postado por Nick Nicks

Homem perfeito não existe. Muito menos mulher perfeita, né? Se você tem a plena consciência disto,  já é meio caminho andado para dar certo com alguém e provavelmente tem boas chances de encontrar o seu “par perfeito”. Ou, melhor dizendo, o seu “par imperfeito ideal”.

Porque esta consciência é importante?

Porque as expectativas muito altas que nós criamos acabam atrapalhando um pouco os relacionamentos, sabe? A gente espera demais do outro, inventa uma pessoa ideal na cabeça e, por conta disso, acaba cobrando demais do parceiro. Cobrando o que nós gostaríamos que ele (ou ela) fosse.

Como ninguém neste mundo é perfeito, acabamos terminando muitos relacionamentos por idealização. Ou levamos um pé na bunda porque o outro lado simplesmente fica de saco cheio de ser criticado o tempo todo.

Não estou dizendo que precisamos engolir todas as coisas chatas entre duas pessoas, nem precisamos engolir o que não toleramos. Claro que não! Mas é preciso um pouco de paciência com as diferenças, ou sempre acabaremos sozinhos, reclamando do sexo oposto.

Eu costumo dizer que o bom mesmo para dar certo  é “escolher os defeitos”. Parece estranho, mas é isso mesmo. Porque escolher defeitos? Porque as coisas boas todo mundo gosta. Mas os defeitos serão mais ou menos tolerados, dependendo de cada pessoa.

Tem homem que não suporta mulher grudenta, tem cara que adora. Tem mulher que detesta homem saindo com os amigos, tem mulher que não liga. Tem homem que  odeia mulher gritando, tem caras que só acham chato mesmo, mas deixam passar batido.

Que defeitos são insuportáveis para você? E quais defeitos você apenas acha chatinhos, mas consegue passar por cima? Pense bem antes de apurrinhar seu namorado com alguma coisa que ele não vai conseguir mudar. Porque, para mudar, é preciso querer muito.

Sempre vale o esforço de mudanças no relacionamento, para que a coisa fique legal para os dois lados. Apesar da boa intenção, infelizmente,  nem sempre as pessoas conseguem mudar da forma que queremos.

postado por Nick Nicks

É tantas vezes querer conversar e não conseguir.

É ter a necessidade de colocar as cartas na mesa - por pior que seja o jogo - mas não encontrar um parceiro com a mesma vontade de jogar.

É PRECISAR entender tudo o que está errado entre duas pessoas. TUDO - com todas as letras - mesmo que as letras sejam tortas e chatas. Não importa. Tudo que é chato pode ser jogado fora, contanto que as pessoas entrem em contato com os próprios lixos e estejam dispostas a colocar do lado de fora. Ser mulher é querer reciclar.

Ser mulher é não achar graça em boiar pela vida. É saber que existe a profundidade e querer explorar. Porque aqui em cima é tudo tão pouco! Tão ralo! Tão sem sentido nenhum!

Ser mulher é procurar um homem, mas encontrar um monte de moleques que chamam as conversas entre duas pessoas de ”DDR” (Discussão de Relacionamento), sem a consciência de que auto-conhecimento é a única esperança para que o termo “relacionamento a dois” sobreviva no dicionário.

Ser mulher é entender que intimidade não significa apenas usar o mesmo banheiro. Inclusive porque isto você pode fazer com um total desconhecido no Shoppong Center mais próximo.

Ser mulher é saber que existem homens maduros por aí, mesmo não conhecendo pessoalmente.

Desculpem, garotos! Desculpem aqueles que fogem às regras. Desculpem a todos aqueles que questionaram as regras milenares e saíram por aí procurando por si mesmos.

Infelizmente, a grande maioria dos homens não foi criada para ter contato com os próprios sentimentos, não foi avisada que tem direito de errar e foi treinada a achar que só as notícias do jornal têm importância.

Pena. Que pena! Não pena de mim que sou mulher, mas pena do mundo que responde por este monte de criaturas ensinadas a viver sem consciência. Como se a vida se resumisse a um dia ocupado no escritório com muitas “coisas mais importantes” para resolver.

Resolvam-se a si mesmos e vocês resolvem o resto do mundo. Tentem! É igual comentar a posse do Obama e a Faixa de Gaza. Juro! A única diferença é que vocês vão fazer relações lógicas entre as coisas que acontecem PERTO de vocês - ao invés de analisar  os fatos do outro lado do mundo.

Beleza? Que tal? Eu garanto que a dor é suportável.

E as mulheres agradecem, tenho certeza. Pelo menos uma boa parte delas.

Homem folgado.

2.dez
2008
postado por Nick Nicks

Meu pai tem 75 anos. Quando ele casou com minha mãe, a maioria das mulheres não trabalhava fora. Sendo assim, como o homem ralava para sustentar a família, nada mais justo do que a mulher ralar em casa. Na verdade, eram duas pessoas trabalhando em áreas diferentes para o bem comum.

O tempo foi passando, a vida foi ficando mais difícil e as mulheres saíram de casa para ajudar no orçamento. Afinal de contas, uma pessoa só sustentando a casa hoje em dia não é moleza, certo?

O problema é que, apesar de tantas mudanças no mundo, alguns homens ainda vivem como se só eles trabalhassem fora. Dividem a vida com uma mulher que também rala o dia todo, mas ainda acham que ajudar dentro de casa não é obrigação deles. Isto é “coisa de mulher”.

Por que isto acontece? Basicamente, cultura e educação. Mas também tem aquele negócio chamado “folga”. Sabe gente folgada? Pois é. Tem mulher que é folgada e tem homem folgado também.

Tudo bem que esta história de mulher trabalhando fora é recente. Muitas e muitas mães que vocês conhecem não têm uma profissão. E nunca ensinaram aos filhos homens que a casa é uma comunidade, porque isto era natural. Era esta a cultura da época e assim elas passaram para a próxima geração.

Mas, e hoje em dia?  Quando na maioria das casas os dois ralam em um emprego de pelo menos 8 horas por dia? Por que não dividir as tarefas cotidianas desta vida a dois?  O que justifica uma casa em que a mulher é a única responsável pela organização? Não é a DOIS esta vida?

Muitos caras ainda procuram “mães” e não “mulheres”. Não é vida a dois que eles querem. Eles querem é a vida de alguém dedicada a eles.

Enquanto isto, as mulheres estão procurando cada vez mais “companheiros” e não “filhinhos de mamãe” para cuidar. Um cuida do outro, minha gente! Ninguém mais tem paciência pra cuidar de “criança” com 30 anos na lomba.

Não estou dizendo que os homens precisem aprender a cozinhar. Mas o que existe de tão difícil em lavar louça, guardar a comida na geladeira, varrer a casa, colocar o lixo para fora, juntar as roupas do chão, guardar elas no armário? É chato? Ah, isto é. Mas BEM mais chato do que isto é trabalhar em dobro para sustentar a boa-vida de um marmanjo.

Muitas vezes eu escuto por aí a frase: “não se fazem mais mulheres como antigamente”. Pura verdade. Provavelmente, porque antigamente já passou.

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