Desde que começaram a falar da transposição, minha opinião já mudou várias vezes, muitas fui contra, muitas outras fui a favor.
Esse assunto controverso não pode ser discutido apenas com um único post. Por isso, vou criar mais dois posts sobre o assunto, um falando dos pontos positivos dessa empreitada e outro falando dos pontos negativos.
Acredito que com tudo na mesa podemos formar uma opinião melhor.
Caso vocês já tenham uma fiormada compartuilhem conosco, assim será mais rica nossa discussão.
O Primeiro vem amanhã, aguardem






















pora eu tinha que fazer um trabalho o que voc~e ia escrever ia ser bem util mais…
vo espera
bjos a todos
Ah, ninguem havia se interessado pelo assunto e acabou morrendo… Mas como vc se interessou, vou escrever.
Obrigada pela vista
Betty Lee
Comment por pipizão |
quais os ponto positivos?
Comment por taluma |
idiotas gordas!!!ble
Obrigada pela visita, estamos tentando emagrecer… quem sabe um dia sejamos idiotas magras???
beijos e obrigada pela visita!
Betty Lee
Comment por sou uma pessoa que não gosta de vcs |
eu queria saber curiosidade sobre o rio são francisco
Roberta,
Esta difícil de achar os pros e contras, mas quero ver se ainda essa semana eu coloco uma materia sobre isso.
Bjs e obrigad apela visita
Betty lee
Comment por roberta |
bom,eu estou fazendo um trabalho escolar,queria um texto q desse pra mim entender,um resumo completo e auto explicativo,somente dizendendo o que é o projeto de transposição do rio são francisco!!!!!!!!!!!!
Comment por giovana lopes |
Reproduzo mensagem que enviei a Washington Novaes em resposta a seu artigo:
O contundente artigo do jornalista Washington Novaes contra a transposição de águas do Rio São Francisco para o Nordeste Setentrional merece alguns reparos.
Em primeiro lugar, trata-se de uma questão essencialmente técnico-ambiental. Os profissionais qualificados para discuti-la são engenheiros, geólogos e ambientalistas. Quando o Ministério Público, ao qual compete a defesa da sociedade, promove ações judiciais, deve-se basear em pareceres técnicos, cabendo ao Judiciário julgá-las, também baseando-se em pareceres técnicos. Foi assim que aconteceu quando o Supremo Tribunal Federal autorizou o reinício dos trabalhos, paralisados em virtude de ação proposta pelo Ministério Público de Sergipe.
Aqui cabe uma observação. O argumento principal do Ministério Público sergipano foi de que, retirando-se água do Rio São Francisco, corria-se o risco de diminuir sua vazão e de comprometer o abastecimento de Aracaju que, já há alguns anos, importa água da bacia do Velho Chico. Tal petição, derrubada no Poder Judiciário, incorreu em dois graves equívocos: um técnico e, o outro, jurídico.
A importação realizada por Aracaju, até 2007 (dados apresentados pelo presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco – CBHSF em debate promovido pela FUMEC, em Minas Gerais) era de apenas 0,9 m3/s. Em 2007, houve a duplicação das adutoras de transposição para Aracaju e, portanto, a vazão passou a cerca de 1,8 m3/s.
Ora, a vazão média do Rio São Francisco em sua foz é de 1.850 m3/s. Descontando-se 63 m3/s, que é a vazão média plurianual de transposição, sobram 1.687 m3/s. O CBHSF exige vazão mínima de 1.300 m3/s na foz do São Francisco e, portanto, sobram 387 m3/s, vazão muito superior aos 1,8 m3/s exigidos por Aracaju e pelas cidades vizinhas.
O outro erro, esse mais grave, é jurídico. A Constituição Brasileira prevê que todos são iguais perante a lei. Ora, Aracaju pleiteou e obteve licença para fazer transposição de águas do Rio São Francisco inicialmente para abastecer seu parque industrial. Com o progresso obtido após a efetivação da transposição, houve um aumento significativo da indústria hoteleira local, o que levou o governo do estado a pleitear e a obter licença para dobrar a vazão das adutoras de transposição.
