dá para economizar nas folhas, tem que ser tudo explicadinho e separado mesmo. Seria, digamos, um investimento a longo prazo).

O resultado foi o óbvio: Não ia dar para pagar tudo num vapt-vupt. Iam ser meses penosos, sem dinheiro nem para uma bala. Mas ela estava determinada e não ia desistir. Fez um plano de pagamentos. Analisou o que teria taxa de juros mais alta. Era o cartão de crédito. Então era por ele que ela iria começar a pagar.

Chegou o mês seguinte, dia do pagamento, e ela já sabia o que fazer. Separou o dinheiro para pagar as contas do mês, o que ia precisar ao longo dele também, e o que sobrou, pagou uma parte do cartão. No mês seguinte foi a mesma coisa, conseguindo quitar o cartão. Aleluia!

No outro mês, foi a vez de cobrir o banco. Este também não foi numa tacada só. Teria que esperar o próximo pagamento para quitar o banco também.

Foram meses difíceis, em que levava almoço no trabalho para não gastar com restaurante. Nada do livro semanal. Nada de descobrir novas bandas. Nada de calça nova. E o pior de tudo vocês não sabem, a prova de fogo: A princesa trabalha ao lado da Oscar Freire, o paraíso das compras. Ficava se coçando para não entrar em nenhuma loja. Tá bem, ganhou um tique nervoso, mas compensou. Finalmente sabia se controlar. Agora ela está sabendo economizar sem precisar se privar de tanta coisa e já pensa em pagar um terapeuta para se livrar do tique. Agora ela pode.

postado por Nick Nicks

Sabe quando os homens dizem que carregamos o mundo nas bolsas e perguntam por que isso? Bom, eles têm razão. Carregamos até a mãe se couber lá dentro. Agora, o porquê disso? Nós mulheres somos precavidas por natureza E precisamos de muito mais apetrechos.

Por exemplo: nós precisamos ter uma pinça na bolsa, vai que aparece um um pelinho indesejável embaixo do braço que a gilete não viu? Os homens não precisam, são peludos e até se acham bonitos por isso. Nós precisamos ter guarda-chuva na bolsa. Porque se cai uma tempestade, não há escova que agüente. E os homens? Quando muito, eles têm cabelo. :S Sorte a deles.

Bom, não estou querendo dizer que somos vaidosas e os homens uns mulambos, mesmo porque estou rodeada de homens cheirosos e bem cuidados, como meu pai e meu namorado, por exemplo. Mas eles detestam carregar coisas que sejam maiores que o seu bolso e não se irritam tanto de terem se molhado na chuva.

Por causa disso resolvi dar umas dicas do que e como carregar as coisas na bolsa sem dar falta de nada, sem se perder no vácuo que são as mega-bolsas e também não se sentir incomodada com o peso.

Primeiro, o máximo de coisas para se levar em qualquer lugar: Agenda, celular, MP3, carregadores, chaves, livro, maquiagem, pinça, lixa de unha, colírio, remédios básicos (para dor de cabeça, etc), guarda-chuva, band-aid, óculos de grau e de sol, carteira (dinheiro, cartões e documentos básicos), chiclets de menta, pente, protetor solar, hidratante para as mãos, caneta, barrinha de cereal ou algo parecido, escova de dentes, fio dental, pasta e absorvente.

Agora, o tipo de bolsa e o que levar em cada lugar. É noite de balada? Leve o essencial: maquiagem, chaves, documento, dinheiro e convite da festa, se tiver. Então, bolsa pequena, garota! Ninguém vai querer levar uma mochila para a balada, não é?

Você vai de ônibus ou metrô para o trabalho? Bolsa grande. Não se esqueça de levar um livro para se distrair no caminho ou um MP3. Fora o kit “básico” citado acima, hahaha. É no trabalho que passamos a maior parte do tempo, portanto, é bom ter sempre tudo perto da gente. Não se esqueça de levar sempre um absorvente, vai que vem para você antes do dia? :S Sempre é bom prevenir.

E claro, tem uma bolsa mais linda que a outra por aí. Mas escolha a mais confortável para você. Por exemplo, eu deixo as de alça comum para quando estou de carro. Quando estou de metrô, prefiro as com alças transversais ou ainda uma mochilinha com zíper interno, para evitar roubos.

E para você não ficar meia hora parada na frente da porta de casa procurando a chave, melhor deixá-la num compartimento separado. Celular também! Ninguém merece ouvir aquelas musiquinhas horrendas que adoramos até achar o bendito! 

Aliás, vamos separar as miudezas em pequenas nécessaires para evitar aborrecimentos e não ficar tudo jogado. Separe os produtos de beleza das moedas, por exemplo. Uma bolsinha para cada tipo de coisa.

Para quem achou um exagero, falo por experiência própria. Depois de aplicar isso nas minhas bolsas, parei de perder tempo tentando achar as coisas.

Esqueci de algo importante? Avisem-me! :P

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