Fica, então a pergunta. Por que Aracaju, que não se localiza na bacia do Rio São Francisco, pôde obter licença para retirar água do Velho Chico (ressalte-se que, inicialmente, não era para consumo humano ou animal, como hoje autoriza a lei, mas para atender ao consumo industrial) e por que o Ministério Público do estado alegou ser inconstitucional que se realizasse procedimento idêntico para abastecer o Nordeste Setentrional por considerar que 70% da água se destinará a projetos de irrigação?
Outra questão no artigo do eminente jornalista é sobre o posicionamento do bispo D. Luiz Flávio Cappio, que fez duas greves de fome contra a transposição.
A greve de fome foi um instrumento utilizado por Gandhi para obter a independência da Índia. Posteriormente, foi muito usada por políticos. Carlos Lacerda, ao ser preso, fez greve de fome e trocou a prisão pelo hospital. O então deputado Siqueira Campos fez greve de fome para criar o Estado de Tocantins e a Constituinte de 1988 atendeu-o (não sei se apenas por causa da greve de fome). No entanto, esse artifício tem sido usado até mesmo para fins estranhos. Recentemente, um traficante de drogas fez greve de fome para diminuir sua pena.
No caso da greve de fome do bispo, imediatamente sertanejos iniciaram o mesmo procedimento como protesto pelas ações judiciais que estavam emperrando as obras de transposição. Infelizmente, a imprensa deu grande destaque à greve de fome do bispo e ignorou a greve de fome dos sertanejos nordestinos. Nada, no entanto, foi mais expressivo que a carta de um padre da Paraíba a D. Luiz Flávio, protestando contra o dobre de finados com que ele recebeu a comitiva do Presidente da República e alegando que mandaria os sinos repicarem em júbilo no dia da inauguração da transposição. A corajosa carta do padre paraibano ignorou até o mau agouro de outro bispo, como citado pelo jornalista.
Quanto aos números apresentados pelo articulista, trata-se de dados que foram amplamente discutidos pela comissão interministerial que realizou o projeto de transposição. Por exemplo, ele se refere a 37 bilhões de metros cúbicos de água em 70 mil açudes. O grande número de açudes mostra que a solução adotada não resolveu o problema de falta de água no Nordeste Setentrional. Como o próprio articulista afirma, os açudes perdem, em média, 75% da água que acumulam, seja por evaporação, seja por vertimento na época de chuvas. Portanto, sua eficiência atual é de apenas 25%.
A transposição visa a resolver também essa questão. Em primeiro lugar, é necessário zerar as perdas por vertimento, o que se conseguirá fazendo com que os açudes que receberão água do São Francisco trabalhem com volumes reduzidos, o que também reduzirá as perdas por evaporação. A essa economia de água, a comissão deu o nome de sinergia hídrica e estima-se que será de cerca de 25 m3/s.
Finalmente, o autor lembra a deliberação aprovada pelo CBHSF contra a transposição. Sempre que vejo votações dessa natureza (44 a 2), lembro-me da frase: - Que Deus me livre das unanimidades! Uma simples leitura do texto da deliberação mostra como foi elaborada eivada de emoção e como deve ter sido grande a pressão para que os conselheiros votassem contrariamente ao projeto.
No entanto, essa aparente derrota não tem valor legal. A lei é clara ao dizer que os rios que cortam mais de um estado são rios nacionais e, portanto, a palavra final pertence à Agência Nacional de Águas que, analisando o projeto sobre o aspecto técnico, deu-lhe parecer favorável.
A lei prevê, também, a necessidade de licença ambiental. O IBAMA apresentou condicionantes que estão sendo observadas, mas que não têm nada de excepcional, e o Judiciário está atento a sua realização.
Comment por Paulo |